segunda-feira, 7 de março de 2016

Como é ser mulher com deficiência?



Olá meus amores!
Como vocês sabem dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher, dia que conforme Maria Célia Orlato Selem “ [...] deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países".

Mas será que as mulheres com deficiência conquistaram os mesmos direitos das mulheres sem deficiência?Como é ser mulher com deficiência?
O Programa Cidadania da TVE, convidou a psicóloga e integrante do grupo Inclusivas Vitória Bernardes e a doutoranda em educação e blogueira Bruna Rocha da Silveira para discutirem  os desafios enfrentados pelas mulheres com deficiência no cotidiano e os preconceitos da sociedade com os quais as mulheres com deficiência lidam .

Para elas se ser mulher já é uma luta constante , ser mulher com deficiência é uma outra luta bem mais difícil. É importante destacar que nós mulheres com deficiência fazemos parte de todos segmentos sociais. Afinal de contas, podemos ser negras, jovens, idosas, pobres, ricas, quilombolas e termos uma deficiência. Conforme o texto Violência contra Mulheres com Deficiência,

“Comparadas aos homens com deficiência, as mulheres com deficiência têm, em geral, menos acesso a cuidados médicos qualificados e à reabilitação; recebem medicamentos, ajudas técnicas e outros tratamentos que sejam menos dispendiosos; e têm menos acesso a apoios sociais, educação superior e oportunidades de emprego. Uma consequência desta desigualdade é que as mulheres com deficiência são destituídas de seus direitos à inclusão social e são, com frequência, forçadas a viver em pobreza”.(p.6)

Ou seja, somos cerca de 24 milhões de mulheres com deficiência no Brasil e a questão do gênero é um complicador a mais que nos coloca em dupla desvantagem e vulnerabilidade. Daí sermos vistas como pessoas frágeis que precisam ser cuidadas sendo negado muito dos nossos direitos.

Daí a psicóloga Vitória Bernardes ter destacado que diariamente há a negação do nosso jeito. Daí ela traz o exemplo, do banheiro adaptado por este se localizar normalmente a parte tanto para homens e mulheres. Nesse caso, nos é negado o direito de irmos com nossas amigas juntas ao banheiro como estes também não possuem espelho. Pequenos detalhes que fazem a diferença, né?!

Ela ainda destacou que quando engravidou ouviu vários comentários sem noção do tipo “Agora é mais um para sua mãe cuidar”. Ou seja, as pessoas pensam que não podemos ter vida sexual, nem o direito de exercer a maternidade. O texto Violência contra Mulheres com Deficiência também menciona,
“A falta de sensibilidade, de treinamento adequado dos profissionais de saúde ou de adaptações razoáveis nos cuidados de saúde das mulheres pode produzir resultados graves e fatais, como foi demonstrado pelo relato de uma mulher, de 30 anos de idade, que não podia comunicar-se eficientemente com as enfermeiras durante o trabalho de parto. Ela não estava sabendo que iria dar à luz gêmeos e, por isso, parou de fazer força após a saída do primeiro bebê. Ela contou [em sinais]: “(A enfermeira) foi muito rude comigo e ela não conhecia a língua de sinais. Ela não conseguiu me dizer para eu continuar fazendo força. Ela não me orientou. Meu segundo bebê morreu” (p.6)

Então é isso, tenham um pouco mais de sensibilidade, parem de achar tantas “coisas” sobre nós e  aprendam a nos ouvir um pouquinho mais.

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