quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Câncer de mama e as mulheres com deficiência



Geeeente, estamos no outubro rosa e as informações sobre o câncer de mama estão a todo vapor. Mas, como sou adepta da teoria que informação e prevenção devem andar de mãos dadas resolvi compartilhar com vocês um post escrito, no ano passado, pelo jornalista Jairo Marques da Folha de S. Paulo.
No post intitulado “É rosa também para as ‘malacabadas’”, é abordado  o câncer de mama nas mulheres com deficiência, que além da doença tem de encarar a falta de acessos.

Neste ano, duas leitoras/seguidores/amigas descobriram nódulos cancerígenos no seio. Ambas com deficiência.
Digo isso para lembrar que a condição física das pessoas não é repelente natural para que não haja prevenção, para que não haja uma preocupação para que as mulheres “malacabadas” não se cuidem.
Há sim, fatores que podem dificultar essa tomada de consciência: postos médico sem acessibilidade, falta de transporte até os centros de diagnóstico, falta de informação, medo de “encontrar outro problemas” e até falta de autoestima.
Contudo, nada disso vai proteger as mulheres de terem a doença. O “Outubro Rosa” está aí e o alerta para meninas acima de 40 anos façam os exames é VALE PARA TODAS.
Segundo o Hospital do Câncer de Barretos, um dos melhores do país, todo mamógrafo é acessível e pode ser ajustado para a altura de uma cadeirante ou uma mulher com nanismo, por exemplo, o que falta é qualificação e informação para que o exame e um bom atendimento sejam realizados.
Paciente cadeirante realiza exame de mamografia no Hospital de Câncer de Barretos. O equipamento pode ser ajustado para atender mulheres com deficiência
A instituição resolveu, inclusive, criar uma campanha exclusiva com o olhar para a diversidade, alertando a necessidade de mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos a realizarem o procedimento médico.
Todas as carretas do hospital que vão ao encontro das pacientes possuem elevador para que mulheres cadeirantes possam fazer seus exames sem estresse e com conforto.
Carreta do Hospital do Câncer de Barretos tem elevador (à direita na imagem), o que possibilita o acesso de cadeirantes
“Tio, e se recusarem me examinar ou disseram no posto de saúde que não podem me atender?”
 Há caminhos a seguir: relate o problema às secretárias da saúde (municipal, estadual), procure uma entidade de apoio à mulher (existem dezenas), registra queixa no Ministério da Saúde.
O que não é possível é ser apartada de um cuidado tão importante.

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