sexta-feira, 25 de março de 2016

05 Benefícios do chocolate para nossa vida


Gente, o chocolate é o doce preferido de cerca de 90% dos brasileiros incluindo essa blogueira que vos escreve. Assim, a Páscoa é o período de comer Ovos da Páscoa e sobremesas com chocolate. Entretanto, durante muito tempo acreditou-se que ele só trazia malefícios à saúde mas, o tempo passou e descobriu-se que o chocolate apresenta grandes vantagens para a saúde.

E a Professora Rosimeire Feliciano Oliveira, escreveu um artigo mostrando 05 benefícios do chocolate para nossa vida. Então, confira abaixo algumas dicas da professora para você comê-lo sem culpa.
Ele mantém o seu coração saudável
A mais recente pesquisa faz um backup de reivindicações sobre o chocolate ter benefícios cardiovasculares: Um estudo com mais de 31.000 mulheres, aquelas que comeram uma ou duas porções de chocolate escuro a cada semana reduziram seu risco de insuficiência cardíaca em até um terço.

Ele ajuda você a perder peso
Nós não estamos te enganando! O chocolate escuro tem muito mais recheio, oferecendo mais sensação de saciedade do que o chocolate light. Desta forma, o chocolate escuro diminui os desejos por alimentos, salgados, gorduras e doces. É preciso dizer mais?

Ele reduz o estresse
Quando as pessoas ficam muito ansiosas comem 30 gramas de chocolate escuro todos os dias, durante duas semanas, os seus níveis de hormônio do estresse são significativamente reduzidos e os efeitos metabólicos do estresse foram parcialmente reduzidos. É por isso que o chocolate é um ótimo alimento para comer.

Ele protege contra o sol
Chocolate é cheio em flavonóides, que têm poder de proteger do sol. Quanto maior a ingestão de flavonóides, mais tempo levará para desenvolver uma queimadura de sol.
Isso não significa que você deve deixar o protetor solar de lado, isso significa apenas que você pode começar a desfrutar de chocolate que vai ter uma segurança a mais contra o sol.
Ele mantém você inteligente
O chocolate reduz o stress, mas também irá aumentar seu poder cerebral quando você realmente precisar dele. Ingerir cacau rico em flavanol aumenta o fluxo sanguíneo para certas partes do cérebro entre 2 a 3 horas, o que poderia melhorar o desempenho e agilidade em curto prazo.


Como vimos o chocolate tem vários benefícios e incluí-lo na dieta é uma forma sabia principalmente se você gosta muito dessa guloseima e sofre com a falta dela.
O melhor método para ter o peso ideal em qualquer época é não se privar das coisas que você gosta e sim comer com mais sabedoria controlando a quantidade e a ansiedade.
Se você tem muita ansiedade por doce, coma sempre uma fruta 10 min antes de ir para uma sobremesa seja de chocolate ou não, dessa forma você terá mais controle e sucesso na dieta.
O chocolate não é engordativo se você usar de maneira correta. Você pode consumir até 25 gramas por dia, acima de 75% de cacau, sempre de cor mais escuro e meio amargo.
Lembre-se de combiná-lo com frutas, iogurte, utilizá-lo em pó adicionando ao leite de manhã ou comer uma pequena barra de 25 gramas após o almoço, essas são as melhores opções para consumir o chocolate.
Dessa forma ele traz mais benefícios à saúde e vai ajudar você a emagrecer por várias razões como: diminui a saciedade por doces, diminui a fome, acelera o metabolismo e outros.
Além do chocolate existem outros alimentos que promovem o alivio do estresse e ansiedade.

Espero que tenham gostado do post, da Professora Rosimeire, e quem quiser pode mandar seus artigos, dicas e receitas (por email claudiacma7@gmail.com) que esse espaço é dedicado a vocês que estão aqui comigo todos os dias. E não esqueçam de me seguir lá no Instagran e Facebook e acompanhar muitas dicas de saúde, bem estar e emagrecimento Aqui
Feliz Páscoa!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Pessoas com Deficiência poderão usar serviço da Catho gratuitamente


A Catho liberou o uso gratuito de sua plataforma para Pessoas com Deficiência (PcD). Agora, esses profissionais poderão usar os recursos da Catho para buscar oportunidades de trabalho, encurtando o caminho até empresas que procuram PcD para compor suas equipes.
Segundo Luis Testa, diretor da Catho, há um número cada vez maior de Pessoas com Deficiência que saem de escolas e universidades e querem entrar no mercado de trabalho, mas têm dificuldade para conseguir uma oportunidade profissional.
Do lado das empresas, seja pelo cumprimento da lei de cotas ou pela valorização da diversidade no ambiente de trabalho, também é crescente o interesse pela contratação de Pessoas com Deficiência para ocupar posições em aberto.
“Observando esse cenário, a Catho tem o objetivo de ser uma espécie de “ponte” entre empresas e candidatos com deficiência, ampliando as possibilidades de contato entre essas duas pontas do mercado de trabalho”, afirma Testa.
Para ter acesso à Catho gratuitamente, será necessário acessar uma área específica do site e fazer o upload de um documento que ateste qual deficiência o candidato possui. O arquivo pode ser tanto um laudo médico quanto o Certificado de Reabilitação Profissional emitido pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Nesse momento, a pessoa também terá de fazer upload de uma versão atualizada de seu currículo.
Dessa forma, a Catho fará uma verificação das informações antes que o perfil do PcD esteja disponível para consulta por profissionais de RH, um aspecto crucial para recrutadores, dado o alto índice de informações inverossímeis ou imprecisas descobertas somente no momento da entrevista.
Outro diferencial importante do serviço é o fato de que todas as vagas publicadas na Catho estarão disponíveis também para a candidatura de PcD. O profissional de RH poderá indicar, porém, que tipo de deficiências são aceitas considerando os requisitos da vaga e, quando julgar necessário, continuará contando com o recurso de vaga exclusiva para PcD.
“Não seria justo limitar a participação do PcD em processos seletivos somente para determinados tipos de vagas. O profissional tem de ser avaliado primeiramente pelas qualidades técnicas que o credenciam a ocupar o cargo, independentemente da deficiência”, diz Testa.
Segundo uma pesquisa recente da Catho em parceria com a consultoria i.Social, a maior parte dos profissionais com deficiência (54%) afirma que oportunidades ruins de trabalho são a principal barreira na carreira. Com o estímulo à publicação de vagas para todos os profissionais, independente da existência de deficiência, , a Catho acredita que pode contribuir para uma melhora desse quadro.
Clique aqui e acesse o sistema.
Fonte:http://blog.catho.com.br/catho-na-midia/pessoas-com-deficiencia-poderao-usar-servico-da-catho-gratuitamente/


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quinta-feira, 17 de março de 2016

Preferência na restituição do Imposto de Renda para quem tenha pessoa com deficiência como dependente


O Estatuto da Pessoa com Deficiência, Lei 13146, de 06 de julho de 2015, foi publicado em 07 de julho de 2015, com início de vigência 180 dias após a publicação, ou seja, em 01 de janeiro de 2016.
Uma das regras trazidas ao ordenamento jurídico corrige uma injusta falha da legislação sobre oImposto de Renda. Os responsáveis por pessoas com deficiência, em especial os que são pais decrianças com deficiência, possuem diversas despesas médicas. Ao proceder o ajuste fiscal anual, por causa das despesas médicas, com muita frequência, são retidos na malha fina. É uma situação comum é vivenciada por muitos.
Pois bem, o artigo 108, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, alterou a lei 9250, de 26 de dezembro de 1995, acrescentando um §5o ao artigo 35, com a seguinte redação: “Sem prejuízo do disposto no inciso IX do parágrafo único do art. 3o da Lei no 10.741, de 1o de outubro de 2003, a pessoa com deficiência, ou o contribuinte que tenha dependente nessa condição, tem preferência na restituição referida no inciso III do art. 4o e na alínea “c” do inciso II do art. 8o.
Isso significa que o contribuinte, responsável por pessoa com deficiência, terá direito à preferenciana apreciação da restituição. Na prática, isso significa que a restituição será paga no primeiro lote, sem prejuízo de posterior fiscalização por parte da Receita Federal.
A regra tende a beneficiar os que já se encontram retidos em malha fina nos anos fiscais anteriores. Basta que seja procedida a ratificação da Declaração do Imposto de Renda, informando, em campo próprio, ser responsável por pessoa com deficiência.
Segundo a Lei 9259, artigo 35, podem ser considerados como dependentes os indicados na lei, que conta com a seguinte redação:
Art. 35. Para efeito do disposto nos arts. 4º, inciso III, e 8º, inciso II, alínea c, poderão ser considerados como dependentes:
    I – o cônjuge;
    II – o companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum por mais de cinco anos, ou por período menor se da união resultou filho;
    III – a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 anos, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
    IV – o menor pobre, até 21 anos, que o contribuinte crie e eduque e do qual detenha a guarda judicial;
    V – o irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até 21 anos, desde que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
    VI – os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal;
    VII – o absolutamente incapaz, do qual o contribuinte seja tutor ou curador.
  • 1º Os dependentes a que se referem os incisos III e V deste artigo poderão ser assim considerados quando maiores até 24 anos de idade, se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau.
  • 2º Os dependentes comuns poderão, opcionalmente, ser considerados por qualquer um dos cônjuges.
  • 3º No caso de filhos de pais separados, poderão ser considerados dependentes os que ficarem sob a guarda do contribuinte, em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente.
  • 4º É vedada a dedução concomitante do montante referente a um mesmo dependente, na determinação da base de cálculo do imposto, por mais de um contribuinte.
  • 5o Sem prejuízo do disposto no inciso IX do parágrafo único do art. 3o da Lei no 10.741, de 1o de outubro de 2003, a pessoa com deficiência, ou o contribuinte que tenha dependente nessa condição, tem preferência na restituição referida no inciso III do art. 4oe na alínea “c” do inciso II do art. 8o.
Enfim, diante dos gastos necessários aos cuidados de uma pessoa com deficiência, a norma representa um pequeno alívio financeiro, na medida que garantirá a restituição de forma mais célere.
Por ser uma alteração legislativa recente e desconhecida, é importante que seja divulgada em todos os grupos que tenham alguma relação com as pessoas com deficiência.

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http://sabermelhor.com.br/preferencia-na-restituicao-do-imposto-de-renda-para-quem-tenha-pessoa-com-deficiencia-como-dependente/

quarta-feira, 16 de março de 2016

Por que a fila preferencial é tão desrespeitada?


Você sabia que o 1º e o 2º artigo da Lei de Acessibilidade, sancionada em 2000, trata sobre a prioridade de atendimento a pessoas com deficiência, pessoas da terceira idade, mulheres grávidas e lactantes? Mas, por que em pleno ano de 2016 muitas pessoas desrespeitam essa lei? Você sabia que quem é beneficiado por ela, também desrespeita a lei?

Recentemente “todos os servidores ativos detentores de cargo de provimento, aposentados e pensionistas do Executivo Estadual, segurados pelo Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Norte[1]”, tiveram que fazer o Censo Cadastral Previdenciário.
As pessoas tinham que agendar, dias antes, pela internet o local e o horário de atendimento já que o mesmo era presencial. E na minha cidade os primeiros dias de funcionamento do censo foram marcados por alguns transtornos.Segundo alguns relatos de pessoas ao chegarem lá recebiam das atendentes uma ficha e ficavam aguardando o atendimento numa sala muito quente, já que o ar-condicionado não estava funcionando.
Muitas pessoas começaram a ficar incomodados com o calor e a demora e um senhor perguntou: “ Onde estava o atendimento prioritário já que, na ocasião, havia muitos idosos?” Diante das reclamações o atendimento passou a ser realizado em outra sala mais ampla, com ar-condicionado e respeitando a prioridade de atendimento.
Mas, por que será que nenhuma das atendentes por iniciativa própria zelaram pelo atendimento prioritário? Na minha opinião, houve uma falta de orientação dos gestores e, também a falta de sensibilidade das atendentes. Será que era tão difícil delas verem a necessidade de dá prioridade aos idosos que, geralmente, apresentam pressão alta, dores nas pernas, precisam ir para casa tomar seus remédios.
E essa falta de bom senso das atendentes também existe tanto nas pessoas que tem direito ao atendimento preferencial, quanto nas pessoas que devem respeitar o atendimento preferencial.Assim, não é difícil encontrarmos na fila de um banco pessoas que tem direito ao atendimento preferencial com as mãos repletas de boletos, dos vizinhos, filhos e amigos. Ou seja, essas pessoas ao usarem a lei e seu benefício de forma inadequada também estão desrespeitando a lei.
Ainda existem aquelas pessoas que fingem não estarem vendo na fila uma mulher grávida, ou com um bebê no colo. E para terminar muitas das pessoas que tem direito ao atendimento preferencial não se sentem a vontade para exigir seus direitos com medo da reação das pessoas.Isso acontece principalmente, quando sua necessidade não é visível como uma lactante que precisa retornar o mais rápido possível para casa, para amamentar a criança.

Enfim, termino esse post fazendo as seguintes perguntas: Você ou alguém da sua família já precisou do atendimento prioritário? Precisou reclamar para que o mesmo fosse cumprido? Nos lugares que você frequenta o atendimento prioritário é cumprido, de modo adequado?


Deixe as respostas dessas perguntas nos comentários. E não deixem de compartilhar esse post e acompanhar o blog, curtindo as páginas do  Facebook  e do Instagran.


domingo, 13 de março de 2016

Concurso Moda Inclusiva abre inscrições para estudantes e profissionais da área


Estão abertas, de 07 de março a 10 de junho, as inscrições para a 8ª edição do Concurso Moda Inclusiva 2016. Iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, o concurso tem objetivo de promover um importante debate sobre moda diferenciada, e incentivar o surgimento de novas soluções de vestuário para as pessoas com deficiência.

Podem participar estudantes de cursos técnicos, universitários, alunos de cursos livres e profissionais da área (Moda e Saúde) não só do Brasil, mas de todo o mundo. O concurso é também voltado ao público internacional, a fim de compartilhar soluções para o bem estar das pessoas com deficiência e trazer novos conceitos à moda.

As inscrições devem ser feitas até 10 de junho, no site da Moda Inclusiva, em que podem ser obtidas mais informações sobre o concurso. Os 20 melhores trabalhos inscritos serão apoiados com tecido da Vicunha Têxtil para a confecção das roupas e participarão do desfile final em um grande evento no final do ano, na capital paulista. As três melhores colocações serão premiadas.

O concurso tem o objetivo de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, com trajes adequados para as pessoas com deficiência e a construção de uma sociedade para todos que prioriza a eliminação de barreiras arquitetônicas, ambientais e estéticas. Faz com que jovens estilistas lancem um novo olhar e soluções que facilitem o cotidiano, e permite que elas sejam as protagonistas da passarela e ganhem as ruas com elegância e estilo. Além de ajuda-las na autoestima e na autonomia, permitindo que encontrem trajes acessíveis.

O Brasil tem, hoje, cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Somente no Estado de São Paulo, esse contingente ultrapassa 9 milhões. Há um grande mercado de produtos e serviços para atender as demandas específicas desse segmento.

O concurso culmina com os vencedores desfilando sua criação para autoridades e convidados.
SERVIÇO:

VIII Concurso Moda Inclusiva
Data de inscrições: 07 de março a 10 de junho de 2016

FONTE: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ultimas-noticias/concurso-moda-inclusiva-abre-inscricoes-para-estudantes-e-profissionais-da-area

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sábado, 12 de março de 2016

Cuidados com os cabelos loiros


Hoje começo com um dica para quem sonha com aquele cabelo loiro incrível, que é buscar um profissional que possa te auxiliar e te indicar os melhores produtos para seu cabelo. 
Desde que comecei a clarear o meu cabelo, percebi que o mesmo ficou mais seco e poroso, então como eu não consigo sossegar com as químicas, tenho que recorrer a uma boa hidratação  poderosa para eles se manterem com leveza e brilho

Lá no Salão da Jô Araújo, tem uma linha completa e perfeita para cuidar dos cabelos loiros.A Voganni  Cosmética, apresenta uma sofisticada tecnologia de tratamento aliada a ativos como o Pró-Ex e o Quinoa; que  juntos atuam fortalecendo e recuperando os fios extremamente danificados e envelhecidos por processos químicos.


Meu cabelo ficou super macio, fácil de pentear e com um brilho muito bonito!!
E para quem for de Caicó-RN, e quiser marcar um horário com Jô, fica o facebook dela aí :Salão de Jô Araújo

E aí meninas, gostaram das dicas? Então, não esqueçam de compartilhar esse post e  me acompanhar no Instagran e Facebook

Beijos!
PS: Esse post foi 100% da minha autoria.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Conheça a história de Juliana, uma sobrevivente do AVC, e seu trabalho nas redes sociais

Hoje com o acesso fácil a internet a maioria das pessoas tem acesso mais fácil a vários tipos de  informações. Entre elas sobre educação, lazer, cultura e saúde. Segundo Ana Leite, nenhuma informação sobre saúde presente na Internet “[...] substitui a avaliação, prescrição e acompanhamento de um profissional. Temos que ter sim cuidado com as fontes, mas também temos que usar sim sites e blogs que trazem informações e se transformam em incentivos para tantas pessoas que pessoas que passam por situações semelhantes”. 


Além dos sites temos hoje, outras redes sociais como Facebook, Instagran, que também nos trazem informações valiosas como é o caso da página juliananovo_acessibilidade, criado por Juliana, uma advogada, que teve um acidente vascular cerebral (AVC), há 06 anos atrás, ficando sem mexer “[...] nenhuma parte do corpo, apenas piscava o olho (era como eu me comunicava – uma piscada significava sim e duas não)”.Curiosos para saber mais sobre  sobre a vida da Juliana e o sucesso que ela vem fazendo nas redes sociais? Então, vejam a entrevista abaixo.

Qual seu nome? Idade? Onde nasceu ? Profissão?
Meu nome é Juliana, tenho 31 anos, sou aqui da cidade de São Paulo e sou advogada. Trabalhava no departamento jurídico de um grande banco, mas, no momento, não estou exercendo a profissão para me dedicar somente à minha reabilitação.
Como era sua vida antes do AVC?
Tive o AVC muito jovem, tinha só 25 anos e estava criando minha independência. Estudava, trabalhava, tinha uma rotina bem corrida. Na época eu namorava, ia à praia com frequência , saía muito com meus amigos, estava sempre fazendo muitas coisas e, de repente, minha vida mudou. Me vi impossibilitada de sair de casa e realizar atividades corriqueiras. Nem sentada eu conseguia ficar... Não comia, usava sonda gástrica, traqueostomia, mexia só os olhos, usava fraldas, respirador....

Como foi o dia que você teve o AVC?
Era um dia comum. Uma quarta-feira, depois do almoço. Foi uma situação repentina e não tive nenhuma pista de que um AVC estava por vir. Fui almoçar, voltei para o trabalho e, de repente, estava sentada em frente ao computador quando, sem esperar, senti uma dor de cabeça muito forte. Comecei a ficar tonta e enxergar pontinhos, como numa crise de enxaqueca. Então uma colega foi pegar um remédio, mas logo levantei para ir ao banheiro, pois estava muito enjoada. Lá desmaiei, fui socorrida e levada em seguida por uma ambulância para um hospital. Acordei só um mês depois.
Fazia exames de rotina sempre, então sabia que estava tudo certo comigo. Depois do AVC os médicos investigaram bastante e chegaram à conclusão de que, provavelmente, foi causado pelo uso de pílula anticoncepcional.

O que você sentiu e pensou quando soube que tinha sofrido um AVC ?
Não tive um momento de choque ao saber do AVC. Fiquei em coma por um mês e, quando acordei, estava tão debilitada que não conseguia ter nenhuma reação de tristeza ou revolta. Não mexia nenhuma parte do corpo, apenas piscava o olho (era como eu me comunicava – uma piscada significava sim e duas não). Tinha consciência de que uma coisa muito grave tinha acontecido, mas soube aos poucos que tinha tido um AVC.


Foi difícil o processo de recuperação? Qual o papel da sua família e amigos durante esse processo?
Posso dizer que ainda estou em recuperação. Apesar de já fazer 5 anos, ainda faço muita fisioterapia, terapia ocupacional , fono e apresento muitas melhoras. Todos à minha volta tiveram e tem muita importância nesse processo. Ainda moro com meus pais e, aqui em casa, sempre tive todo suporte necessário para a minha recuperação. Após ter alta do hospital, durante oito meses, fui atendida em casa por um “ homecare”, pois precisava de cuidados permanentes e especializados.

Todos se comoveram muito com meu caso, tive muito apoio da família e de amigos. Nesse ponto, aconteceram coisas bem legais. Amigos que haviam se afastado voltaram e até hoje permanecem ao meu lado. A maior parte das pessoas aceitou muito bem minha nova situação e me ajudou bastante. Durante muito tempo meus amigos vinham me visitar em casa (por volta de 6 meses ainda não podia sair) e depois, foram me encorajando e auxiliando a voltar a fazer as coisas (ir ao cinema, sair para jantar, viajar). Hoje em dia, sou noiva de uma pessoa que entende e aceita muito bem as minhas limitações.
Teve alguma coisa que você se agarrou e que foi essencial para sua recuperação?
Então.... Quase morri e médicos falaram que fui um milagre, pois além de viva, meu cognitivo estava preservado. Quando uma coisa dessas acontece fica praticamente impossível não se apegar a Deus né?
Além disso, me foquei muito na minha reabilitação, pois via resultados. Me dediquei com muito empenho na fisioterapia. Fazia e conseguia perceber muitas melhoras. Posso dizer que tinha na cabeça a meta de me recuperar o máximo possível que eu conseguisse.

O que mudou na sua vida após o AVC?
Nossa.... É até difícil falar....muita coisa mudou! A minha percepção do mundo é diferente agora. Consigo enxergar o quanto nossa vida é frágil e que em apenas um segundo a situação pode mudar completamente. Antes só via as coisas acontecendo com as outras pessoas e aí quando acontece com você é diferente! O que também mudou muito foi a minha relação com a deficiência... reparava muito pouco nessa questão. Os deficientes estão em todo lugar, mas não observava tanto.
Agora vejo mais pessoas que passam por problemas parecidos e gosto muito da convivência com elas.

O que te motivou a criar a página no Facebook e o Instagram juliananovo_acessibilidade?
Depois de tudo, surgiu em mim uma vontade muito grande de lidar com questões de inclusão e de lutar por isso. Também, quando tive o AVC, eu e minha família ficamos muito perdidos. Há uma dificuldade imensa em conseguir informações, opiniões, dicas de quem já passou por isso. O juliananovo_acessibilidade é uma forma de começar a abordar essas questões e ajudar quem está passando por situações semelhantes.


Quais seus planos para o futuro?
No começo eu queria que minha vida voltasse a ser exatamente como era antes do AVC, mas agora esse deixou de ser meu grande desejo. Quero me recuperar, na medida do possível, o suficiente para conseguir ter independência (cada dia sinto que estou mais próxima disso) para poder viajar sozinha, dirigir de novo, casar, ter filhos, etc.
Como sou formada em direito, penso muito em unir essa área e a acessibilidade. Há muito a ser feito e tenho certeza que posso ajudar, seja exigindo novas leis, seja obrigando o cumprimento das normas, etc
Que mensagem você deixa para os leitores desse blog?
Nesses 5 anos, depois de muita terapia kkkk, aprendi que temos que ser otimistas e nos assumir como somos, sem medos ou vergonhas. A partir do momento que aceitamos nossos problemas, fica mais fácil os outros respeitarem. Vão olhar mesmo....e daí??? Deixa olhar!
Não deixem de sair de casa por isso.
Minha dica é: saiam, namorem, viajem, tenham amigos, não tenham vergonha de ser quem vocês são.
Obrigada, Juliana pela oportunidade de poder falar um pouco da sua vida, do seu trabalho e dos seus sonhos.

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