sábado, 19 de maio de 2018

Um irmão gêmeo é disciplinado e o outro não: Onde está o problema?


É comum hoje assistirmos reportagens na TV e/ou recebermos vídeos ou link de textos pelas redes sociais mostrando crianças e adolescentes indisciplinadas.

Conforme o professor Marcos L.Souza, “vários estudos indicam dados alarmantes que tal hábito vem crescendo assustadoramente a cada ano em todo o Brasil, trazendo consequências horríveis para os profissionais da educação, para a escola, para a sociedade, para a família e para o indivíduo que adota esta prática em sala de aula”.

Mas, o que é indisciplina? O que se encontra por trás da indisciplina? Como explicar, por exemplo, que Paulo e Pedro, 2 irmãos, gêmeos, que estudam na mesma escola, possuem comportamentos tão diferentes na sala de aula?
Segundo Telma Vinha, professora da Unicamp, “indisciplina é a transgressão de dois tipos de regra.

O primeiro tipo são as regras morais, construídas socialmente com base em princípios que visam o bem comum, ou seja, em princípios éticos. Por exemplo, não xingar e não bater. Sobre essas, não há discussão: elas valem para todas as escolas e em qualquer situação.

O segundo tipo são as chamadas regras convencionais, definidas por um grupo com objetivos específicos. Aqui entram as que tratam do uso do celular e da conversa em sala de aula, por exemplo. Nesse caso, a questão não pode ser fechada. Ela varia de escola para escola ou ainda dentro de uma mesma instituição, conforme o momento. Afinal, o diálogo durante a aula pode não ser considerado indisciplina se ele se referir ao conteúdo tratado no momento, certo?”

Telma Vinha ainda destaca que “saber como o ser humano se desenvolve moralmente é essencial para encontrar as raízes da indisciplina. Antes de entender por que precisam agir corretamente, as crianças pequenas vivem a chamada moral heterônoma, ou seja, seguem regras à risca, ditadas por terceiros, sem usar a própria consciência para reelaborá-las de acordo com a situação. Por exemplo: se elas sabem que não se deve derramar água no chão, julgam o fato um erro mesmo no caso de um acidente. Nessa fase, a autoridade é fundamental para o bom andamento das relações.

Por volta dos 9 anos, abre-se espaço para a construção da moral autônoma, quando o respeito mútuo se sobrepõe à coação. Mas a mudança não é mágica. O cientista suíço Jean Piaget (1896-1980) questionava a possibilidade de a criança adquirir essa consciência se todo dever sempre emana de pessoas superiores. Assim, é possível dizer que a autonomia só passa a existir quando as relações entre crianças e adultos (e delas com elas mesmas) são baseadas, desde a fase heterônoma, na cooperação e no entendimento do que é ou não é moralmente aceito e por quê. Sem isso, é natural que, conforme cresçam, mais indisciplinados fiquem os alunos”.

Depois de toda essa explicação da professora Telma Vinha constatamos que a indisciplina representa falta de disciplina, descumprimento de normas, desobediência ou negação da ordem. Ou seja, a disciplina é uma habilidade comportamental fundamental a todo ser humano e aplicável em todas os campos de nossa vida. Através dela, conseguimos manter o foco em nossas metas e objetivos e conquistar os resultados que desejamos.

Imagine, por exemplo, os irmãos Pedro e Paulo ambos estudam na mesma sala de aula. Pedro é fã do ex – judoca brasileiro, Flávio Canto e sonha em ser o melhor judoca do mundo. Para isso, Pedro precisa treinar três horas por dia, de segunda à sexta-feira. Como os treinos iniciam às sete horas da manhã, ele precisa fazer as atividades escolares quando chega da aula.
Assim, quando chega do treino almoça e vai para escola logo que ele volta da escola toma banho, janta, se tranca no quarto e fica estudando entre às 18 horas e 21 horas. Quando possui alguma dúvida ele corre para o quarto do seu avô, que foi professor de matemática.
Como o boletim dele é repleto de 9 e 10 e ele não falta aos treinos, o treinador dele já conseguiu vários patrocínios e assim ele já participou de inúmeros campeonatos, conseguiu várias medalhas, conheceu várias cidades do Brasil e como pretende ingressar na seleção brasileira, no próximo ano, a partir do segundo semestre de 2018 vai também treinar durante os sábados.

Já Paulo também fez judô, mas nunca sonhou em ser atleta. Na verdade, ele adora tecnologia, logo cedo toma café da manhã e corre para uma oficina vizinha à sua casa que conserta telefones, televisão, micro-ondas, geladeiras, impressoras etc. Seu Antônio é o pai do dono da oficina e sempre que está por lá fica mexendo e limpando a coleção de rádios e telefones antigos que ele possui e Paulo acha fascinante tudo aquilo.

Ele gosta tanto de ficar olhando o funcionamento da oficina que só chega em casa na hora de tomar banho, almoçar e ir para escola. Quando chega à aula ele fica jogando no celular, conversando com os colegas e atrapalhando a aula. Pelo menos uma vez por semana, a professora manda Paulo para a sala da direção e as notas dele são baixíssimas.
Quando seus pais, Joaquina e Felipe, são chamados na escola os professores acabam comparando o comportamento de Pedro e Paulo e os pais sempre dizem que vão colocar Pedro de castigo, tirar o celular dele etc. e que ele vai mudar.

Nesse sentido, por que Pedro e Paulo possuem comportamentos tão diferentes na escola? Por que um tem ótimas notas e o outro não? O que se encontra por trás da indisciplina de Paulo?

A complexidade do comportamento dos irmãos Pedro e Paulo

Paulo se desanima com tudo aquilo que a professora fica ensinando na sala de aula. Daí ele não tem a mínima vontade de participar da aula, não suporta ficar copiando no caderno o que a professora coloca no quadro e não aguenta ficar ouvindo a professora falando, falando, falando...
Ele não entende o porquê, por exemplo, estudar história e geografia se tudo aquilo não tem um lugar no dia a dia dele. Provavelmente se a escola tivesse condições financeiras para levar os alunos para fazer aulas de campo esse desinteresse de Paulo pelas aulas mudaria.

Imagine a professora dando aula sobre o fenômeno da globalização num grande museu localizado na capital e mostrando aos alunos que tal fenômeno ocasionou os progressos da tecnologia e, principalmente, da informática, da telemática, da rede de ligações mundiais (satélites e “Internet”) e de mercado livre. Com certeza Paulo ao ver no museu todos esses telefones lembraria imediatamente do seu Antônio e ia começar a entender o porquê das aulas de história e geografia.

Entendimento que já está bem presente no dia a dia de Pedro afinal de contas, sempre que ele viaja para competir acaba conhecendo um pouco da história, do clima, da vegetação daquela cidade.
Uma outra coisa que diferencia os irmãos é que Paulo é meio desajeitado, está obeso e muitas vezes sofre Bullying dos colegas. Já Pedro é habilidoso, agradável, forte e arranca suspiros das meninas.Enquanto, Pedro se exercita todos os dias pela manhã seu irmão fica horas sentado olhando o movimento da oficina. 

Também a alimentação de Pedro é super saudável, refrigerantes e salgadinhos só em datas especiais (Natal, Ano Novo, aniversário), já Paulo todos os dias vai à cantina de seu Luiz e compra salgadinhos, docinhos, refrigerante e a noite sempre pede para mãe fazer pizza, cachorro quente, sanduíche e adiciona muita maionese e ketchup.


Moral da história real:
Compreenda que a indisciplina pode não ser uma questão de escolha, pode ser a única opção que a criança está achando para evidenciar que algo não vai bem.


Para isso, busque quebrar o círculo vicioso para isso é preciso que a família e os professores estejam sempre lembrando as crianças/alunos de suas motivações.

Agora eu tenho umas perguntas para você...

Para você qual o maior problema da nossa educação brasileira? O que é indisciplina para você? Que fatores geram a indisciplina na sala de aula? E se você é um(a) professor (a) o que  faz para manter a disciplina na sala de aula? O que faz diante de atitudes de indisciplina dos alunos?

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domingo, 13 de maio de 2018

Noivou e agora? 4 Dicas para começar a organizar o casamento

Hoje eu quero falar com você que quer desencalhar, que vai pedir a mão do seu AMOR em casamento, que quer entrar para o time dos noivos! 
Eu sei… a felicidade do noivado é imensa, mas cuidado ela pode acabar no momento em que você pensa: haverá festa de casamento? onde comprar os anéis de noivado? A aliança de noivado poderá ser a mesma do casamento? Quem pagará? Quanto gastar na festa? Quem vamos convidar?
Como o mês de maio é considerado o “mês das noivas” resolvi fazer um post com algumas dicas poderosas para vocês começarem a se organizarem para o casamento.
1.Converse sobre dinheiro com seu futuro marido!
Se você acredita que falar sobre dinheiro com seu amor dá azar, vai por mim quanto mais se procrastina esse tipo de conversa, maiores são as chances de que a discussão a respeito desse tema realmente acabe mal. 
Se você nunca tocou neste assunto com o seu amor, faça isso já! Sentem para uma conversa franca e para não ficar aquele climão, vocês podem começar respondendo algumas perguntas:
  •  Vocês já têm onde viver?
  •  Pretendem comprar um imóvel juntos?
  •  Vão alugar ou comprar?
  •  Quanto já têm em caixa para a obtenção do imóvel ou aluguel?
  •  E as despesas da casa, como serão divididas?
Depois de responder todas essas questões e colocarem tudo na ponta do lápis, partam para a próxima fase: Pergunte a ele/ela se a festa de casamento é realmente um sonho.

2. Economize o dinheiro e pague cada detalhe, a vista.

Se o casamento for o seu sonho, deixe isso claro. É conveniente deixar tudo o mais claro possível porque programar uma festa é algo que implica atenção e dinheiro. A Natália Sousa demonstrou no seu blog Noiva Cadeirante, que ela não quis casar duas vezes. O primeiro casamento com o esposo, aquele amor pra vida toda. O outro com as dívidas da festa de casamento, da igreja, do vestido, do salão de beleza…
Daí a Natália dizer “O nosso planejamento aconteceu com muita antecedência, quase dois anos, e isso foi primordial para que acontecesse da forma que queríamos. Não tivemos tanta pressa em fechar fornecedores, conseguimos conhecer cada um com calma e fazer a melhor escolha, e conseguimos vaga com muitos concorridos (aqui em Brasília está difícil achar vaga na agenda de muitos profissionais).
Sobre os gastos, acho que todo mundo deve realizar seu sonho dentro das suas possibilidades. Nossa estratégia ( que nem foi muito planejada, mas começamos a adota-la e funcionou muito bem) foi guardar o dinheiro necessário para o " fornecedor da vez" e pagar a vista, assim dava para ter um poder maior de negociação e conseguir alguns descontos. Além disso, isso dava pausas para não vivermos em função do casamento durante dois anos. A ordem fui eu que estipulei, não segui regra nenhuma. Primeiramente pagamos o salão, ai esperamos alguns meses para juntar o dinheiro para o fotógrafo, e assim sucessivamente. Fechamos os itens primordiais, como salão de festas, fotógrafo, filmagem e música da cerimônia, exatamente nessa ordem. Depois fechamos itens que são mais tranquilos, por exemplo, os doces, decorador e outros que pegam vários casamentos ao mesmo tempo, então eu não precisava ter tanta pressa. Teve item que fechei na semana do casamento! 
Dessa maneira fizemos nosso casamento com o dinheiro que tínhamos, pois a gente sabe que se colocar tudo que tem por ai o orçamento fica surreal. Noiva não pode ver nada mais bonitinho que já quer para sua festa, e nessa hora a gente teve que ter muito bom senso e pé no chão. Por exemplo, a banda para a recepção.... por muitos meses eu procurei opções, peguei orçamentos, fui em shows para conhece-las, mas colocando no papel, saia muito caro e seria um item que não faria tanta falta. Não estou dizendo que uma banda não é legal, eu acho o máximo e super animado, mas ninguém saiu falando mal da minha festa porque eu tive apenas um DJ. A solução foi contratar um DJ muito bom e com o dinheiro que eu gastaria com a banda deu para pagar toda a lua de mel”.
3. Cuidado na hora de escolherem as alianças
É também importante lembrar que a aliança do noivado é utilizada na mão direita e as alianças de casamento na mão esquerda. Então, antes de comprar as alianças é importante saber que a aliança de noivado poderá ser a mesma do casamento entretanto, os casais mais modernos preferem comprar novas  alianças para representar essa transição.
Procure não comprar alianças por ímpeto, só porque está na moda. As alianças devem ser escolhidas com muita atenção e com o casal junto, porque precisam ser confortáveis, bonitas e duráveis.
Para quem preza pelo bem-estar, as alianças anatômicas são as mais recomendáveis, é também preciso que se verifique se o modelo é adequado para o formato das mãos. Assim, mãos mais finas condizem com alianças mais delicadas, por exemplo. A regra também vale para o contrário: mãos pesadas e maiores combinam com alianças mais reforçadas.
Um outro item que deve ser respeitado no momento de escolher a aliança  é  o estilo de vida do casal, se você ou sua noiva tem um estilo de vida mais esportivo, opte por alianças mais finas e arredondas. Fuja dos modelos maiores e mais trabalhados. Quem trabalha muito com as mãos não devem escolher alianças com pedras e sim alianças mais lisas e espessas.
Não respeitar esses quesitos é jogar dinheiro fora, pois a pessoa vai comprar as alianças e só vai usar no dia do casamento e nunca mais nessa vida (estamos sabendo que nas bodas de beijinho você já vai está querendo comprar outras alianças).
Outra forma de não jogar dinheiro fora é ficar longe das Joalherias famosas e não ter preguiça de pesquisar sobre as alianças. Na internet você encontra muitas opções de lojas como a Loja Rubi.
4.Quem vamos convidar?
É evidente que quanto menos pessoas, mais barata será sua festa, para isso é importante estabelecer algumas “regras” para a sua lista de convidados.
Por mais que você se preocupe com a opinião dos outros, você tem que ter a consciência que muitas pessoas que você gosta não poderá estar presente, pois o orçamento não permite. Não sabe como montar a lista? O site Finanças Femininas tem algumas dicas de como montá-la, confira abaixo:
Casais: se seu orçamento estiver curto, escolha apenas convidar os casais em relacionamento mais sério ou casados. Os namorados de pouco tempo ou apenas ficantes podem ficar de fora da lista.
Acompanhantes: você convidou sua madrinha e ela pediu para levar alguém junto. Diga educadamente a ela que não será possível. Diga que sua lista é bastante restrita e que o ideal seria ter apenas conhecidos no dia do seu casamento. Caso sua madrinha ou padrinho seja casado ou tenha namorado, aplique a regra anterior.
Colegas de trabalho: convidar colegas de trabalho pode trazer muitos transtornos, pois você não poderá convidar sua empresa inteira. Salvo raras exceções em que seu colega de trabalho passou a fazer parte da sua vida, o ideal é não convidar.
Parentes: considere limitar os parentes a uma determinada geração ou apenas os mais próximos. Aqueles primos distantes que você só vê a cada cinco anos podem ficar de fora.
Proximidade: sabe aquela amiga de infância que você adorava? Você falou com ela no último ano? Se a resposta for não, repense se deve mesmo convidá-la. Talvez vocês estejam mais afastadas do que imaginam.
E então, gostou das dicas? Então, curta e compartilhe esse texto com um amigo (a) que está planejando se amarrar!
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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Mães que fizeram da deficiência um obstáculo totalmente transponível

Se a descoberta de uma gravidez sempre vem acompanhada de uma chuva de perguntas e reflexões para qualquer mulher, imagine uma mulher com deficiência descobrindo que um bebê está chegando ... é um tsunâmi na certa.
Maternar, tocar a cadeira/muletas/andador, trabalhar é uma permanente na vida dessas mulheres. São verdadeiras acrobatas de circos fazendo vários “pratos” rodar ou melhor colocando os filhotes para mamar, trocando fraldas, dando banho, trabalhando e enfrentando algumas barreiras. Quer conhecer a história de algumas mulheres com deficiência que decidiram deixar sua herança genética para o mundo? 

Então, descubram as peculiaridades de ser mãe com Paralisia Cerebral com Carolina Câmara, como foi o parto da atriz e modelo com nanismo, Priscila Menuci; como é ser mãe e atleta sobre rodas com Mônica Santos e como a Tábata Contri realizou o sonho de ser mãe. 
Carolina Câmara 
A vinda da Alice foi planejada ou foi uma gestação “surpresa”? E como foi sua gestação? 
Eu sempre sonhei em ser mãe!!!!  Então não tem como dizer que foi surpresa, mas claro que quando descobri foi uma mistura de sentimentos. Primeiro, porque há cinco anos eu perdi um bebê com 9 semanas de gestação, para mim foi horrível.. Na época, o meu médico falou que dificilmente eu conseguiria levar uma gravidez até o fim e se caso eu conseguisse, teria que ser em repouso absoluto, seria uma gravidez de risco. Fiquei um tempo me cuidando para não engravidar, tinha muito medo de perder novamente.  O tempo foi passando, o medo foi diminuindo e a coragem junto com a vontade foi tomando conta de mim e voltei a tentar!!! Ao contrário do que o médico disse, a minha gravidez foi sensacional, tranquila, não tive que ficar de repouso, minha vida seguiu normalmente!!!!! Mudei de médico, a minha médica foi incrível, uma brilhante profissional e um ser humano iluminado!!!!! 

Você enfrentou alguma espécie de desconfiança dos outros sobre a capacidade de ter,  cuidar e educar uma  
criança? 
Claro!!! E ainda sofro!!! Meus pais me ajudam 100%, aí o que tem de gente que falam que eles ganharam mais um filho, que começaram tudo de novo, eu do lado, o pessoal pergunta da Alice para os meus pais! Eu ainda não sou respeitada como mãe!!! 
Que mudanças positivas e negativas a maternidade trouxe para você? 
Negativa, acho que o fato de ainda não ser respeitada como ma!! Tá sendo difícil me impor, cansa e o pior tem doido demais. Positivo, tudo! O amor é uma coisa louca!! Ela é linda, parece que sabe, se adapta com uma facilidade! A vida ganhou sentido.... 
Como é o quarto de Alice? Você precisou fazer alguma adaptação? E como são essas adaptações? 
Alice dorme comigo, porque ainda moro na casa dos meus pais, espero um dia sair, ter a nossa casa!!! A adaptação que fiz, foi colocar o berço colado na minha cama, assim eu tenho acesso a ela com facilidade. 
Você postou uma foto no seu facebook, na qual relata que está bem adaptada usando uma almofada de amamentação da FOM. Você também está adaptada nos quesitos banhar, trocar fraldas e ninar a Alice? 
Não tem como eu dá banho, quem dá é a minha mãe, eu até participo… Fralda, eu ainda não troquei, mas acho que com o tempo, vou trocar um xixi, ai acho que vou conseguir fazer na cama.  Agora, vou começar a testar o Sling, que a Alice mais perto de mim.  Uso a Fom para amamentar, também amamento na cama.... Faço a Alice dormir no carrinho, no berço, fazendo carinho e no peito. Uma adaptação que eu, mas ainda não sei como, é para colocar para arrotar, gostaria muito de fazer isso!  
Quer conferir a entrevista completa da Carolina Câmara, CLIQUE AQUI  
Priscila Menuci   
Sabe aquele ditado tamanho não é documento?! Pois, parece que ele foi feito para o pessoal pequeno, ou seja, que tem nanismo.As pessoas que tem nanismo  além de serem excluídas e esquecidas como os amputados, cadeirantes, deficientes auditivo, visual e intelectual, ainda são achincalhados, diminuídos e alvos de piada nos programas de humor. 

Como tenho poucas informações a respeito de nanismo e não sei muito sobre o mundo paralelo deles, resolvi entrevistar a atriz e modelo Priscila Menuci. 
Ela, ao longo da entrevista, demonstra que a deficiência não foi pretexto para viver normalmente e se tornar uma mulher bem resolvida e mãe de dois meninos. E aí, curiosos para saberem como é o pré-natal de uma mulher com nanismo e como foram os partos? Então, vejam a entrevista abaixo. 
O pré-natal de uma mulher com nanismo é igual ao de uma mulher sem nanismo, ou há diferença? 
Igual só que os ultrassom são de qualidade melhores como o morfológico. 
Como foram os partos? 
Os dois cesariana e anestesia geral pois a raque não pega. 
Mas, foi tranquilo. 
E a recuperação ótima, após a anestesia passar já estava andando e tomando banho. 
Seus filhos também tem nanismo? 
Tem 
Quais seus planos para o futuro? 
Profissional ainda tenho muito para caminhar, quero fazer novelas, filmes. 
Enfim, trilhar mais caminhos. 
E criar meus filhos em um mundo melhor. 
E continuar sendo feliz. 
  
Quer conferir a entrevista completa de Priscila Menuci CLIQUE AQUI 

Mônica Santos 
Com 19 anos ela começou a perder as forças das pernas e na tentativa de descobrir o problema descobriu que estava grávida, teve que optar por manter a gravidez e deixar a cirurgia para depois, não tinha muitas chances, mas não desistiu da filha, um mês após ganhar a filha foi chamada para a cirurgia, foi o pior momento de sua vida pois não sabia o que aconteceria, se voltaria a vê-la, mas deu tudo certo e pôde pegá-la no colo novamente. Ela teve o apoio da família, foi um mundo novo, onde aprenderam a enfrentar as dificuldades e valorizar mais os pequenos detalhes que a vida nos dá.  
Teve alguma coisa que você se agarrou e que foi essencial para sua recuperação?  
Após o nascimento de minha filha corri atrás de adaptações pois queria, ser mãe de verdade, trocar fraldas, fazer a comida dela e dar a ela, trocar e dar banho, ajudar ela a andar, caminhar, fazer atividades no chão, andar de bicicleta, fui atrás de uma melhor qualidade de vida, e busquei minha independência ( dirigir, fazer transferência da cadeira para o chão, carro, sofá, cama, adaptar cozinha etc etc), fui para o Hospital Sarah em Brasília onde aprendi bastante, e o resto a vida vai nos ensinando. 
E como é ser mãe e atleta sobre rodas?  
Até minha filha completar uns 5 anos fui apenas mãe, depois disso comecei a procurar um esporte, acredito que eu esteja conseguindo conciliar o esporte e a família, pois todos me incentivam a continuar, sempre fazemos programas em família, como assistir filmes, passear. preparar as refeições juntos, pra mim é uma vida abençoada. 

Quer conferir a entrevista de Mônica Santos CLIQUE AQUI 

Tábata Contri   
Já a Tábata Contri, entrou para o time das pessoas com deficiência aos 20 anos após um acidente de trânsito e 16 anos depois, do ocorrido, ela realizou o sonho de se tornar mãe. Quer conhecer a sua história e os desafios e a rotina dessa família? Veja o vídeo abaixo. 

Inspire-se  na história dessas mães e supere seus limites! E não deixe de me contar nos comentários uma história inspiradora de superação que você viveu ou conhece. 
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