quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Da cadeira de rodas para a academia

Blogueiros com deficiência criam campanha nas redes sociais para incentivar a prática de exercícios físicos
Campanha será lançada no dia 21/9 – Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – e já conta com o apoio de peso de nomes como Mara Gabrilli, Fernando Fernandes, Laís Souza e o time dos atletas de alto rendimento do Instituto Mara Gabrilli.
Quem disse que pessoas com deficiência não frequentam academia? Ou que só podem se exercitar em centros de fisioterapia? Inspirada por uma palestra que assistiu de Mara Gabrilli, que é tetraplégica há 23 anos e aos 49 esbanja um corpo escultural, a blogueira do Caminho Acessível http://www.caminhoacessivel.com.br/, Nathalia Blagevitch, 26, resolveu trocar as sessões de fisioterapia que a acompanhavam desde os sete meses de vida por aulas de musculação adaptada acompanhada por um personal trainer. “Com o tempo, o que era uma rotina de tratamento, tornou-se um hobby na minha vida. Hoje, estar em uma academia faz toda a diferença para o meu bem estar e autoestima”, conta.

Nathalia é advogada, professora tutora em cursinho preparatório para o exame de Ordem e foi diagnosticada com paralisia cerebral desde o seu nascimento. Ela ainda é uma das poucas alunas de sua academia que tem uma deficiência. Seu treino é como de muita gente, salvo algumas adaptações incrementadas por seu professor Omi Neto, profissional da Rede de Academias BodyTech. “O treinamento da Nathalia é voltado para o ganho de força e massa muscular, além de maior amplitude articular. O objetivo maior é que ela ganhe maior independência nas atividades do dia a dia. Em paralelo a tudo isso, realizamos atividades para melhorar a sua condição cardiorrespiratória, como caminhadas com inclinação na esteira e aulas personalizadas de boxe”, explica.
Com o objetivo de estimular a prática de atividade física entre um público que ainda pouco se movimenta nas redes quando o assunto é o universo fitiness, Nathalia juntou-se a Hamilton Almeida, que tem 29 anos e é tetraplégico, e Paulo Oliveira, 26, também cadeirante. Juntos, eles criaram o Defitness Club, cujo objetivo é estimular, por meio de campanhas nas redes sociais, a prática de exercícios físicos entre pessoas com deficiência.
Administrador e blogueiro, Hamilton criou o Casadaptada www.casadaptada.com.br voltado para tecnologia assistiva, design universal e notícias do universo inclusivo. Há três anos, de segunda a sexta, além da fisioterapia, ele procura diversos estímulos ao corpo, testando sempre novos exercícios e tecnologias.  Segundo ele, é possível fazer muitos exercícios, inclusive no conforto do lar. “Tem muitos cadeirantes que já treinam, tem uma galera grande no crossfit agora, competindo e tudo, quero propagar essa ideia, porque, sim, é possível”, garante.

Empreendedor e blogueiro do canal Amigos Cadeirantes www.amigoscadeirantes.com, Paulo Oliveira é nordestino, mas atualmente mora em Campinas. Ele se tornou cadeirante em 2008 e desde sua reabilitação incorpora atividades físicas em seu dia a dia. “Atualmente tento manter uma rotina de treino muscular por três vezes na semana. Porém isso aumenta em algumas semanas, tudo depende do corpo! A verdade é que os treinos físicos permitem que eu continue amando a vida. É quase uma terapia”, revela.

A primeira ação do trio, a campanha Defitness (deficiência + fitness), será lançada no dia 21/9 - Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – e promete bombar no compartilhamento de vídeos e fotos de exercícios praticados por pessoas com deficiência, seja na academia, em algum espaço aberto ou mesmo em casa, marcando a #Defitness. A iniciativa já conta com o apoio de nomes como Fernando Fernandes, Laís Souza, Daniel Dias e o time dos atletas de alto rendimento do Instituto Mara Gabrilli.

A deputada Mara Gabrilli, que é tetraplégica e uma das inspirações para a criação da campanha, também é uma grande incentivadora da prática de exercícios. “Quando se depara com uma paralisia tida como irreversível, é muito difícil associar atividades que exigem movimento, força e bom condicionamento físico. E é esse é o maior motivo para eu postar meu dia a dia fitness nas redes sociais. Queremos mostrar que uma pessoa com deficiência pode ir muito além da cadeira de rodas. Ela pode sim ter um corpo malhado e, principalmente, saudável”.

Acesse os canais e acompanhe as postagens da campanha

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domingo, 17 de setembro de 2017

Mulheres lutam para ter mais poder no mundo dos negócios

Na busca para fortalecer a presença feminina no empreendedorismo, evento deve reunir 1.500 empresárias na próxima terça-feira

CRIS OLIVETTE
Fundadora da Mastertech, escola que oferece ensino rápido de tecnologia, da agência de software Ponte 21 e do blog Mulheres na Computação, Camila Achutti atua para desmistificar o acesso à tecnologia e para fazer com que empreendedoras usem a tecnologia como aliada.
Formada em ciência da computação, com mestrado na mesma área pela Universidade de São Paulo, a empresária conta que logo no início da graduação percebeu a baixa diversidade de gênero na sala de aula.
“Eu era a única menina na turma de 30 alunos. Hoje, temos cerca de 13% de mulheres trabalhando com tecnologia no Brasil. Foi um pouco por essa questão de gênero que entrei na área de educação. Sinto grande necessidade de repassar meu conhecimento para outras mulheres. Não posso deixar as meninas de fora dessa coisa incrível que está mudando o planeta.”
Ela conta que a Mastertech não é exclusiva para mulheres, mas 61% dos alunos são do sexo feminino. “A nossa escola é reflexo da sociedade brasileira, composta 57% de mulheres. Temos cursos imersivos de oito horas por dia durante oito dias. Brinco que o aluno entra como intérprete de Libras e sai programador, pronto para suprir a demanda de mercado. Nossa taxa de empregabilidade é de 90%.”
Entre os cursos de curta duração, o mais famoso é ‘aprenda a programar em um final de semana’. “Em dois dias, ensinamos a fazer um site e um aplicativo. Nosso maior objetivo com os cursos menores é fazer a evangelização do mercado e mostrar que programação não é só para gênio”, ressalta.
Segundo ela conta, o negócio, que começou em 2016 com recursos da Ponte 21, hoje é sustentável, emprega 30 funcionários diretos e tem 50 professores parceiros.
Considerada referência nacional pelo trabalho de inclusão da mulher na tecnologia, Camila será uma das palestrantes da sexta edição do Fórum Empreendedoras, realizado pela Rede Mulher Empreendedora. O evento ocorrerá na próxima terça-feira (19), no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.
“Vou falar de diversidade e tecnologia, apontando o quão arriscado é a mulher se distanciar tanto da tecnologia, uma das áreas mais competitivas e que vai permear toda e qualquer carreira. Meu principal objetivo no Fórum é colocar a tecnologia como aliada da empreendedora que quer causar impacto”, afirma.
Criada com o propósito de garantir independência financeira e de decisão sobre negócios de mulheres e suas vidas, a Rede Mulher Empreendedora foi fundada por Ana Fontes, organizadora do fórum.
De acordo com ela, neste ano o evento vai reunir 1,5 mil mulheres, 50% amais do que a edição anterior. “Além da grade de conteúdo de palestras de mulheres empreendedoras, teremos uma sala com 20 mentoras que irão esclarecer dúvidas pontuais sobre negócios. A cada evento, realizamos de 120 a 140 mentorias.”
Ana conta que durante todo o dia o Facebook estará no local realizando oficinas para ensinar as empresárias a melhorar a comunicação de seus negócios nas redes sociais.
Ela acrescenta que o evento também contará com 30 estandes de negócios comandados por mulheres que estarão vendendo produtos ou serviços. “Nesse espaço, as empresárias também realizam negócios e fecham parcerias.” Mais informações sobre o evento e a compra de ingresso estão disponíveis em http://forumempreendedoras.com.br/ .
Outra empresária participante do fórum é a fundadora do canal de finanças Me Poupe!, Nathalia Arcuri. “Pretendo dar um panorama do que vivo no meu dia a dia como empreendedora. Tive de aprender a cuidar da gestão da empresa, a contratar pessoas, a cuidar do crescimento e ainda sou responsável por redigir textos, roteiros, cuidar da edição, enfim, estou me tornando empreendedora aos pouquinhos”, diz.
Segundo ela, reunir mulheres para discutir empreendedorismo é importante. “É muito bacana até para desmistificar alguns preconceitos que as próprias mulheres têm a respeito de competências e autoestima. Ainda temos muito a caminhar no sentido do empoderamento da mulher como empreendedora”, avalia.
Lançado em 2015, na rede social YouTube, o canal Me Poupe! tem atualmente 800 mil inscritos. “A medida que o canal cresce, ganhamos mais corpo em todos os sentidos e penso em expandir para outros campos de negócios como a realização de eventos presenciais e cursos. No futuro, também pretendo investir na criação de produtos financeiros”, afirma.
Segundo ela, de janeiro a agosto de 2017 o Me Poupe! teve faturamento duas vezes maior que o obtido ao longo do ano passado inteiro. “O canal ganhou peso, mas o mercado ainda está engatinhando em relação a como lidar com influenciadores.”
A intenção de Nathalia é buscar um posicionamento para ser mais do que só uma influenciadora. “Procuro entender o que as marcas precisam e criar um conteúdo voltado para elas, tendo grande cuidado tanto com a imagem da empresa quanto com a nossa.”
Ela acaba de lançar um reality em seu canal para contratar um assistente de conteúdo, que será seu braço direito. “Quero mostrar o ponto de vista dos candidatos e como devem se preparar. E o lado do contratante e como avaliar. Será divertido e educativo.”
Organização do setor trabalha para atrair investidora anjo
Diretora executiva da Anjos do Brasil, organização de fomento ao investimento anjo, Maria Rita Spina Bueno já participou de várias edições do Fórum Empreendedoras e considera o evento relevante para o setor.
“Ele abre discussão sobre vários temas que podem ajudar as empresárias. No meu painel, por exemplo, não vou falar só de capital empreendedor, mas sobre fontes de financiamento de maneira mais ampla e do empoderamento feminino.”
Irmão de Maria Rita e fundador da Anjos do Brasil, Cassio Spina afirma que a participação feminina no universo empreendedor é relevante. “A exceção ainda existente é na área de tecnologia, mas a presença das mulheres tem crescido ao longo do tempo”, avalia.
Durante o fórum, ele vai abordar a questão da complementaridade de visão que o trabalho em conjunto entre homens e mulheres pode proporcionar e a importância de atrair cofundadoras para os negócios. “Quero deixar claro que essa diversidade é importante.”
Spina diz que pesquisa recente aponta que empresas que têm a participação de mulheres no comando têm índice de sucesso maior que negócios comandados apenas por homens. “Esse é um indicativo relevante que deve ser observado pelos investidores.”
Spina estima que 20% dos negócios que passam pela Anjos do Brasil têm participação feminina na liderança. “Ainda temos forte maioria masculina tanto do lado de empreendedores quanto de investidores. Mas trabalhamos para estimular a presença das mulheres como investidoras, por meio do movimento Mulheres Investidoras Anjo (MIA).”
Idealizadora do MIA, Maria Rita diz que em determinado momento de sua atuação na Anjos do Brasil passou a se sentir muito incomodada. “Demorei três meses para entender o que era. Então, compreendi que era o fato de só existir homens nesse ecossistema. Minha primeira impressão foi de que isso era uma questão brasileira. Mas pesquisei o assunto e descobriu que não, mesmo em ecossistemas muito mais maduros que o nosso há uma desproporção gigantesca.”
Ao mesmo tempo, ela conheceu iniciativas nos Estados Unidos para atrair mais mulheres a esse ecossistema. “Vi que eles estavam tendo resultados positivos e resolvi criar o movimento no Brasil.”
Iniciado no final de 2014, o MIA já impactou mais de 300 mulheres com potencial para serem investidoras. “Dessas, pelo menos 50 já participam ativamente do ecossistema”, afirma.
“Depois da criação do movimento, dentro da Anjos do Brasil, o número de investidoras anjo passou de sete para 24. Elas são, na grande maioria, mulheres que têm carreira corporativa”, afirma.
Maria Rita diz que a ideia não é ter uma rede exclusiva de investidoras. “Para construir um negócio com alto potencial de crescimento e que seja inovador é preciso ter muito apoio. Esse é um desafio tanto para empreendedores quanto para empreendedoras. O apoio necessário deve vir da diversidade, porque ela agrega muito valor.”
Segundo ela, ter o ponto de vista masculino e o feminino enriquece a discussão, porque eles têm maneiras diferentes de olhar o mundo. “Queremos atrair essas mulheres para que integrem as redes de financiamento já existentes.”
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Fonte: Estadão

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Posso faltar no trabalho quando meu filho ficar doente?

Por  Fabrício Posocco*, advogado especialista em legislação trabalhista
Advogado trabalhista explica ‘direito da falta do empregado’
As crianças costumam ser mais suscetíveis a intempéries. Talvez, por isso, o artigo 473 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) garante que “o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário por um dia por ano para acompanhar filho de até seis anos em consulta médica.”
Todavia, de acordo com o advogado especialista em legislação trabalhista Fabrício Posocco, do escritório Posocco & Associados Advogados e Consultores, este direito pode ser estendido.
“Especificamente o artigo 473 da CLT não prevê o afastamento do trabalho quando os filhos de até 18 anos ou pais idosos adoecem. Mas, a Jurisprudência entende que crianças, adolescentes e idosos precisam de acompanhamento em hospitais e internações. Assim, a falta é justificada e a empresa precisa aceitá-la, sob pena de violação do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Estatuto do Idoso”, revela o especialista.
Quantidade de faltas
Segundo Posocco, o limite de um dia por ano pode ser acrescido, caso esteja previsto no acordo coletivo da categoria. Mas, independentemente da previsão, existe a necessidade do empregado justificar essa ocorrência a fim de evitar despedimento por justa causa.
“Em linhas gerais, o empregado pode faltar injustificadamente até 5 dias a cada 12 meses de vigência do contrato, nos termos do artigo 130, parágrafo 1 da CLT. Acima desse limite, a quantidade de dias de gozo de férias é reduzida proporcionalmente. Faltando mais do que 32 dias injustificadamente perderá o direito às férias”, explica o advogado.
Comprovantes
A melhor forma de garantir, perante a lei, o ‘direito da falta do empregado’, em caso de doença é apresentar comprovantes. Sendo assim, os pais ou responsáveis precisam levar a criança, adolescente ou idoso ao médico e solicitar o atestado ou o laudo do exame efetuado.
Quando o funcionário precisar se ausentar do trabalho por motivo de saúde do filho ou dos pais, deve:
1. Comunicar, o mais breve possível, o superior imediato, responsável pelo setor, tanto via telefone quanto via e-mail, se for o caso.
2. Comunicar, o mais breve possível, o departamento de RH (Recursos Humanos), se a empresa o tiver.
3. Após consulta, entregar o atestado ou o laudo médico original à empresa.
4. Para se precaver em caso de extravio do atestado ou recusa da empresa de pagar os dias, o empregado deve ficar com uma cópia ou pegar um recibo confirmando a entrega do documento ao departamento responsável.
5. Caso a empresa não reconheça a falta como sendo justificada, o empregado pode reivindicar esses valores na Justiça do Trabalho, podendo também comparecer à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e fazer uma reclamação formal, comprovando os fatos com os documentos necessários.
*O Posocco & Associados Advogados e Consultores foi fundado em 1999. É um escritório de advocacia full service, que possui expertise em 47 áreas do direito.
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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Como as pessoas com deficiência se relacionam com o dinheiro?

Qual o seu maior sonho, financeiramente falando?Como é sua relação com o dinheiro? O que ele representa para você?Para a Consultora e professora Dolores Affonso “as pessoas com deficiência possuem dificuldade em lidar com o dinheiro”.

Para ela uma série de fatores fazem com que as pessoas com deficiência não prosperem.Entretanto, após assistir uma palestra do escritor, consultor financeiro, professor e palestrante Gustavo Cerbasi, ela percebeu que precisamos aprender a controlar o dinheiro para não sermos controlados por ele.
A professora Dolores Affonso logo notou que a educação financeira pode ser um instrumento transformador na vida das pessoas com deficiência e o convidou para um bate papo com dicas de enriquecimento lícito. E aí quer aprender a domar seu dinheiro e ficar rica ou rico nessa encarnação? Então assista o vídeo abaixo, curta, comente  e vamos ser felizes!
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domingo, 10 de setembro de 2017

Decidir comprar ou decidir poupar: o que difere uma coisa da outra?


Você já parou para pensar por que é tão comum a gente ouvir falar de alguém que comprou algo por impulso, mas nunca de ninguém que tenha feito um investimento por impulso? Não vale vir com a resposta “porque é mais fácil consumir do que poupar” – isso até é verdade, mas não ajuda a entender muita coisa.


A explicação vem do campo das finanças comportamentais, área que mescla economia e psicologia para buscar entender porque agimos como agimos quando o assunto é dinheiro. O fato é que tomar uma decisão de consumo pressupõe análises mentais – inconscientes, muitas vezes – bem diferentes das que são necessárias quando precisamos tomar uma decisão de poupança.
Como assim? Ao escolher se vamos ou não comprar alguma coisa, ou se vamos ou não economizar certa quantia, estamos todos sujeitos a um viés de comportamento cientificamente chamado de “desconto hiperbólico”. “Atribuímos pouca importância aos benefícios a que teremos acesso apenas no futuro. Preferimos dar um valor maior aos prazeres que estão próximos”, explicou, em artigo, o economista Aquiles Mosca, autor do livro Finanças Comportamentais. “De forma inconsciente, valorizamos mais o presente do que o que está por vir”. Em palavras simples, como explica a professora Cláudia Yoshinaga, da FGV e da Fecap, temos dificuldade para lidar com prazos. “Em especial, com o longo prazo”, diz.
Fazendo um esforço para imaginar os seres humanos mais primitivos, não é difícil entender as origens do desconto hiperbólico – é algo quase instintivo. Quem é que pode, afinal, ter a certeza de que estará vivo amanhã para usufruir do que deixou de consumir hoje? Um experimento clássico sobre o assunto ficou conhecido como o “teste do marshmallow”. No experimento, pesquisadores oferecem um marshmallow a crianças e lhes dão duas opções: elas tanto podem comer o doce na hora, quanto esperar para comer 15 minutos depois. Se esperarem, serão recompensadas com mais um marshmallow. As imagens dos pequenos diante da guloseima dão uma ideia de como é difícil adiar o prazer – mesmo que seja apenas por alguns minutos.
A ciência também aponta para outras características importantes relacionadas ao comportamento de poupar. “Estudos de neurociência mostram que o ato de guardar dinheiro ativa a mesma região do cérebro usada quando se dá dinheiro para uma pessoa estranha”, explica a professora de psicologia econômica Vera Rita Ferreira. “Em outras palavras, nosso eu futuro é decodificado pelo cérebro como se fosse uma pessoa qualquer, e não nós mesmos”. Eis aí mais uma razão pela qual é tão difícil convencer a nós mesmos de que é importante poupar – ainda que, racionalmente, saibamos disso.
Formalmente, em economia, o termo poupança costuma ser definido como o “sacrifício do não consumo”. E é por isso que precisamos de um bom estímulo para economizar – ou seja, é por isso que exigimos juros. Mesmo assim, para muita gente, os juros nem sempre são vistos como uma recompensa suficientemente atrativa. “Por isso, definitivamente, a decisão de guardar dinheiro demanda um apelo racional muito maior do que a de gastar”, diz Claudia.

Há algumas formas de driblar esse comportamento irracional que permeia nossas decisões sobre dinheiro. A principal é, na medida do possível, adiar o consumo e automatizar o processo de poupança. Do ponto de vista do consumo, imagine-se em frente à vitrine de uma loja que expõe exatamente o produto que você tanto deseja. O simples fato esperar meia hora antes de adquiri-lo dá tempo e margem para a reflexão: a compra é realmente necessária? Muitas vezes descobre-se que não. Na hora de investir, que tal programar transferências mensais automáticas de recursos da sua conta para um fundo de investimentos? É um jeito fácil de transformar o ato de poupar em uma quase obrigação. Boa sorte!
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Fonte: Como Investir?