sábado, 31 de outubro de 2015

Um viva à saúde das mulheres com deficiência!

Genteeee, é verdade que mulheres com silicone tem mais probabilidade de ter câncer de mama? E mulheres com deficiência podem ter câncer de colo de útero?
https://www.facebook.com/1591221091162032/photos/pb.1591221091162032.-2207520000.1446308526./1664908927126581/?type=3&theater
Essas e outras questões foram levantadas pela apresentadora Caroline Marques, do Programa Viver Eficiente, durante  evento organizado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, ligado à prefeitura de São Paulo.

O evento aconteceu no Shopping Frei Caneca, e tem como objetivo impulsionar a prevenção do câncer,  fazer “acordar” e mudar o olhar sobre a saúde da mulher com deficiência.Então, para quem ainda não assistiu, vale a pena conferir os vídeos abaixo:








E aí, curtiu? Quer saber mais sobre o Programa Viver Eficiente? Então, clique aqui.

Beijinhos!!



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Garoto potiguar e paraplégico acertou 174 questões no ENEM

Geeeente, hoje recebi por meio do watshapp o link, com a história do potiguar Francisco Lucielio Cavalcante que apesar de ter paraplegia e só consegui andar com a ajuda de outra pessoa acertou 174 questões das 180 do ENEM. 


Como pessoa com deficiência física e professora defendo a seguinte hipótese, no que diz respeito as pessoas com deficiência física que estudar, buscar conhecimentos e se preparar para os obstáculos do dia a dia é uma luta dura.


E ao ler a história do Lucelio percebi o quão forte e destemido é esse garoto, de família humilde, órfão de pai “(...) Lucielio aposta nos estudos como forma de superar todas as barreiras que lhe foram impostas ao longo da vida.


Quando residia na zona rural, por exemplo, Lucielio era levado para escola nas costas da mãe. “Teve uma época em que minha mãe me acordava cedo, me colocava na ‘cacunda’ e me levava até o colégio”, revelou”.



Se quiser conhecer outras histórias inspiradoras, já publicadas, basta clicar AQUI, nas Entrevistas

Beijinhos no coração e boa leitura!
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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Tudo sobre adaptações em veículos para pessoas com deficiência

Li esta matéria hoje na Revista Tendência Inclusiva e logo chamou meu interesse. Tive vontade de compartilhá-la aqui no blog e não simplesmente no Facebook.
1ª Feira Mobility & Show em São Paulo
A matéria trata sobre a feira Mobility & Show, evento organizado pelo Rodrigo Rosso, editor chefe da revista Reação e presidente da ABRIDEF. Na feira aconteceram “[...] exposições de automóveis, veículos com adaptações, equipamentos e serviços para pessoas com deficiência e familiares”.


A feira teve como “objetivo além de prestação de serviço e levar ao conhecimento de várias pessoas, as informações de seus direitos, que por muitas vezes não são esclarecidos nos órgãos competentes”.

Curiosos?! Então vejam a matéria completa aqui: Adaptações - Veículos - Leis

Se você achou a matéria interessante, então, compartilhe e ajude outras pessoas.
Um beijo no coração!
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Câncer de mama e as mulheres com deficiência



Geeeente, estamos no outubro rosa e as informações sobre o câncer de mama estão a todo vapor. Mas, como sou adepta da teoria que informação e prevenção devem andar de mãos dadas resolvi compartilhar com vocês um post escrito, no ano passado, pelo jornalista Jairo Marques da Folha de S. Paulo.
No post intitulado “É rosa também para as ‘malacabadas’”, é abordado  o câncer de mama nas mulheres com deficiência, que além da doença tem de encarar a falta de acessos.

Neste ano, duas leitoras/seguidores/amigas descobriram nódulos cancerígenos no seio. Ambas com deficiência.
Digo isso para lembrar que a condição física das pessoas não é repelente natural para que não haja prevenção, para que não haja uma preocupação para que as mulheres “malacabadas” não se cuidem.
Há sim, fatores que podem dificultar essa tomada de consciência: postos médico sem acessibilidade, falta de transporte até os centros de diagnóstico, falta de informação, medo de “encontrar outro problemas” e até falta de autoestima.
Contudo, nada disso vai proteger as mulheres de terem a doença. O “Outubro Rosa” está aí e o alerta para meninas acima de 40 anos façam os exames é VALE PARA TODAS.
Segundo o Hospital do Câncer de Barretos, um dos melhores do país, todo mamógrafo é acessível e pode ser ajustado para a altura de uma cadeirante ou uma mulher com nanismo, por exemplo, o que falta é qualificação e informação para que o exame e um bom atendimento sejam realizados.
Paciente cadeirante realiza exame de mamografia no Hospital de Câncer de Barretos. O equipamento pode ser ajustado para atender mulheres com deficiência
A instituição resolveu, inclusive, criar uma campanha exclusiva com o olhar para a diversidade, alertando a necessidade de mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos a realizarem o procedimento médico.
Todas as carretas do hospital que vão ao encontro das pacientes possuem elevador para que mulheres cadeirantes possam fazer seus exames sem estresse e com conforto.
Carreta do Hospital do Câncer de Barretos tem elevador (à direita na imagem), o que possibilita o acesso de cadeirantes
“Tio, e se recusarem me examinar ou disseram no posto de saúde que não podem me atender?”
 Há caminhos a seguir: relate o problema às secretárias da saúde (municipal, estadual), procure uma entidade de apoio à mulher (existem dezenas), registra queixa no Ministério da Saúde.
O que não é possível é ser apartada de um cuidado tão importante.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Moda e intercâmbio numa cadeira de rodas

Michele Simões, é estilista e sempre sonhou em fazer intercâmbios. Mas, em 2006, ela sofreu um acidente de carro que a deixou paraplégica. Entretanto,ela é como eu defensora da teoria o que não mata, nos fortalece. O acidente apesar de tê-la deixado com os movimentos limitados, não matou o seu sonho de estudar fora. O intercâmbio veio e com ele um novo blog... cheio de vida e dicas úteis. 

Por que você escolheu ser estilista?
Sempre adorei tudo que é ligado a arte e criatividade, a moda para mim é mais uma forma de comunicar para o mundo um pouco do que vemos e acreditamos com texturas e cores.

Quando se fala em moda inclusiva, como se encontra o Brasil em relação a outros países?
Acredito que esse é um setor ainda muito pouco explorado, porém já existem projetos bem bacanas e fundamentais para chegarmos a uma moda que nos atenda de maneira completa.



Quais as maiores dificuldades que você enfrentou para fazer seu primeiro intercâmbio?
A falta de referências e informações sobre acessibilidade a partir do ponto de vista de um deficiente; era minha primeira viagem como cadeirante(me tornei cadeirante após um acidente de carro em 2006) e eu estava ansiosa por informações, mas tanto nas agencias como em grande parte dos sites eu não encontrava muita coisa, daí nasceu o Guia do Viajante Cadeirante

Qual sua finalidade ao criar o blog Guia do Viajante Cadeirante?
Motivar os cadeirantes a saírem de casa e perceberem seus próprios limites; durante muito tempo me pautei no que as pessoas achavam que eu poderia ou não realizar, afinal adquirir uma deficiência ao longo da vida te deixa sem chão por um tempo, os costumes e a maneira de se enxergar mudam completamente, e cabe a você definir isso, quando decidi me abrir para o mundo tudo se tornou mais fácil e instigante.

Muitas pessoas entram em contato com você, buscando informações sobre como é viajar sentada numa cadeira de rodas?
Sim, ainda hoje mesmo após 2 anos de blog, percebo essa necessidade através dos e-mails e mensagens que recebo, existem muitos deficientes loucos p viajar e com os mesmos receios que eu tinha, por isso o blog tem publicado histórias de outros deficientes que também já se aventuraram la fora, além disso procuro sempre mostrar atividades que nós podemos realizar aqui mesmo, como por exemplo as matérias sobre o projeto de Vela Adaptada, Tiro, Expedições Inclusivas - Jalapão bem como os lugares com acessibilidade bacana.



Como você avalia a acessibilidade no Brasil após a Copa e com a proximidade das Olímpiadas e Paraolímpiada?
A meu ver ainda temos que caminhar muito para que essa questão seja trabalhada de forma adequada no Brasil, não apenas pelos governantes, mas também na forma como a deficiência é vista no país, criar meios permitiram a independência ao invés de “facilitações” seria um grande começo, a ideia de acessibilidade para mim não se limita apenas as calçadas ou banheiros, mas tudo aquilo que engloba a vivencia de uma deficiência, a começar pelo respeito e conscientização das pessoas.

Qual a situação das agências de turismo no Brasil no tocante ao turismo acessível?
A grande maioria ainda se mantem desinformada ou desinteressada em atender esse setor, porém posso dizer que em minha última viagem a agencia que organizou minha viagem fez uma completa imersão nas minhas necessidades e hoje conta até com um questionário voltado para essas questões, isso me deixou realmente muito feliz e tranquila no momento de viajar!



Que mensagens você deixaria para os nossos leitores, proprietários de agências de turismo, hotéis, estilistas e políticos?
A construção de um mundo melhor se dá nas mudanças diárias que cada um de nós pode realizar, abrir os olhos para o novo e entender as diferenças como uma forma de expansão pode ocasionar melhorias a todos, na minha opinião essa é a principal razão de estarmos aqui, pensar no coletivo nos permite trocar e aprender diferentes maneiras de olhar o mundo.

Obrigada Michelle! Somos nesta vida todos “viajantes” … desbravadores  e exploradores de  novos lugares. Um beijo no seu coração prezada Michelle.

Participe também! Qual é sua história? O que faz bater forte seu coração? O que te dá ânimo? Conte para mim, conte para nós e veja o resultado. Mande um e-mail para claudiacma7@gmail.com com seu nome, idade, estado civil, cidade, que eu vou ler com carinho. Responderei com mais perguntas, se achar preciso e depois, publico aqui, no Blog e nas redes sociais. 

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Espasticidade: Conheça algumas formas de tratamento


A espasticidade é caracterizada pela hipertonia muscular, ou seja, aumento do tônus muscular, uma alteração motora frequente nas lesões do sistema nervoso central, como por exemplo nos casos de AVC, lesão medular, paralisia cerebral, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, entre outros, afetando milhões de pessoas em todo o mundo.
Em outras palavras a espasticidade faz com que ocorra uma rigidez do músculo, alterando seu padrão normal de contração e alongamento, que são necessários para que ocorra o movimento ou a manutenção de uma postura adequada. Desta forma, os movimentos das articulações tornam-se limitados e a capacidade de produzir força também é reduzida, limitando a capacidade funcional das pessoas na realização de suas atividades, como por exemplo a locomoção, alimentação e atividades de cuidados e higiene pessoal, comenta Régis Severo, fisioterapeuta da Mercur.
As pessoas com espasticidade costumam descrevê-la como “sensação de peso ou aperto nas pernas ou braços, como se tivessem vários quilos presos a seus membros“, por isso torna-se difícil elevar os seus pés e pernas do chão ao caminhar. Algumas pessoas tem a sensação de que suas mãos estão “duras”, tendem a fechá-las e não podem abri-las.
Além da dificuldade de movimento, caracterizada principalmente pela redução da amplitude de movimento das articulações, a espasticidade pode gerar dores e desconfortos musculares, e quando não tratada pode evoluir para encurtamentos musculares, levando a deformidades posturais graves e favorecendo o risco de luxações.
As manifestações motoras e limitações funcionais decorrentes da espasticidade podem variar muito de pessoa para pessoa, e neste sentido o tratamento também deve ser pensado de acordo com as necessidades de cada um. De maneira geral, o tratamento visa a manutenção da funcionalidade e postura corporal e a redução do desconforto e da dor, permitindo que a pessoa possa estar inserida nas suas atividades diárias.
De acordo com Régis, o tratamento através da fisioterapia visa a prevenção de incapacidades funcionais e a melhora do padrão motor e do movimento. Além disso, desconfortos e dores também são tratados, promovendo maior bem-estar. Diversas técnicas podem ser utilizadas, como alongamentos, mobilizações articulares, eletroterapia e ainda a prescrição de órteses de posicionamento para prevenção de derformidades ou órteses funcionais, para auxiliar nas atividades diárias.
A Terapia Ocupacional também contribui para o tratamento da espasticidade. O profissional desta área trabalha com o paciente em atividades que promovam a manutenção da sua qualidade de vida e a independência funcional na sua rotina diária. “Ao maximizar a independência e a autonomia, a terapia ocupacional pode utilizar a tecnologia assistiva, incluindo o uso de adaptações e órteses, a estimulação cognitiva e a integração sensorial”, afirma Cristina Fank, terapeuta ocupacional da Mercur. Atividades artísticas, expressivas, de coordenação motora e de rotina auxiliam não só na melhora física do indivíduo, mas também na sua estruturação emocional. O terapeuta ocupacional pensa na rotina deste paciente e ajuda a torná-la simples e prática, através da análise dos ambientes de sua casa, realizando modificações quando necessárias.
Tratamento para espasticidade
No dia a dia, as pessoas que apresentam espasticidade podem realizar alguns movimentos e alongamentos simples, para melhorar a mobilidade e aliviar a dor. O uso da termoterapia através da aplicação de calor também pode ajudar no relaxamento dos músculos, aliviando a dor e facilitando o movimento. Isto pode ser feito com o auxílio de bolsas térmicas, comenta o fisioterapeuta.
Além do uso de alguns recursos de tecnologia assistiva, como engrossadores, por exemplo, podem auxiliar para a realização de algumas atividades, facilitando o movimento e proporcionando maior independência.
Como a espasticidade pode se apresentar de maneiras diferentes em cada pessoa, é importante sempre buscar a orientação de um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional para entender quais as melhores alternativas em cada caso.

Fonte: http://www.diversidadenarua.cc/mundoinclusao/ler/421/espasticidade-%7C-conheca-algumas-formas-de-tratamento




sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Ministério da Saúde lança aplicativo do Sistema Único de Saúde (SUS)

Paciente pode trocar informações com médicos e ver registros de pressão.Aplicativo permite o usuário ter o Cartão SUS na versão digital.



O Ministério da Saúde lançou uma versão digital do Cartão SUS, que é a identidade do cidadão no Sistema Único de Saúde. O aplicativo disponibiliza ferramentas importantes como o controle da aferição de pressão e medição de glicemia, o que é essencial para quem tem diabetes e hipertensão.
Ao preencher as informações, a ferramenta mostrará os últimos registros de pressão máxima e mínima e também a evolução das taxas de glicemia. O aplicativo já está disponível para smartphones com sistema Android e a previsão é de que em novembro ele já esteja disponível na Apple Store.
Os usuários também podem indicar se possuem alguma alergia, informar se faz uso contínuo de medicamentos, adicionar contatos de emergência e compartilhar as informações com médicos por quem estejam sendo acompanhados.

Como emitir o Cartão SUS
Para descobrir o número do Cartão, o cidadão pode entrar no aplicativo, informando seu número de CPF e data de nascimento. Quem ainda não tiver o Cartão SUS, pode fazer o cadastro e emitir pelas unidades de saúde pública que prestam atendimento nos estados e municípios. É necessário informar o nome do usuário do SUS, o nome da mãe, o sexo, raça e etnia, o município de naturalidade, a data de nascimento e o endereço.

As unidades da rede pública de saúde devem prestar atendimento à população independentemente da apresentação do cartão. Se o paciente não tiver o cartão (digital ou em mídia plástica) ou mesmo o número, o registro pode ser feito no momento do atendimento. Isso vale tanto para as unidades públicas como privadas.
O objetivo do novo aplicativo é trazer economia para os cofres públicos, já que, só em 2014, o Ministério da Saúde destinou R$ 4 milhões para a compra de mais de 13 milhões de mídias plásticas do cartão.
Fonte: G1
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“Afinal ninguém é completamente sadio, só não foi bem examinado.”

Gentee, o título desse post foi dito/escrito por Ana Geórgia Cavalcanti Saraiva Simão, ela tem 34 anos e possui Lúpus desde sempre.E resolveu contar sua história na sessão TUA HISTÓRIA presente  no site Diversidade na Rua.






Assim, como um câncer, um acidente de trânsito, um acidente Vascular Cerebral, o Lúpus... é uma daquelas tantas "pedras"que podem surgir na nossa vida! Então, vejam o que ela fez com essa "pedra". 

Meu nome é Ana Geórgia Cavalcanti Saraiva Simão, tenho 34 anos e Lúpus desde sempre. Nasci no dia 10 de maio, um domingo, dia das mães, Dia Internacional da Conscientização sobre o Lúpus. Fui diagnosticada aos 17, mas sempre apresentei os sintomas, e por causa deles era a café com leite nas brincadeiras, não fazia aula de educação física no colégio, não crescia e não menstruava. Tive um sopro no coração quando bebê, tive anemias, fístula em todos os dentes e frequentes infecções urinárias.
Nunca me importei com a opinião alheia, isso nunca me incomodou e acredito que ajudou a ser a pessoa que sou hoje. Fiz um tratamento com o hormônio premarin (nem sei se existe mais) e, com ele, cresci 17 cm, então menstruei e comecei a apresentar as dores migratórias.
Fui então a um clinico geral de confiança da família, na época eu estava com muita dificuldade para sentar, levantar, andar e para comer.  Estava com muitas ínguas no pescoço, então ele me pediu um exame, o FAN. Deu positivo, o médico disse que eu tinha febre reumática. Dali se passaram dois anos com injeções de benzetacyl aos sábados, emagreci muito, não conseguia ir a faculdade, nem dormir tamanha eram as dores. Fui então levada a um reumatologista, que colocou minha mão em uma bacia de água gelada e em segundos apareceu o Raynaud. Meu cabelo era ralo, minhas articulações com edemas e meu Rash Malar era aparente, eu era bem corada. “
O médico me disse que faria os exames por que era preciso, mas que já tinha a certeza de que eu tinha Lúpus. ”Então me perguntei o que diabos é isso? Depois disso, mudei de médico, estou com a Dra. Sheila Márcia até hoje, ela me explicou o que era lúpus e chorei por três dias, mas foi só, desde então se passaram muitos anos e eu não mais chorei por causa disso. A doutor pediu que eu lesse um clássico da literatura inglesa chamado de “O Médico e o Monstro” e me disse que eu tinha que escolher a partir daquele dia quem eu deixaria crescer dentro de mim, eu ou o Lúpus. Eu me escolhi, já passei por muitas situações difíceis, fiquei internada, fiz pulsoterapias por quatro anos, tomei todos os medicamentos possíveis para que a doença entrasse em remissão, e, finalmente, hoje depois de quase 18 anos consegui parar de tomar corticóide e fazer este lobo cochilar.
Sou casada com o João, meu amor, meu companheiro e super incentivador do blog. Sempre sonhei com a maternidade, o lúpus já me levou dois bebês, mas não perdi a esperança de ouvir alguém gritando mãe traz a toalha…rsrsrs. De tanto parecer forte você é esquecida, as pessoas ao seu redor se acostumam com a sua luta e param de se importar de te mimar, e eu pensei – o que fazer pra não ser esquecida? O que fazer para que as pessoas ao meu redor lembrem que tenho uma luta diária?Resolvi criar o blog e criar um canal de comunicação com a minha família, alternativo, não apelativo, nunca tive a intenção de torná-lo conhecido, minha primeira intenção era a de não ser esquecida, era fazer com que meus amigos e parentes soubesse que não é fácil estar na minha pele. Para que eu não esqueça de você, não se esqueça de mim! Comecei a perceber que me “abrindo” poderia ajudar muitas meninas na mesma situação que eu, e como blog estava crescendo muito resolvi criar a página, uma página sobre lúpus, mas não sobre dor ou sofrimento, uma página sobre superação, uma página que desse carinho e conforto, que as meninas lúpicas como eu tivessem um canto para terem chamego, para serem entendidas, para não serem criticadas ou julgadas.
Minha história ainda não está nem na metade, mas o que eu posso adiantar é que hoje eu não saberia diferenciar a Aninha da Aninha que tem lúpus, somos a mesma coisa a mesma pessoa, muitas dizem para não dizer que tem a doença, pois eu assumo eu a tenho, e como ela é minha eu decido até que ponto pode dominar a minha vida (e quem manda na minha vida sou eu). Eu nunca olho meus exames, nunca me auto medico e nunca paro de me medicar por me julgar boa. Confio em Deus, nos médicos e na minha força, não me deixo abater por isso e nem me sinto menor do que ninguém. “Afinal ninguém é completamente sadio, só não foi bem examinado.”
Se quiser conhecer mais sobre o site Diversidade na Rua, clique Aqui.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Professores, as peças fundamentais na vida de uma professora com deficiência

Olá galera, tudo bem?

Próxima quinta-feira, (15/10/2015), é uma data muito especial, afinal é o Dia do Professor. E eu não poderia deixar de vir aqui e homenagear os meus prezados mestres que sempre tiveram a sensibilidade de me ensinar numa época que ninguém falava em inclusão.



Nesse tempo eu nem imaginava que ia me tornar uma professora, e vivia achando que professor é um bicho muito chato. Afinal de contas, eu não entendia o que levava um professor a aplicar provas em plena segunda-feira.

Também lembro que nessa época meus professores desconheciam as adaptações para materiais escolares então certas tarefas eram realizadas por mim, com certas dificuldades como cortar papéis.


Mas, os professores davam um jeito de adaptar as atividades. Quando a atividade era em dupla, por exemplo, a coleguinha recortava aquelas partes que não tinham ficado bem cortadas e eu ficava responsável pela escrita e colagem. 

Uma outra coisa que lembro bem é que eu odiava quando os professores chegavam e diziam abram o livro e copiem das páginas 50 a 52.  Eu ficava me perguntando para que serve o livro se temos que copiar tudo isso no caderno? Uma outra coisa que eu detestava era fazer caligrafia.

Mas, gente se não fossem essas cópias e esses exercícios de caligrafia hoje provavelmente eu seria uma professora garrancho aquela que escreve, escreve e escreve e você não entende uma palavra.


Então tenho que admitir que eles foram uma peça fundamental na minha vida e se não fossem eles, eu não conseguiria nem acessar a internet muito menos escrever num blog. Também destaco aqui, que alguns dos meus ex-professores trabalharam e trabalham comigo hoje, ou seja, para mim eles são mais do que profissionais são meus amigos.

Assim, para completar a minha homenagem a todos os mestres, deixo um vídeo da Revista Nova Escola mostrando o dia a dia da professora Eliane Correa, do CEU Navegantes, em São Paulo, responsável pelo Atendimento Educacional Especializado da escola. Sua história nos ajuda a entender as principais dificuldades das pessoas com deficiência e a estrutura das escolas brasileiras para a inclusão.



E para concluir, deixo aqui todo o meu respeito a essa linda profissão, um muito obrigada a todos os professores e professoras que me aturaram e me ensinaram a trabalhar em equipe, a ter responsabilidade. E por fim, um enorme beijo a todos os meus atuais colegas da escola onde trabalho.


E vocês, tem alguma história interessante do tempo da escola? Lembram de algum professor legal? Então, nos conte!!!

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