sábado, 30 de maio de 2015

A moda às vezes incomoda e nem sempre se acomoda as pessoas com deficiência

 Olá meus Amores,

Hoje vim, aqui, falar a respeito da relação da moda com as pessoas com deficiência a partir das minhas leituras e experiências. Para mim, longe de ser algo fútil as roupas e acessórios refletem o modo de ser e de viver de uma pessoa.
 Uma vez que, as pessoas não são apenas intelecto, elas possuem um corpo que fala, que sente, que escolhe o que vestir, como se enfeitar e que tipo de discurso deseja transmitir por meio de suas vestimentas.

Assim, o direito do corpo de cerca de 45 milhões de brasileiros falarem, sentirem e escolherem o que vestir está sendo desrespeitado. Pois, não há roupas que atendam as particularidades das PcD, daí usarem roupas maiores e sem modelagem destruindo a autoestima delas.
Entretanto, nos últimos anos tem se verificado no Brasil iniciativas em termos de uma moda mais democrática, denominada moda inclusiva cujo conceito é a ideia de igualdade. Conforme Lenny Pereira Gonçalves, “a Moda inclusiva tem por característica aproximar, valorizar e incluir pessoas de forma a humanizar a moda[1]”.
Já existem ações e empreendimentos que produzem roupas funcionais para pessoas com deficiência. São peças criadas com o objetivo de gerar independência para a pessoa com deficiência no momento de se vestir e/ou facilitar o trabalho do cuidador.
São peças básicas para o dia a dia, como calças jeans com elástico e velcro e agasalhos com aberturas nas laterais[2]. Mas, ainda há uma carência de roupas fashion, estilosas e bonitas para serem utilizadas conforme cada ocasião.



Uma vez que não fica bem irmos a uma festa de formatura com uma calça jeans, né?! J O que se defende é que as roupas sejam acessíveis, bonitas e usáveis tanto por pessoas com deficiência como sem deficiência.   
E por fim, é importante mencionar que em alguma época da nossa vida precisaremos de uma roupa diferente, seja durante a gravidez ou durante a velhice. E como enfatiza Denise Ferreira (...)falta as marcas, lojas e estilistas perceberem que, desenvolvendo e tendo esse produto à venda, terão um público a mais. Por isso, temos de levar o conceito até eles, e divulgar mais[3].







[1] GONÇALVES, Lenny Pereira. Roupas para pessoas com deficiência, estudo de caso sobre a influência das roupas no comportamental dessas pessoas, uma reflexão sobre inclusão e moda. Disponível em: < http://www.coloquiomoda.com.br/anais/anais/9-Coloquio-de-Moda_2013/COMUNICACAO-ORAL/EIXO-3-CULTURA_COMUNICACAO-ORAL/Roupas-para-pessoas-com-deficiencia.pdf>

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