segunda-feira, 27 de julho de 2015

A vida é um show, diz Miss Cadeirante

A nossa entrevistada de hoje acredita que a cadeira de rodas é apenas um detalhe na sua vida e que […] podemos tudo, basta querermos.E foi com essa ideia que ela se tornou em novembro de 2014, a primeira Miss cadeirante do Brasil.
Quer saber quem é ela? E como é possível uma cadeirante se tornar Miss Brasil? As respostas para essas e outras perguntas estão aqui

domingo, 26 de julho de 2015

Acho Chic – Esmalte da Vez

Olá, meus Amores!!!

Vou mostrar hoje mais um esmalte roxinho, que eu ameeeei ...ele faz parte da coleção da linha de esmaltes assinada pela cantora, atriz e apresentadora Preta Gil. 

A cor tem o nome Acho Chic e faz parte da Coleção de Esmaltes Cremosos Preta Gil.




Parece mentira gente, mas o esmalte é fácil de aplicar, tem boa textura, durabilidade e secagem rápida.

E aí, meninas, o que acharam?

Bjos 


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Conheça Camila Muniz, autora do blog "Das Rodas ao Salto Alto"

Olá, meus amores!

Tudo bem? Andava meio sumida, né?! Mas, como diz o ditado quem é vivo sempre aparece. E eu voltei para contar um pouco de algo que sempre tive curiosidade, que é saber como é o dia a dia de uma modelo com deficiência? Como é fotografar? É possível tirar uma grana?

No mês passado nosso parceiro David nos trouxe a seguinte história: Psicóloga e modelo a cadeirante Camila Muniz conta sua história. Então resolvi procurá-la para matar minha curiosidade. Então, se você também tem essa curiosidade clique aqui e veja a entrevista que realizei com ela pelo blog Casadaptada.


domingo, 19 de julho de 2015

Saiba por que troquei a acetona pelo removedor de esmalte

Olá, meninas! Tudo bem?
Hoje eu vim compartilhar com vocês, algo que estou usando e está resolvendo um problema que eu vinha enfrentando há muito tempo que eram minhas unhas fracas, ressecadas, quebradiças e com manchas brancas.
Eu sempre utilizei acetona para remover o esmalte, a qual agredia sempre minhas unhas, cutículas e a pele ao redor das unhas.
Recentemente comecei a utilizar um removedor de esmaltes que não contêm acetona em sua fórmula, possui vitamina E e óleo de girassol o qual hidrata e trata as unhas e cutículas.
O que tenho utilizado, é esse da Farmax custou R$2,35 na Tulipa Cosméticos. Pouca coisa mais cara mas, o investimento vale a pena!


Então, vocês preferem acetona ou removedor? Conta aqui!



quinta-feira, 16 de julho de 2015

Mulher com Síndrome de Down supera preconceito e cria marca de acessórios de sucesso


Desanimada com a falta de oportunidades profissionais que tinha por ser portadora da Síndrome de Down, a inglesa Laura Green resolveu criar seu próprio caminho. Aos 23 anos, cansada de esperar, ela começou a marca de acessórios com uma amiga, também portadora de Down. Hoje, elas expõem em diversas feiras e exibições pelo Reino Unido.

“Não tinha nenhum plano de carreira na escola para mim. Eu estava apenas perdendo tempo até que eu fosse transferida para o próximo passo no sistema”, desabafou Laura ao tabloide Metro.

Ela contou que sempre quis trabalhar no mercado de moda. Mas não queira apenas ser funcionária, Laura sempre sonhou com um negócio próprio. A falta de colocação acabou dando uma nova perspectiva para ela. Atualmente, ela conta até com funcionários para ajudar na sua marca, a “Laura Green’s Serendipity”.

“Hoje eu tenho até assistentes pessoais para me ajudar nas tarefas do dia a dia. Meus amigos e família sempre estarão na minha vida como parte do meu círculo de apoio. Eu posso sair com eles para um almoço e quando eles perguntam como foi meu dia no trabalho, eu tenho como responder. Você não sabe como isso é maravilhoso”, conta ela.

“Eu sou uma empresária, uma mulher que tem seu próprio negócio, quantas outras mulheres de 28 anos podem dizer isso?”, se orgulha Laura.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

A realidade que nunca contaram a você sobre a Festa de Sant'Ana

Quem é de Caicó sabe: a religião é um fator de vulto na formação do povo caicoense. Conforme José Lucena de Medeiros,

 A Igreja Católica é a base religiosa da região Seridó. Exemplo disto são as festas dos padroeiros e das padroeiras, cultuadas em todos os municípios da região, sendo elas uma das mais importantes do ano em cada município. As mais conhecidas são as Festas de Santa Ana: Currais Novos e Caicó. Com exceção de fevereiro, abril e maio as festas religiosas distribuem-se pelos 12 meses do ano[1]


A Festa de Sant’Ana de Caicó remonta a época da chegada dos colonizadores portugueses sendo classificada como o maior evento sócio-religioso do estado, e é a primeira manifestação do estado a entrar para a lista de "Patrimônio Imaterial do Brasil", vinculado ao IPHAN, órgão do Ministério da Cultura[2].



A festa de Sant’Ana é  um espaço de sociabilidade e de religiosidade, que se penetram mutuamente, ajustando o espaço sagrado ao profano, da fé e da diversão, como também da afirmação de conexões com o sobrenatural e o mundano.

O espaço sagrado é constituído pela chegada dos peregrinos de Sant'Ana à cidade, cavalgada, feirinha, maratona, leilões, novenário e as procissões. Já no espaço profano se destacam  encontros de ex-alunos, feirinha de artesanato - FAMUSE, bailes dos Coroas e do Reencontro, shows noturnos realizados na Ilha de Santana ou nos clubes da cidade.





Mas na Festa de Sant’Ana há um porém, chamado FALTA DE ACESSO.E para qualquer pessoa com alguma dificuldade de locomoção que queira participar de alguns eventos da Festa de Sant’Ana só  resta três alternativas:

a) Não vai;
b) Segura na mão de Sant’Ana e vai;
c) Olha para os lados e reza para um homem com 1,80 m, forte e lindo te pegar no colo.
Mas, venhamos e convenhamos que, se você não estiver casando com o galã o colo não possui nenhum encanto e sim um perrengue, né?!



Ou seja, os caiconses esquecem que pessoas com o carrinho de bebê, idosos, pessoas que estão com uma perna quebrada e pessoas com deficiência também querem participar da festa de Sant’Ana, assim como eu, você e tantos outros turistas e até políticos que vem de Brasília em seus jatinhos e/ou helicópteros.

Eu mesma já passei por alguns perrengues ao ir à Festa de Sant’Ana. Tudo começa na hora de sair de casa, pois como Caicó não possui auto escolas com carros adaptados eu não pude até hoje fazer minhas aulas práticas e consequentemente tirar minha CNH (história para próximos posts), e fico na dependência de caronas ou de táxis.

O próximo perrengue é decidir para que evento eu vou. Geralmente gosto de ir às novenas, à missa da procissão, a FAMUSE. Para quem conhece a Festa de Sant’Ana sabe que as novenas iniciam às 19 horas e em seguida muitas pessoas vão a Ilha de Sant'Ana. 


Entretanto, eu tenho que decidir por um ou outro, pois é impossível sair da Igreja e chegar à Ilha numa cadeira de rodas manual, com as crateras que existem nas ruas e calçadas.

Então há cerca de dois anos atrás fui eu, uma amiga e a filha dela à Ilha de Sant’Ana de táxi e acertamos com o taxista de nos pegar quando ligássemos. Depois da filha de minha amiga ter brincado no parque, demos um giro pela FAMUSE, encontramos um amigo, lanchamos e decidimos ir embora.

Liguei para o taxista e o celular dele só dava desligado. Então liguei para o ponto de táxi e me informaram que não havia nenhum no ponto. Liguei para o celular de alguns taxistas que eu já conhecia, um dos que me atendeu disse que só poderia vim me pegar depois das 03 horas da manhã. 


Aproveitar o show sem camarote acessível e sem apoio dos funcionários da prefeitura, era impossível. Sentar e chorar também não ia adiantar nada, né?! 





Então resolvemos sentar e esperar, foi nesse momento que encontrei a mãe de uma aluna e perguntei se ela não sabia o telefone de um taxista. Ela falou que estava sem o celular dela, mas que tinha vários táxis estacionados próximo à Catedral.



Então minha amiga foi lá onde estavam os taxistas e eu fiquei conversando com a mãe da aluna. Ao chegar lá minha amiga explicou que eu só conseguiria chegar até lá nos braços de um homem com 1,80 m, forte e lindo, porém não achamos nenhum e por isso, era preciso que o taxista fosse me apanhar lá na Ilha.

Dois deles recusaram ir me apanhar, alegando que não queriam pegar o “engarrafamento” na Ilha, então um taxista bem jovem ouviu a conversa e disse que ia me pegar. Graças a ele chegamos sãs e salvas em casa.

Mas, é como estar na Bíblia “Nem só de pão vive o homem!” Também precisamos de acesso para poder rezar e nos divertir como qualquer devoto de Sant'Ana e cidadão.

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[1] MEDEIROS, José Lucena.  Capital Social e Igreja Católica: expressões e práticas no sertão do Seridó. Extraído de: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/bitstream/123456789/13529/1/JoseLM.pdf

domingo, 12 de julho de 2015

Designer alemão desafia estereótipos

Estilista Sema Gedik levou modelos anões para desfilar sua coleção na semana de moda alemã, a Berlin Fashion Week, ontem

O designer alemão Sema Gedik não quis saber de modelos esguias, com mais de 1,80 m de altura, para desfilarem sua coleção ontem na passarela da Berlin Fashion Week, que apresenta esta semana as coleções primavera verão 2016 da moda alemão. Em vez disso, anões vestiram suas peças na passarela.

A coleção, batizada de Auf Augenhoehe (algo como "ao nível dos olhos", em português), foi desfilada na Impuls_03, plataforma de desfiles de graduação de alguns designers da HTW, Faculdade de Ciência Aplicadas de Berlim.







quarta-feira, 8 de julho de 2015

O que Edward Mãos de Tesoura pode nos ensinar sobre beleza e acessibilidade

Genteeeee, tudo bem?

Espero que sim ;)
Sei que estou adiando muito os posts do blog, porém prometo que mesmo que demore eu venho postar novidades e dicas!
E a partir de hoje pretendo compartilhar também dicas e novidades sobre cosméticos, esmaltes, maquiagem, decoração, utilidades domésticas e sobre tendências da moda. O objetivo dos  posts é  mostrar que pessoas com deficiência também se arrumam, também estão na moda…

Assim, vou começar falando sobre unhas. Estava há uns 15 dias sem fazê-las, estava quase um Edward do filme Mãos de Tesouras.


Então, como de costume eu liguei para minha manicure e ela veio me socorrer evitando, com isso, situações constrangedoras, por falta de acessibilidade, além de ser bem mais confortável fazer as unhas no conforto do meu quarto.
Minha manicure é um anjo! Além de mim as clientes dela, são mães com crianças pequenas e idosos, ou seja, pessoas que se mostram interessados na comodidade. Sem contar que ao chegar à casa da cliente, outras pessoas da família acabam também se tornando cliente.

Mas, agora vamos deixar de falar na minha manicure e vamos falar em como ficaram as unhas. Após cortar, serrar  e tirar as cutículas chegou o momento mais difícil, para mim, que é escolher a cor do esmalte.

Acabei me  apaixonando por  um roxinho claro bem  meigo. Eu amo tons assim e o esmalte em questão chama-se Contar Estrelas da coleção Pequena Delícias, da Colorama.

Ele é fácil de passar, é bem cremoso, tem bastante brilho e eu usei 2 camadas; e a na ponta  coloquei um branquinho. Não reparem na qualidade da foto, tirei com o celular!




sexta-feira, 3 de julho de 2015

O (im)perfeito no mundo da moda

Já discutimos em outros artigos que a Moda Inclusiva já é um foco de estilistas na Europa e Estados Unidos. No nosso país, esse tipo de trabalho ainda está engatinhando e um dos grandes avanços da moda inclusiva se deu a partir do primeiro Concurso de Moda Inclusiva realizado em abril de 2009.

O concurso tem o propósito de gerar a criatividade e a discussão de um assunto totalmente novo até então. E o mundo da moda brasileiro passou a olhar e foi seduzido nesse concurso estimulando [...] jovens designers a exercerem sua criatividade num campo inédito, instigante e necessário[1].

E uma dessas jovens designers é a carioca Fernanda Nicolini, 32 anos. Ela viu meu post, me adicionou e escreveu a seguinte mensagem vi seu post e curti... luto em todas as minhas coleções desde quando entrei na faculdade a fazer coleções que sejam da moda e para todos [...] ano passado fui selecionada e participei [...] do Moda Inclusiva e este ano estou mandando um novo projeto [...]  
 

 Backstage Foto: Marcelo Sant'Ana Modelo: Rosy Gama 

Então tive a ideia de pedir para ela contar um pouco da trajetória de trabalho e da experiência de ter participado do Concurso de Moda Inclusiva. Com vocês o relato, na íntegra, de Fernanda.

Comecei meu trabalho e estudos em moda depois de alguns anos desenvolvendo figurinos para dança. Hoje, Designer de Moda, penso o quanto minha formação em diversas áreas, unindo diversas paixões contribui para todo e qualquer trabalho que realizo. Passei pela Escola de Belas Artes da UFRJ e pelo curso de  Licenciatura em Dança.

Trabalhei dando aulas para crianças e adultos de todas as idades por mais de doze anos, e aprendi muito sobre o corpo humano e sua motricidade. Quando abri meu próprio espaço em 2007, fui procurada por cadeirantes, deficientes visuais e por pessoas com diferentes problemas motores, queriam dançar.

Então, de forma desafiadora, fui desenvolvendo métodos e técnicas através de jogos lúdicos, sensoriais e muita pesquisa para trabalhar o movimento nos meus alunos mais que especiais, resultando em participações nos espetáculos de encerramento letivo do studio e em premiações em concursos na categoria dança inclusiva. Tudo feito com muito empenho, pesquisa e confiança mútua.

Ao ingressar no curso superior de Design de Moda em 2013 quis levar essa experiência para minha nova paixão e comecei a desenvolver coleções, projetos de lojas físicas, pesquisas de moda e de público; o que me deu uma base incrível para constatar o quanto é restrito e quase inexistente uma moda bacana, com qualidade e estilo para as PcD.

Todos querem estar na moda, ter estilo e estar bem consigo mesmo, direito do consumidor e dever do designer de moda. Foi quando mandei meu projeto para cadeirantes com roupas multifuncionais e informação de moda intensa para meu primeiro concurso e de cara fui finalista convidada a desfilar no 6º Concurso Moda Inclusiva, em São Paulo.

Durante o desfile no Concurso
Ago 2014
Foto: Produção do evento
Modelo: Rosy gama
Mais uma experiência incrível e enriquecedora, onde tive a chance de ouvir direto da fonte os problemas e anseios sobre comprar e vestir de forma inclusiva, além de ter sido um incentivo a ir em frente e ver que era um caminho. A partir disso não parei mais, a pesquisa sobre multifuncionalidade aliada a uma estética contemporânea e ergonomia aplicadas a moda, seguem forte no meu trabalho.

Sigo participando de iniciativas que levem mercado de moda com acessibilidade a todos através de produtos de qualidade, sem caricaturas, comerciais e que despertem desejo. Atualmente o trabalho ainda é apenas para clientes sob medida, mas com projetos de crescimento.


Então é isso, amores! Espero que tenham gostado!
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[1] Auller, Daniela; LOPES, Juliana (Orgs); SANCHES, Gabriela (il). Moda Inclusiva: perguntas e respostas para entender o tema. São Paulo: SEDPcD, 2012. Disponível em: http://modainclusiva.sedpcd.sp.gov.br/pdfs/MODA_INCLUSIVA_4_IDIOMAS.pdf