sexta-feira, 5 de junho de 2015

A importância da estimulação precoce na educação inclusiva

Você sabia que cerca de 500 pessoas por dia nascem ou se tornam uma pessoa com deficiência em razão de malformação congênita, doenças, violência urbana e acidentes de trânsito ocasionando o comprometimento de membros do corpo?Entretanto, com estímulos, benefícios tecnológicos, reabilitação e ciência, o cérebro começa a trabalhar procurando reparar as capacidades perdidas.

A exemplo do caso do menino Tiago que nasceu sem os braços e sem as pernas, sua família está sempre ajudando e estimulando ele. Assim, ele aprendeu a descer do sofá sozinho, jogar videogame e usar o computador. Ou seja, ele começou a ganhar autonomia e independência que serão essenciais em sua vida.


Já a escola na qual ele estuda se adequou para recebê-lo construindo balanço adaptado e até campinho de futebol possibilitando, como lembra as autoras Rita Bersch e Rosângela Machado, que ele  

“[...]tenha uma relação rica com o outro e com o meio. A educação infantil, proposta nos espaços da creche e pré-escola, possibilitará que a criança com deficiência experimente aquilo que outros bebês e crianças da mesma idade estão vivenciando: brincadeiras corporais, sensoriais, músicas, estórias,  cores, formas, tempo e espaço e afeto. Buscando construir bases e alicerces para o aprendizado, a criança pequena com deficiência também necessita experimentar, movimentar-se e deslocar-se (mesmo do seu jeito diferente); necessita tocar, perceber e comparar; entrar, sair, compor e desfazer; necessita significar o que percebe com os sentidos, como qualquer outra criança de sua idade”[1]. (p.19)

O caso de Tiago nos ajuda a entender que a deficiência não pode definir qual será o limite de desenvolvimento do aluno. A escola deve atentar às necessidades individuais de cada aluno com deficiência sem se afastar  dos preceitos da educação indicada a todas as pessoas. É preciso, ainda destacar que devem ser ressaltadas as diversas conjunturas na qual a pessoa com deficiência vive e como se dão estas relações.

Logo, não existe inclusão sem o empenho da família, da comunidade e da sociedade, bem como do apoio ou suporte para que a aprendizagem verdadeiramente ocorra. As crianças aprendem a compensar suas deficiências e quando instigadas realizam tarefas que eram vistas como impossíveis.

A escola inclusiva enfrenta o desafio de achar estes caminhos os quais possam ir além dos limites estabelecidos pela deficiência, ou seja, é dever da escola levar os alunos com deficiência  à inserção cultural, significar seus costumes, suas falas, suas produções e sua aprendizagem.

Ficaram curiosos para conhecerem o menino Tiago? Então, vejam lá na minha página do facebook. (https://www.facebook.com/depapocomclaudinha)



Nenhum comentário:

Postar um comentário