sábado, 27 de junho de 2015

A história do nutricionista cadeirante

Uma mulher de 30 anos entra no consultório e se depara com um jovem nutricionista sentado numa cadeira de rodas. A paciente começa explicando que quer emagrecer, que quando se olha tem a impressão que aquela pessoa refletida no espelho não é ela. E pede para o nutricionista prescrever um remédio para emagrecer logo ou vai fazer a cirurgia bariátrica.
Após ouvir a paciente, o nutricionista decide contar para ela um pouco de sua vida, o motivo de ter escolhido fazer nutrição e que a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem. Depois dessa conversa a paciente deixa o consultório decidida a mudar seu estilo de vida. Quer saber quem é esse nutricionista e como ele conseguiu isso? Vejam a entrevista abaixo.


Quem é Fernando Oliveira?

Fernando Oliveira hoje é um cara totalmente diferente do Fernando Oliveira antes do acidente, antes do acidente eu só pensava em ascensão profissional e nada mais, dinheiro e dinheiro, e hoje depois do acidente eu consegui compreender a essência de ser um promotor de saúde e que eu tenho uma missão muito maior do que simplesmente prescrever orientações nutricionais.

Meu objetivo é cuidar dos meus pacientes como um todo e proporcionar a eles, primeiramente bem-estar e qualidade de vida e depois a estética, ensino a eles o lifestyle de exercitar-se e de alimentar-se e descansar bem, e a cada dia que passa graças a Deus a aderência e compreensão têm aumentado bastante.
 E aí apesar das dificuldades consigo trabalhar e me manter dentro do mercado cuidando bem daqueles que me procuram, e segundo eles, sendo até uma mola propulsora a fim de motivar sempre.

Por que você escolheu ser Nutricionista?

Eu escolhi ser nutricionista primeiramente por ser obeso desde criança, já cheguei a ter obesidade mórbida, pesar 125 kg, e entrei na faculdade de nutrição pra me “curar” e consegui.

Perdi 40kg só com reeducação alimentar e treino, depois sofri o acidente treinando jiu jitsu e tive uma lesão de c6 e c7, ficando tetraplégico, fui para 60 kg, depois em 2 anos subi para 100kg, agora minha vida é dedicada 100% à dieta, treino, trabalho e reabilitação.


Como funciona uma consulta com um Nutricionista?

Cada um é cada um, é muito variante, e depende da experiência do nutricionista, acredito que não exista um padrão.

O que faz um Nutricionista especialista na área de esporte?

O nutricionista esportivo, a meu ver, é o profissional da área de alimentos mais versátil, pois ele trabalha com suplementos, alimentos, suplementação manipulada, e que não necessariamente é voltada apenas para atletas e sim para todos aqueles que buscam uma melhoria na condição física e mental.

Tratamos patologias, promovemos saúde, através da alimentação e da suplementação se for necessária. Para atendermos, basta ser fisicamente ativo, que tratamos o paciente como um todo e é um trabalho muito completo. Amo meu trabalho.


Qual a diferença entre anabolizantes e suplementos nutricionais?

Esteróides anabolizantes são provenientes do hormônio testosterona, existem vários tipos por aí, e foram criados para algumas doenças específicas, só que com o tempo começou a ser utilizada nos esportes de alta performance, por ajudar a recuperar as lesões miofibrilares mais rapidamente, e melhorar tanto a síntese proteica quanto à queima de gordura, porém existem indicações em casos específicos, mas infelizmente hoje se usa muito mais por estética do que por patologias.

Já suplementos são provenientes de alimentos, podem ser energéticos, estruturais, reguladores, por exemplos, carboidratos em pó, proteínas em pó, vitaminas, esses não têm nada a ver com anabolizantes, são recursos que servem para complementar a dieta do paciente, diante de carências analisadas em consulta com nutricionista.

Cite 7 razões para uma pessoa procurar um nutricionista.

Bem, o nutricionista é o único profissional habilitado para prescrever dietas, ele pode tanto prevenir quanto colaborar na cura de patologias e alterações em exames, melhorar performance, melhorar a composição corporal, suprir as necessidades individuais de cada um, diante de sua patologia, exercício, objetivo pessoal, sempre levando em conta sua individualidade biológica.

E sabendo que o processo para se chegar a uma boa alimentação é um percurso relativamente longo, mas que será para toda vida, além de ajudar os pacientes a desenvolverem o senso critico diante de seus corpos, e aprenderem como comer bem sem que seja necessário dietas restritivas.


Quais os desafios da profissão e do mercado de trabalho?

O desafio maior da profissão são as linhas de pensamento que divergem, e sempre as brigas entre as pessoas que pensam diferente, hoje a briga é muito grande, mas eu acho muito mais importante você confiar no seu trabalho, se atualizar sempre, discernir as condutas nutricionais certas e erradas e se espelhar nos melhores, mas claro, sempre filtrando as informações e adequando à realidade dos pacientes, da região onde você mora, das condições socioeconômicas, etc.

O grande desafio do mercado de trabalho é que virou moda ser nutricionista e hoje todo mundo se acha um pouco nutricionista, e quem já se formou já se intitula várias coisas, que nem é, como nutricionista esportivo, personal diet, nutricionista que trabalha com estética, então muito cuidado com o profissional que você está entregando sua saúde, primeiro solicite a inscrição no conselho de nutrição (CRN) e saiba do currículo dele, pois nem sempre o que ele diz será verdade.

Se qualquer outro profissional lhe prescrever uma dieta, denuncie no site do CRN, denuncie endócrinos, nutrologos, os famosos COACHS, Médicos, etc. Pois o único profissional que tem autonomia para prescrições dietéticas é o nutricionista bacharel, nem o técnico de nutrição pode prescrever, muito cuidado.

Que mensagem o nutricionista Fernando deixa para os leitores desse blog.
Cuidem da saúde de vocês é o maior bem que vocês tem, busquem sempre a longevidade saudável, não vivam de privações nem de restrições, saibam comer bem, se exercitem, mas aproveitem a vida. Tudo com moderação é bem vindo. A diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem.
E como o leitor pode conhecer melhor o trabalho de Fernando?
Quem se interessar em palestras pelo Brasil, ou qualquer curso, pode mandar e-mails para oliveiraneto.fernando@hotmail.com – Pacientes que queiram se consultar no Recife também podem enviar e-mails, ou entrar em contato nas redes sociais como facebook no Consultório Particular Fernando Oliveira ou no instagram por direct @nandooliveiranutricionista, estou sempre à disposição.



Quer falar comigo? Então me chama no instagran @claudiacma7

Bjos!

Imagens do facebook do Fernando

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Fotos coloridas no Facebook, casamentos no Seridó e suas histórias

No momento em que a Suprema Corte aprova o casamento gay e as pessoas estão mudando a  cor da imagem do facebook, lembrei de uma parte da minha pesquisa na qual abordei como eram os casamentos no século XIX,  no Seridó.


Para vocês terem uma ideia as jovens que não casavam eram enviadas para o convento. O matrimônio representava, para a mulher, uma provável emancipação a qual, na verdade, significava somente uma permuta de tutelas, do pai para o marido. Quando alguma mulher, considerada de classe social inferior, praticava relações sexuais antes do casamento, geralmente, caiam no mundo da prostituição. Já as mulheres de classes mais abastadas, passavam a ser discriminadas na sociedade e na família, constituindo-se como um ser infame.
A maior parte dos casamentos eram “[...] antes de tudo um compromisso familiar, um acordo, mais do que um aceite entre esposos.” (FALCI,2011,p. 256).Ou seja, o casamento era antes de tudo um acordo entre duas famílias, no qual os pais dos noivos buscavam conservar os bens das famílias  e consolidar os laços de amizade entre elas. Assim, os casamentos aconteciam na maioria das vezes sem sentimento algum “[...] ocorrendo dos noivos se avistarem pela primeira vez no dia da cerimônia.” (FARIA, 2006, p.59) A beleza não era condição para que o homem a namorasse, contudo o dote dado pela família da moça era o motivo principal para que existisse o namoro. No tocante, as cerimônias de casamento
[...] das filhas dos fazendeiros mais abastados eram celebrados na fazenda dos pais e nunca na igreja da freguesia em que residiam.
Determinado o dia da cerimônia, os preparativos para a festa começavam com bastante antecedência. Eram convidados pelos pais dos noivos todos os parentes próximos e amigos [...]
Na véspera matava-se uma novilha gorda, carneiros, porcos (para a fabricação de lingüiça), perus e galinhas – ocupando toda uma legião de cozinheiras e doceiras afamadas que comandavam varias auxiliares. Na sala, era armado o altar e enfeitado a capricho pelas mãos mais prendadas. Os agregados providenciavam o corte da lenha da cozinha e jarras e mais jarras abarrotadas d’ água.
Uma ou duas horas depois era servido o banquete, com uma variedade imensa de pratos e bebidas, inclusive o aluá, fabricado de milho fermentado. Durante o banquete, faziam-se ouvir alguns oradores onde muitos repetiam discursos decorados [...]
Terminadas as refeições, depois de um ligeiro descanso, começavam-se as danças [...] 
O baile começava sempre com uma quadrilha, dançando o noivo com a noiva e costumava se prolongar até o amanhecer do dia [...] (FARIA, 2006, p.59-61)

O casamento só poderia ocorrer com a autorização dos pais, entretanto muitas jovens casavam sem essa permissão e perdiam o direito a herança. Já outras moças não aceitando casar com o conjugue escolhido pela família e com receio de ser deserdada encontraram no “rapto consentido” a resolução para o empecilho. Nesse sentido, tudo era combinado,
[...] quase sempre por intermédio de uma mucama ou escrava da casa. Raptada a moça, era depositada pelo noivo na casa de um amigo da família que ao amanhecer do dia, dirigia-se à casa do pai da noiva para comunicar-lhe o ocorrido. Neste caso o casamento era realizado na casa da pessoa onde se encontrava a moça.”(FARIA, 2006, p.59)

Assim, encontramos no Jornal “O Povo” que uma moça, de 14 anos, foi raptada no dia 16 de julho de 1890, em Caicó, e levada para a casa do major Salviano Batista pessoa importante da cidade. O rapaz que raptou a moça era “[...] um alugado do mesmo major [...] (JORNAL O POVO, 24/08/1890)”. Ainda conforme, nota do Jornal o tio da moça era seu tutor e não autorizava o
[...] casamento, porque o rapaz não lhe merece a sobrinha, requereu ao juiz de órfãos, dr. José de Sá, que lhe mandasse entregar. O juiz, depois de muito cogitar, escreveu no requerimento – indeferido – e por isso ficou a moça no depósito, sem se efetuar o casamento. Agora o major Salviano ameaça o tutor de o demitir (!) para nomear outro, e fazer-se o casamento. Teremos esta demissão – ex-informantará conscientiá?(O POVO, 24/08/1890)


Agora fico aqui imaginando como os historiadores do próximo século vão contar a história do casamento gay? Será que as imagens coloridas do facebook serão fontes de pesquisa?

Trecho da minha dissertação A Representação das Mulheres e as Questões de Gênero na Toponíma Urbana de Caicó-RN. Disponível em: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/bitstream/123456789/16979/1/ClaudiaMA_DISSERT.pdf
Imagens do Google

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Quando o setor de turismo vai acordar para as Pessoas com Deficiência e idosos?

Para muita gente o mês de julho, é o momento de arrumar as malas e sair por aí, conhecendo novos lugares e pessoas.  Até mesmo para as 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Conforme, Laura Martins, autora do blog Cadeira Voadora cada vez mais as pessoas com deficiências – e os idosos – têm poder aquisitivo para viajar e ter lazer.

Na mesma proporção, cresce o nível de reivindicações quanto à acessibilidade e à qualidade dos serviços oferecidos. Então, se você gosta de viajar ou trabalha na área do turismo não deixe de ler a entrevista da Blogueira que busca estimular Pessoas com Deficiência a viajar.



Quem é Laura Martins?

Sou uma pessoa cheia de entusiasmo, amo a vida e adoro conhecer pessoas e novas culturas. Uso cadeira de rodas porque tive uma inflamação na medula quando criança. Embora a deficiência física sempre tenha constituído um grande desafio, ela não me impediu de realizar meus sonhos. Tenho uma vida muito rica e feliz: convivo com pessoas queridas, tenho minha profissão, dirijo, namoro, faço atividades físicas e trabalho voluntário, estudo, viajo… e tenho um blog que curto demais!

Você é a autora do blog “Cadeira Voadora”, o qual se constitui como um tipo de diário de bordo que fala da acessibilidade pelos lugares que você já viajou. Quando e como surgiu a ideia do blog?

Surgiu da necessidade de refletir sobre o universo da pessoa com deficiência e também do desejo de compartilhar narrativas de viagem, a fim de estimular mais e mais pessoas com deficiência a criarem confiança nas próprias asas e deixarem seu porto seguro, se aventurando por novas terras.



Você sempre gostou de viajar?

Não. A princípio, as viagens eram muito desconfortáveis para mim e muito caras. De uns anos para cá, o custo caiu muito, e o conforto para as pessoas com deficiência física tem aumentado progressivamente, embora ainda deixe muito a desejar.

Além disso, eu era muito ansiosa, o que não combina com o gosto por viagens. Afinal, quando viajamos é preciso respeitar o tempo das coisas: do próprio percurso e das outras pessoas com as quais lidamos. Viajar é um aprendizado de paciência.

Na hora de programar suas viagens você procura uma agência de turismo ou você mesmo monta seu “pacote especial”?

De modo geral, eu mesma monto meu “pacote”. Faço tudo: desde a aquisição das passagens até a reserva do hotel e o planejamento do roteiro. Mas não aconselho que as pessoas façam isso se não tiverem familiaridade com internet e muita paciência, curiosidade e ânimo.

Eventualmente recorro a agências de viagem, quando estou muito cansada ou sem tempo para fazer investigações e contatos por conta própria. Mas é preciso ter em mente que recorrer a agências não tira a responsabilidade da pessoa com deficiência de comunicar com clareza suas necessidades e acompanhar passo a passo todo o processo de montagem do pacote, para diminuir as possibilidades de ter surpresas desagradáveis.



De todos esses lugares que você já conheceu qual o que mais te encantou? E por que?

Paris me encantou pela beleza arquitetônica e pelo charme. Genebra me encantou pela organização: tudo funciona. Aruba me encantou pela beleza das praias e pela alegria de sua gente. Nova York me encantou pela vibe e pela quantidade de apresentações musicais de qualidade que acontecem nas ruas. Chennonceau, na França, me encantou pela paisagem deslumbrante: é um castelo construído no leito do rio, cercado por jardins e por um bosque.



Você viaja sozinha?

Viajo sim, embora não com frequência, porque não é simples. Requer um planejamento muito mais minucioso.

Já passou por alguma situação difícil por estar em um lugar não preparado para receber uma pessoa com deficiência?

Já passei por inúmeras situações difíceis e tive de, muitas vezes, contar com ajuda de estranhos para contorná-las. As situações vão desde não encontrar banheiro acessível até a bateria da cadeira de rodas motorizada acabar… Também já fiquei em hotel que se dizia adaptado, mas eu não conseguia passar pelo box do banheiro, de tal maneira ele era estreito. Outra situação desafiadora foi agendar transfer acessível para ir do aeroporto de Porto Alegre até a cidade de Gramado e aparecer um ônibus sem nenhum acesso. Enfim, são muitos os perrengues, mas nenhum deles inviabilizou a viagem.


Que locais brasileiros visitados por você são considerados acessíveis, e quais você recomendaria a um colega?

Não conheço um local no Brasil sem problemas de acessibilidade, mas considero os seguintes bastante razoáveis: São Paulo, João Pessoa, Gramado.


Que outros países o Brasil poderia tomar como exemplo para fundamentar suas ações visando a acessibilidade no turismo? Por quê?

Países que passaram por guerras costumam ser bastante acessíveis, até porque as pessoas que voltam feridas exigem a acessibilidade. É o caso dos Estados Unidos e da Alemanha, por exemplo. Tenho notícias de que algumas cidades da Espanha também são bastante acessíveis, como Barcelona. Nesses locais, o transporte público é acessível, as calçadas são rebaixadas, os edifícios públicos são acessíveis. Praias têm acessibilidade há muitos anos, em diversas cidades da Europa e dos EUA…



É possível uma pessoa com deficiência viajar sozinha, com segurança e pagando a mesma quantia que uma pessoa sem deficiência?

É possível viajar sozinha dependendo da autonomia. Cada caso é um caso.

Viajar com segurança é algo relativo: os equipamentos para cadeirantes que encontramos em diversas cidades não me parecem muito seguros, e não somente no Brasil. Em Lisboa e Buenos Aires, por exemplo, tive de usar plataformas elevatórias que não poderiam ser consideradas seguras de forma alguma – e não havia ninguém para me auxiliar. Em algumas cidades, apesar de haver acessibilidade no metrô, ele não é seguro, ou por causa da distância entre a plataforma e os carros, ou porque há instabilidade durante a viagem. Tudo isso tem de ser considerado.

Quanto ao investimento financeiro, não me parece possível pagar a mesma quantia que uma pessoa sem deficiência. Mas tudo vai depender das limitações físicas de cada um. Por exemplo: é raro encontrar transporte acessível para ir do aeroporto até o hotel e vice-versa. Então, pode ser preciso recorrer a táxis. Outra coisa: nos hotéis, em geral os quartos adaptados são os de categoria superior, pois o apartamento standard costuma ser diminuto e não oferece espaço suficiente para circulação, nem para as adaptações. Então, não é que o quarto para cadeirantes seja mais caro que os comuns; o que ocorre é que não há quartos mais baratos que sejam adaptados.



Que mensagens você deixaria para os nossos leitores, proprietários de agências de turismo, hotéis, pousadas e políticos?

Para os leitores com deficiência: não deixem o medo paralisar a concretização dos seus sonhos. Informem-se, planejem, criem coragem e batam as asas, mesmo que haja dificuldades. Cada um de nós que deixa o lar e coloca a cara na rua faz pressão para que a sociedade seja mais inclusiva.

Para as demais pessoas: uma sociedade preparada para incluir a pessoa com deficiência é uma sociedade melhor para todos. Ninguém sabe se vai ter alguma deficiência algum dia, seja transitória ou permanente. Além disso, vamos ficar idosos e precisar de maior acessibilidade. Sem esquecer de mencionar as necessidades das pessoas que circulam com carrinhos de bebê.
Com relação ao turismo, felizmente, na atualidade, cada vez mais as pessoas com deficiências – e os idosos – têm poder aquisitivo para viajar e ter lazer. Quando é que o setor de turismo vai acordar para isso? Está perdendo dinheiro e não percebe. E um alerta: não adianta fazer maquiagem e fingir que os locais estão sendo adaptados. As pessoas estão mais bem-informadas e mais conscientes. Não estão aceitando ser iludidas.

E aí, pessoal, gostaram do tema da entrevista? E que tal, montarmos na página do facebook um álbum de leitores do Blog De Papo com Cláudinha com fotos de suas viagens?

A ideia é dividir experiências dando dicas e nos revelando suas próprias experiências durante os passeios. E aí, o que vocês acham da ideia? Deixa aqui nos comentários!

Bjos!!

Imagens do Arquivo de Laura Martins

terça-feira, 23 de junho de 2015

A Mercur e sua participação no mercado assistivo brasileiro

Se você nasceu na década de 1980 com certeza, fez muitas atividades na escola que consistiam em copiar textos do quadro e/ou dos livros de português (contos, fábulas, historinhas), né?! E nessa hora além do caderno, do lápis e da caneta a borracha se destacava.



Também na escola você deve ter estudado o quanto, é importante destinar um tempo para cuidar da nossa saúde, né?! E se você coloca em prática isso com certeza, já viu alguém utilizando ou já utilizou as Faixas Elásticas para Exercícios, né?! Com elas, você pode fazer atividades físicas completas em vários ambientes de forma fácil e segura.



Mas, o que a borracha, o corretivo e as Faixas Elásticas para Exercícios têm em comum? Todas são produzidas pela indústria Mercur que também produz [...] muletas, andadores e bengalas, [...] tendo uma participação significativa no mercado assistivo brasileiro. Curiosos para conhecer melhor a performance da Mercur e saber como você e ela podem construir um mundo de um jeito bom para todo mundo?! Para isso, entrevistei Fabiane Lamasion, Coordenadora da área de Comunicação da Mercur.

O que é e quais as áreas de atuação da Mercur?

A Mercur é uma indústria de Santa Cruz do Sul que possui diferentes setores de atuação que se combinam para atender as necessidades humanas, respeitando os aspectos sociais e ambientais.
Como indústria, a Mercur atua em diferentes segmentos de mercado:
Há quanto tempo a Mercur atua no Brasil?

A Mercur foi fundada em 1924, em Santa Cruz do Sul.

Quais produtos são criados pela Mercur?

Atualmente a empresa conta com um portfólio de produtos voltados aos segmentos de educação e saúde, como borrachas de apagar, bolas de exercício, bolsas térmicas, muletas e etc. A companhia também atua na área industrial com soluções customizadas, disponibilizando lençóis de borracha e peças técnicas, bem como pisos especiais e revestimentos.

Que projetos a Mercur desenvolve visando  garantir um crescimento socioeconômico e socioambiental  para essa e para as próximas gerações?

A Mercur desenvolve uma série de projetos que visam inovar em áreas estratégicas para a companhia. Em geral buscam alternativas que ajudem a melhor equacionar os impactos da atuação da empresa, melhorando o perfil socioambiental de seu consumo e ampliando os benefícios potenciais de seus produtos e serviços para diferentes públicos. Alguns projetos como o estratégico em saúde e educação, tem o objetivo de formar uma rede de colaboração para a construção de produtos e serviços com relevância e significado para as pessoas. Esse projeto pode ser acompanhado através do site  www.diversidadenarua.cc.

Fale sobre o Colabora?

A Mercur, em função da comercialização de produtos como muletas, andadores e bengalas, acaba tendo uma participação significativa no mercado assistivo brasileiro. Estes produtos, tem como principal matéria-prima, o alumínio. Até o presente momento, o alumínio é um material que atende a requisitos importantes para os usuários destes tipos de dispositivos, considerando que ele permite a construção de produtos leves, duráveis e resistentes. Por outro lado, algumas condições para seu uso enquanto matéria-prima, como o alto consumo de energia elétrica para sua transformação e o fato de ser extraído de uma fonte não-renovável, nos movem a procura de soluções que possam minimizar os possíveis impactos derivados de seu uso.
Diante deste cenário controverso e motivados por nosso compromisso institucional de UNIR PESSOAS E ORGANIZAÇÕES PARA CRIAR SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS, entendemos que era o momento de impulsionar uma mobilização, no caso, Colabora.
Queremos encontrar soluções, que continuem atendendo as necessidades das pessoas, porém, com menor impacto sobre pessoas e meio-ambiente. Mais informações sobre o projeto:  www.mercur.com.br/COlabora

O que é o Diversidade na Rua?

O projeto Diversidade na Rua foi idealizado pela Mercur no ano de 2013 e faz parte de um processo intenso na busca de novas possibilidades de atuação da empresa. O projeto nasceu com a realização de três encontros na cidade de Santa Cruz do Sul, onde fica a sede da organização. Foram convidadas pessoas conectadas e interessadas na temática da diversidade para criarem soluções juntas. Destas trocas surgiram os produtos que estão na loja virtual do Diversidade na Rua (http://loja.mercur.com.br/).
O site do Diversidade na Rua é um espaço para receber informações, compartilhar e difundir assuntos sobre inclusão e acessibilidade. Através dele, pretendemos fortalecer as possibilidades de cocriação.
Por isso, frisamos a importância da participação e colaboração de todas as pessoas para a construção e crescimento do projeto.



Recentemente participei do Debate Aberto como colaboradora do Blog Casadaptada, e já vi no site que haverá um novo debate. Explique como surgiu o Debate Aberto e qual será o tema do próximo debate?

O Debate Aberto surgiu da necessidade de falar sobre alguns temas importantes referente acessibilidade, inclusão. Acreditamos que é preciso refletir, debater sobre assuntos do nosso dia a dia com objetivo de levar conhecimento e encontrar soluções baseadas na cooperação na vida das pessoas.  
Através dessa troca de experiências, é possível ajudar muitas pessoas que possuem os mesmos problemas cotidianos. No debate em que realizamos com a Cláudia e o Hamilton, colaboradores do blog Casadaptada, conversamos sobre acessibilidade dentro e fora de casa e tecnologia assistiva. Como adaptar o ambiente em que vivemos de acordo com as nossas necessidades? O turismo está pronto para receber pessoas com deficiência? Questões como essas foram discutidas.
O próximo debate será abordado o uso do frio e do calor para tratar alguns problemas do nosso cotidiano. Por exemplo, quem nunca teve uma enxaqueca que o uso do gelo fez toda a diferença? Ou usou o calor para aquecer os pés e pernas, quando o frio lhe dificultava o movimento?
Queremos ouvir as pessoas, entender sua experiência e debater sobre possibilidades de soluções.  

Que mensagem a Mercur deixa para os nossos leitores?

Convidamos a todos para conhecer o site do Diversidade na Rua e entender o propósito do projeto.
O site possui cinco sessões sendo que todas elas possibilitam interação com usuário.  Queremos construir COM as pessoas.  
Mundo Inclusão: espaço de notícias, matérias jornalísticas sobre o mundo da diversidade, acessibilidade e inclusão.
Tua história: um espaço para que opiniões, histórias e curiosidades vivenciadas por pessoas no seu dia a dia possam ser contadas e debatidas. 
Debate Aberto: fórum de compartilhamento de informação, divulgação e de conversa sobre temas específicos da diversidade.
Gambiarras: são ideias e sugestões de adaptações feitas para ajudar pessoas em diferentes situações cotidianas. 
Cotidiano: apresenta com detalhes os caminhos percorridos pela equipe para a ampliação da rede de colaboração.
Fiquem à vontade para navegar e interagir no site!

E aí, gostaram da entrevista? Então, cliquem em curtir  e depois deixem um comentário! A sua opinião e participação fazem a diferença para mim!