quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O que devemos calcular antes de comprar um carro?

Venho percebendo que nos blogs, canais do youtube, facebook e instagram criados por/ou para pessoas com deficiência estão repletos de informações, soluções e motivos para as pessoas com deficiência continuarem estudando, se divertindo, namorando, viajando, trabalhando, casando, sendo pais.
Também notei que nesses blogs encontramos muitos textos informando os tipos de adaptações de carros que existem no mercado e os benefícios que as pessoas com deficiência possuem como o direito a descontos e isenções na hora da compra de um automóvel zero.Um carro para deficientes pode chegar a um desconto de 30%.
Então, muitas pessoas com deficiência sonham com o dia que vão entrar numa concessionária, comprar o carro e dar uma banana para os motoristas de busão, que fingem não verem o cadeirante no ponto de ônibus.
Daí há blogs e canais no youtube que mostram cadeirantes na concessionária fazendo test drive e felizes da vida. Sabemos que o test drive é essencial na hora da compra de qualquer carro, mas devemos destacar que o test drive de um cadeirante é um pouco diferente pois, temos que nos atentar para certas questões como:
a) a abertura da porta, pois quanto mais a mesma abrir, mais próximo podemos chegar com a cadeira de rodas, e mais fácil será para entrarmos no carro.
b)Altura, pois carros altos dificultam na hora de entrar e sair;
c)Porta malas,pois cadeirante que é cadeirante leva a cadeira pra todo canto e por isso, precisa de um porta malas legal.
Porém, essa espécie de “vingança” inconsciente muitas vezes pode ficar cara para o cadeirante. Sacaram? Não! Então, fique atento a essa história abaixo:

EXEMPLO:
João não aguenta mais olhar pra cara daquele motorista de ônibus, cara de pau, chamado Juvenal que vira e mexe finge que não enxerga João sentado numa cadeira de rodas. Por causa de Juvenal, o patrão já chamou a atenção para os atrasos de João. Daí com medo de perder o emprego, João  resolveu comprar um carro que custa 32 mil reais, mas com as isenções só precisará pagar 25 mil reais.Todavia, como João não planejou a compra ele teve que financiar o mesmo.
João foi a agência bancária A que ele é cliente, falou com o gerente Sidinelson o qual ofereceu a João água, café, biscoitos e um empréstimo com uma taxa de juros de 1,7% ao mês, no prazo de 36 meses, sem entrada.Todavia, se João tivesse ido à agência bancária B que Juliana, a esposa dele, é cliente tinha conversado com o gerente  Emanoel e tinha levantado o empréstimo com as mesmas condições,  taxa de juros de 1% ao mês, no prazo de 36 meses e  economizado R$ 3.738,06.

Tabela extraída do Blog Meu Bolso Feliz
OS NÚMEROS NÃO MENTEM
O que os números acima revelam é que se João tivesse pesquisado as diferenças de custo entre os dois  bancos tinha economizado quase 4 mil reais. Uma outra coisa que constatamos é que João vai pagar ao todo R$ 8.630,94 de juros.
Além do mais é importante destacar que o financiamento é um empréstimo que tem como garantia o próprio carambeque.Ou seja, João poderá ter que voltar a andar de busão, pois o carro poderá ser apreendido e a dívida vai permanecer ativa até que o valor financiado seja recuperado.

A DICA É:
Antes de financiar, não pense apenas no motorista do busão. Como diz o ditado: “a vingança é um prato que se come frio”(aí como hoje eu estou maligna). Então, a melhor forma de se livrar dele é comprar à vista, conseguir excelentes descontos em uma negociação e depois oferecer uma carona ao motorista do busão. Mas, se você é como o João e não conseguiu poupar o valor do carro e tem pressa em comprá-lo as dicas são:
1)Não comprometa mais de 30% das despesas do orçamento líquido da família;
2)Reduza ao máximo o número de prestações;
3)Não aja por impulso, volte para casa, reflita sobre o assunto, faça todas as contas e volte para o vendedor com a proposta final;
4)Calcule o custo total do financiamento e não o valor de cada parcela.
5)Coloque na ponta do lápis as despesas que o carro trará (parcela,  gasolina, seguro, manutenção, depreciação etc.).
E aí, alguém já deu carona aquele motorista de ônibus cara de pau? Tem mais alguma dica pra se livrar do motorista Juvenal e não se endividar?
Então conte pra gente!E se quiser continuar recebendo mais informações sobre esse e outros assuntos do Blog, é só me seguir no instagram e no facebook.
Bibliografia:Bolso Feliz

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Os segredos da Heloísa Rocha para continuar linda gastando pouco

Que atire a primeira pedra a leitora cadeirante que nunca passou por esses perrengues todos e depois que chegou em casa deixou aquela roupa nova no armário, até com etiqueta. Ela ficou lá esquecida até que, um belo dia, a dona vai fazer aquela arrumação no armário e encontra aquele vestido, dizendo:“Parabéns, você é uma sem noção que compra por impulso e ainda atrasa a fatura do cartão!”
Sabemos que além dos preconceitos e críticas, mulheres cadeirantes acabam se estressando e jogando dinheiro no lixo no momento de comprar roupas. Poucas lojas possuem provadores acessíveis, alguns vendedores ainda não sabem muito bem como agirem e acabam nos tratando como doentes ou como uma cliente que não tem suas especificidades.
E foi pensando nisso tudo que decidi perguntar a elegante, simpática e descolada Heloísa Rocha @modaemrodas como ela faz pra se vestir bem, sem estresse e não se endividar. Curiosas, então vejam as respostas dela abaixo.
Como continuar linda na crise?
Moda Em Rodas: Acredito que criatividade é a palavra mais adequada para este período de recessão econômica, pois o setor de vestuário é um dos primeiros que a gente reduz (ou corta) do nosso orçamento. Assim, a minha sugestão é que as pessoas invistam em peças atemporais, como blazer, camisa de algodão, vestido preto, calça jeans, trench coat, cardigãs, etc. Tendo um armário com poucas peças, mas que permitam diferentes combinações é a melhor forma de estar linda gastando pouco ou nada. A regra também é válida sempre que você for comprar uma roupa ou um calçado, ou seja, antes de investir o seu dinheiro em uma “peça desejo” pense se a sua nova aquisição combina com as roupas que você já tem no armário.   
Sua relação com as liquidações?
Moda Em Rodas: Não sou uma pessoa muito ligada com as liquidações. Claro que todo mundo gosta de comprar algo por um preço bem mais baixo, mas sou muito mais investir em uma peça de boa qualidade – mesmo que eu pague um pouco a mais por ela – e que eu possa usá-la diversas vezes. Como diz o ditado, o barato sai caro e, às vezes, nos iludimos com uma super liquidação e adquirimos peças que estragam logo depois da primeira lavagem.
De quanto em quanto tempo você compra roupas?
Moda Em Rodas: Não tenho um período certo de fazer compras, mas também nunca me endividei por isso. Aliás, quase sempre compro tudo à vista! Na realidade, eu fico muito atenta às araras das lojas e nos sites das marcas que eu costumo comprar com mais frequência. Assim, se eu gosto de uma peça, eu vou até o local, experimento, penso se realmente vale a pena e compro. (risos) Como eu tenho muita dificuldade de comprar roupa por conta do meu biotipo não posso me dar ao luxo de comprar depois, pois o depois pode não existir.  
As lojas estão mais abertas para a diversidade?
Moda Em Rodas: Eu acredito que o tema moda inclusiva está começando a ser discutido somente agora, porém as lojas ainda insistem em trabalhar com padrões limitados, ou seja, moldes que não atendam todas (ou grande parte) diversidades. Além disso, muitas lojas não são acessíveis quando me refiro a questão de provador, rampa de acesso na entrada, dificuldade de locomoção porque ainda insistem em deixar o produto exposto no chão e, principalmente, da falta de treinamento do atendente ao receber um cliente com deficiência. Em suma, as lojas precisam se adequar desde na questão arquitetônica quanto nos produtos que comercializa.

Heloísa,muito obrigada por contar esses segredos.Quer saber mais sobre a Heloísa clique 👉 Aqui

Agora comente aí você usaria novamente um vestido que já foi postado no Instagram? E se numa volta pelo shopping procurando uma peça de roupa com a sua cara você encontrasse uma calça jeans que custa R$ 100,00 e uma saia de couro que custa R$ 200,00, qual delas você compraria?
Quer receber mais dicas sobre educação,consumo consciente e economia simplificada me siga no instagram @claudiacma7 e no facebook depapocomclaudinha é de graça.


terça-feira, 18 de julho de 2017

Coaching para pessoas com deficiência: O que é, quanto custa e pra que serve?

 
Tenho notado no Instagram várias imagens e textos sobre metas, objetivos e sonhos. O que está acontecendo com essas pessoas? Por que se fala tanto nisso nos dias de hoje? E você o quer da vida? Qual seu sonho? O que você quer da vida? Como você se imagina daqui  a 10 anos?
A resposta para essas perguntas é tão complexa, o caminho para conquistar uma meta pode ser tão longo e cheio de decisões  que hoje muitas pessoas recorrem ao coaching.E para esclarecer o que faz esse profissional chamei a Coach para Diversidade, Isadora Meirelles, carinhosamente chamada de Isa. Ela é deficiente visual e resolveu largar uma carreira de sucesso em Relações Públicas para se tornar Coach e ajudar pessoas com deficiência. Então confira a história de Isa e aproveite  para refletir sobre os seus sonhos.
1- Quem é Isa?
Sou uma mulher alegre, brincalhona, dedicada e otimista, busco sempre acreditar na intenção positiva das pessoas. Acredito na evolução do Universo e no poder individual que todos temos de transformá-lo em um lugar melhor para convivermos
Sou paulista, tenho 24 anos, formada em Relações Públicas e atuo como Coach para Diversidade, com a missão de despertar nas pessoas o poder de transformação das diferenças (físicas, culturais, biológicas) em potencial. Amo ouvir histórias, é minha maior fonte de aprendizado, e também sou apaixonada pela dança. Arte, teatro, cinema, performance, tudo que é expressão artística me encanta!  .
2-Fale-nos sobre a sua deficiência.E como você, seus pais, familiares e amigos entenderam, essa condição humana?
Nasci com Glaucoma Congênito nos dois olhos (a pressão alta dos olhos). Após algumas cirurgias, curei o olho direito totalmente, porém, não o esquerdo. Mesmo após fazer 4 transplantes de córnea perdi a visão do olho esquerdo ainda criança e hoje enxergo um pouco de luz. Tive a oportunidade de colocar uma prótese que deixaria o olho esquerdo esteticamente mais parecido com o direito, mas optei pela esperança de um dia ainda haver um novo procedimento que recupere minha visão. Hoje sou feliz por ter os olhos diferentes, acredito que é minha maior beleza!
Sempre fui muito amada por todos a minha volta e acredito que por isso nunca senti que possuía alguma deficiência em relação aos outros. Enxergar com um olho sempre foi um detalhe pequeno que nunca me impediu de fazer nada. Claro, às vezes dou uma esbarradinha nas pessoas e também não consegui tirar a carta de motorista, mas isso é um mero detalhe hehe
A questão estética me incomodou algum tempo durante a infância e adolescência, usava uma lente verde igual ao olho direito. só que ela me machucava, muito, foi então que despertei para o real valor da vida: qual o sentido de machucar todo dia meu olho se eu não preciso disso?
Hoje assumi meus olhos diferentes e também assumi o controle da minha vida.
3 -Como foi sua infância e adolescência?
Só tenho boas recordações dessa época :)) Estudar, cantar, dançar, fazer sapateado, dar risada, brincar na rua, sair com os amigos, ir ao shopping, ficar à toa. São algumas das atividades que me fazem lembrar dessa época e me fazem sorrir. Foi uma fase linda, tive a oportunidade de morar no exterior, me concentrar nos estudos e fazer muita amizades. Se pudesse voltar nesse tempo e mudar alguma coisa, teria estudado um pouco menos e aproveitado momentos de maior rebeldia rsrs Digo isso porque a Isa da adolescência se preocupava muito com a disciplina e com a nota máxima na escola, a de hoje leva uma vida de forma mais leve e descontraída, mais plena e feliz.  
 4-Por que você resolveu se tornar coach?
A verdade é que eu nunca havia descoberto aquilo que me apaixonasse. Entrei na faculdade dos meus sonhos acreditando que estava construindo uma carreira de sucesso como Relações Públicas, só que não. Trabalhei em empresas que me diziam ser a melhor oportunidade, mas não fazia sentido algum pra mim. Insisti, insisti mais uma vez, continuei insistindo, até que me dei conta, diante de uma crise de tristeza, que eu precisava acreditar no que fazia. Digo, meu trabalho precisava ter um propósito e não ser apenas minha fonte de renda. E foi o processo de Coaching que me despertou para isso, foi que ele que me abriu os olhos para a minha essência e valores. Nesse momento, descobri que ser Coach era aquilo que eu sabia fazer de melhor na vida: ajudar os outros a ressignificarem suas histórias, que nem eu fiz com a minha.
5-Coach é parecido com terapia?
Podemos dizer que o processo de Coaching se assemelha à terapia no sentido de que ambos são processos de autoconhecimento e reflexão cotidiana sobre sobre o aspecto íntimo do ser humano, porém o foco e metodologia de cada um são totalmente diferentes.
A principal diferença é que o Coaching está focado no futuro, ou seja, o objetivo é alinhar o comportamento presente aos objetivos projetados para o futuro. Enquanto na terapia o olhar é sempre voltado para o passado, na  busca por traumas e sentimentos mal resolvidos que precisam ser descobertos agora, no presente. O Coach não enxerga eu cliente como paciente, pessoa passiva, mas sim como responsável pelo seu processo de mudança, diferente da terapia.
Dizemos que o Coaching e a terapia são processos complementares para todos aqueles que buscam o autoconhecimento.
6-Como um Coach pode ajudar uma pessoa com deficiência?
O processo de Coaching incentiva o indivíduo e o fornece possibilidades de ressignificar sua história, ou seja, de atribuir novo sentido à dor, ao sofrimento e até mesmo à deficiência quando é vista como obstáculo na vida pessoal e/ou profissional.
Utilizo perguntas profundas e metafóricas que levam a pessoa com deficiência a olhar para sua diferença de outra forma, descobrindo crenças e valores limitantes que moram dentro dela, fazendo parte da sua rotina mental e a impedindo de realizar sonhos pessoais e profissionais. É a mudança íntima que traz mudanças externas.
7- Quanto custa para contratar um coach?
O processo de Coaching precisa de muita dedicação, tanto do Coach, que é o profissional, quanto do Coachee, que é o cliente, pois todo o processo é pautado em atividades práticas que exigem dedicação e disciplina. Falamos que esse processo tem um valor, que pode variar segundo o nível de experiência do profissional, região geográfica, tipo de atendimento (online ou presencial). Em média, aqui em São Paulo, o processo custa entre R$2.000,00 a R$5.000,00, sendo que se realiza em sessões semanais ou quinzenais de 1h30min.
 8-Qual o sonho dessa coach?
Sonho com uma sociedade mais diversa e inclusão, onde as diferenças entre nós não nos separe, mas nos una. Como pessoa e profissional, vou lutar sempre pela igualdade de condições entre as pessoas. Vou lutar pela acessibilidade do meio, para que todos tenhamos acesso aos lugares que desejamos frequentar e às oportunidades que merecemos. Desejo um mundo mais feliz, acredito que as pessoas merecem mais felicidade.
9- Que mensagem você deixa para os leitores do Blog?
Pessoas lindas, nunca desistam dos seus sonhos, acreditem neles, sempre, lutem, sejam caras-de-pau, chorem, se decepcionem, mas façam algo por eles! Uma vez que deixarem eles de lado, não passaram de ideias e nunca se realizarão.

Isa,muito obrigada por compartilhar sua história e por nos alimentar com a sua mensagem.E vocês leitores gostaram da história de Isa? Passe lá na minha página do Facebook depapocomclaudinha que tem um vídeo dela e veja o que ela anda fazendo pelo Instagram @isa.meirelles.

Aproveite e comente aí o que você quer para a vida? O que você anda fazendo para realizar seus sonhos? E não esqueçam de deixar seu joinha aqui embaixo e compartilhar essa história com familiares e amigos.


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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Você sofre de Síndrome de Gabriela?

Você está se sentindo feliz com a vida que tem levado todos os dias? Você possui a casa que sempre sonhou? Conquistou a carreira que sempre desejou? Viaja tanto quanto queria? Se a maioria das respostas para essas perguntas foi não, talvez você tenha sido acometido(a) pela Síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim…Gabriela…sempre Gabriela.”
Paulo Vieira, no seu livro Auto-Responsabilidade, utiliza o trecho da música cantada por Gal Costa para chamar nossa atenção para um erro que a maioria das pessoas cometem  que “(...) é achar que são o que são, e que, como uma estátua de mármore, continuarão a ser da mesma maneira para sempre, sem a possibilidade de mudanças e transformações de vida.” (p.35-36)
 Ainda conforme o autor “seria um terrível maldição estarmos condenados a não poder mudar, sermos para sempre da mesma maneira. É importante entendermos que a nossa essência foi criada por Deus e é imutável, até porque é perfeita.Porém, a criação que tivemos, a educação que recebemos, os ambientes que frequentamos, a quantidade e a qualidade do amor que nos foi  dada nos tornou pessoas distantes dos nossos sonhos e potenciais, a ponto de nos perguntarmos quem somos.E como já sabemos; nós podemos ser e viver de maneira diferente do que temos sido e vivido até hoje.” (p.36)
Ou seja, as pessoas que sofrem da Síndrome de Gabriela foram infectadas por crenças limitantes que segundo a jornalista Nathália Arcuri “(...) são aqueles padrões que colocaram na sua cabeça quando você ainda era criança…”Esses padrões nos induzem e podem intervir contra nós na busca  pela felicidade, sucesso e desenvolvimento.

 Quando criança ouvi muitas pessoas dizerem que dinheiro é sujo, que é a raíz de todo mal, que dinheiro não traz felicidade e pessoas que trabalham ou estudam muito e por consequência são bem sucedidas não aproveitam a vida, são estressadas e egoístas.Nathália Arcuri dá um tapa na cara dessas pessoas hipócritas quando afirma lá no seu blog que todos os seres humanos são egoístas.“A diferença é que eles assumem e estão cagando (desculpe o termo, mas é o mais adequado) para o que você está pensando.
‘Você vai mesmo sair de casa, deixar sua comunidade e seus parentes pra viver uma aventura em outro país?’
Disse a mãe de um grande amigo meu, saído da favela na Bahia para 10 anos depois comandar um dos principais cargos de confiança do Facebook na Califórnia.
As pessoas vão te julgar, vão dizer que você não respeita as origens, que está diferente ou que é diferente…
‘Nunca vi querer ser rico desse jeito! Vai acabar preso’.
Já ouviu essa? kkkkkkk
Antes de fazer o que as outras pessoas gostariam que você fizesse pense bem: A quem você estará satisfazendo? E será que também não é egoísmo da parte das outras pessoas impedir alguém de realizar um sonho?”
Ao ler esse trecho de Nath Arcuri me lembrei da cara das pessoas que quando eu falava que sonhava em cursar uma faculdade, trabalhar, fazer uma pós-graduação, viajar, comprar minhas coisas vinham com a frase:
“Mas, você é deficiente não precisa trabalhar tem direito a se aposentar.”
A falta de acessibilidade e tantas outras dificuldades sempre foram presentes na minha vida, mas eu sabia que eu era capaz e jamais permiti que esse tipo de conselho determinasse minhas decisões e sonhos. Eu nunca me enxerguei menos capaz do que meus colegas, eu sempre pensei que eu tinha que fazer tudo o que eles faziam que era estudar muito, tirar boas notas e assim um dia conquistar meu lugar.
Afinal de contas eu queria ser igual às demais pessoas, eu queria sair de casa diariamente, conviver com outras pessoas, eu queria todo mês receber o meu salário e assim realizar outros sonhos como viajar, fazer compras de coisas que nunca tive como o meu ar condicionado e assim ter noites mais refrescantes no verão.
 Tudo bem ainda não sou rica, ainda não realizei todos os meus sonhos, mas sempre tive clareza dos meus objetivos e o que desejo alcançar.E você conhece alguma Gabriela? Então, cuidado que essa síndrome pode te fazer mal.
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terça-feira, 4 de julho de 2017

Tratamento contra o câncer faz famílias se endividarem

Por Renata Vilhena Silva*, advogada

Olá, leitores.
É com enorme prazer que aceitei o convite para estrear essa coluna, um espaço para conversarmos sobre um tema tão importante para toda a sociedade: os planos de saúde. Aqui, vamos abordar temas relacionados aos seus direitos, os problemas do setor e maneiras para  torná-lo sustentável no futuro. Espero que gostem e boa leitura!
Recentemente, estive ao lado de grandes nomes da oncologia mundial, durante o encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), que aconteceu em Chicago. O principal tema do congresso foi o futuro do paciente e gostaria de trazer para esse primeiro artigo um pouco do que foi debatido e as considerações de especialistas sobre uma das doenças que mais mata no mundo e as consequências de seu impacto. O assunto é complexo, mas o debate se faz necessário.
Desde que a crise brasileira se instalou e o índice de emprego caiu vertiginosamente, muitos romperam contratos com os planos de saúde, que também vêm sofrendo com a fuga de clientes. Some-se a isso, a situação de alguns pacientes com câncer ou doenças consideradas de alto custo que ficam expostas aos tratamentos e medicamentos caríssimos.
A revisão de modelos e regras na área da saúde não está restrita ao mercado nacional. Para além dos cuidados, tratamentos e pesquisas, a grande preocupação de todos os envolvidos é o custo socioeconômico da doença. A Sociedade America de Oncologia criou até um Guia de Orientação financeira para pacientes com câncer e seus familiares de como manejar os custos nos cuidados com a doença.
Pude assistir a palestras e examinar estudos que mostram a preocupação dos pacientes com as dívidas – ou a financial toxicity -, mais do que com as dores que sentem em decorrência do câncer. Uma série de pesquisas conduzidas por instituições de Nova York e Nova Jersey apontou que pacientes com câncer têm duas vezes mais chances de se endividar e que 40% deles, em estado avançado da doença,  se preocupam com as dívidas. Além disso, os jovens e os que têm seguro de saúde externaram maior preocupação.
Outros estudos conduzidos pelo Taussig Cancer Instiute, da Cleveland Clinic, relacionam exercícios físicos e vida saudável, antes e depois da doença, à melhora das condições clínicas e consequente redução de custos no tratamento.
Diminuir a carga das mensalidades e o ônus da doença é urgente. Precisamos encontrar saídas antes que o sistema entre em colapso, doentes fiquem desassistidos ou planos sucumbam.
As dificuldades financeiras com o tratamento podem ser amenizadas com estilo de vida saudável (alimentação balanceada, perda de peso, prática de exercícios), que deve ser incentivada à exaustão. Um idoso atleta não deve pagar a mesma mensalidade que um idoso fumante e que faz uso habitual do álcool. Podemos estabelecer um paralelo com o seguro de automóveis, que recompensa os que não cometem infrações de trânsito e dirigem com prudência.
É justo que aquele que cuida de sua saúde seja recompensado e é injusto que, no momento de fragilidade física, a maior preocupação de um doente seja o dinheiro.
Algumas operadoras já adotam o modelo de co-participação, em que o paciente faz uma autogestão de consultas, para evitar desperdícios. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula os planos de saúde, tem de instituir novas regras que obriguem os planos a serem razoáveis com seus clientes e, efetivamente, representem um fio de luz num túnel sombrio.
Convidado para uma conferência no encontro da ASCO 2016, o vice-presidente americano, Joe Biden, que perdeu um filho vitimado pelo câncer no ano passado, concluiu: “Não há respostas fáceis, mas ninguém conhece melhor o problema  e as soluções do que os aqui presentes. Nós não só precisamos que vocês deem continuidade aos seus estudos e desenvolvam suas incríveis capacidades, mas também necessitamos de ideias de como acelerar o processo”.
*Renata Vilhena Silva é advogada especialista em direito à saúde há mais de 15 anos, sócia-fundadora do escritório Vilhena Silva Advogados. Participou da ASCO 2016 na condição de Patient Advocate. Participou como especialista convidada do Papo de Mãe sobre “Mães que tiveram câncer”. Contato: renata@vilhenasilva.com.br
Assista ao Papo de Mãe com a participação da Dra. Renata sobre mães que tiveram câncer.
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Fonte:Papo de Mãe