sexta-feira, 1 de abril de 2016

O capacitismo no dia a dia das mulheres com deficiência


Olá, meus Amores!Tudo bem, aí, com vocês?
Amanhã estarei indo proferir uma palestra sobre a mulher com deficiência, então, tive a ideia de transformar o tema em postagem. No momento, de elaborar o roteiro da palestra e consequentemente da postagem me veio a ideia de discutir as dúvidas que as pessoas sem deficiência tem em relação as pessoas com deficiência em especial as mulheres com deficiência.


Vanda Maria Campos Salmeron Dantas, nos informa que, “Ser homem ou mulher na sociedade, ainda persiste divisões de papéis sociais, mesmo com as conquistas de liberdade que a mulher adquiriu no decorrer das lutas pela igualdade de diretos entre homens e mulheres. No caso das mulheres com deficiências a batalha continua constante, devido a uma sociedade em que persistem valores e cultura que contribuem para o preconceito em relação à mulher com deficiência”.











Assim, se você encontrasse essas pessoas acima ficariam curiosos para saber o que aconteceu com elas? O que você diria a elas? Você alguma vez ao ver uma pessoa com deficiência chegando em lugares comuns como a igreja, achou a situação inusitada? E quantas vezes, você já pensou ou chegou a dizer ao olhar uma menina com deficiência “que futuro terá ela?" E com certeza, você pensou algo do tipo ao olhar o casal de cadeirantes "nossa, que lindo dois cadeirantes casando" e ao olhar essas modelos cadeirantes você deve ter pensado "tão lindas para estarem numa cadeira de rodas".Sei que as pessoas pensam e falam, dessa forma, sem maldade porém,  elas têm o dever de saber  que estão reproduzindo uma série de preconceitos capacitistas. Entenderam?!  Não?!


Júlia Mello nos fala que “o capacitismo é a noção de que pessoas com deficiência são inferiores, seja por razões biológicas, psicológicas ou sociais. Através de insultos, agressões ou muuita pena, o mundo acaba levando todos – inclusive elas – a acreditar que é melhor que fiquem em casa”.Eu mesma se a cada vez que uma pessoa falasse para mim, “Você é um exemplo!” e caísse R$ 100,00 na minha conta eu estava rica.  Então, vamos discutir algumas dessas frases e pensamentos, para não sair repetindo por aí?!
Minha cara esperando os R$ 100,00 
  1. Ela morrerá após a 1ª menstruação;
Se esse fato não tivesse acontecido comigo eu ia dizer que era uma piada. Gente, as jovens com deficiência não são assexuadas, elas apresentarão um ciclo menstrual da mesma forma que uma jovem sem deficiência inclusive com direito a cólicas e TPM.


2)  Mulher com deficiência pode ter filhos?
Se ela não tiver nenhum impedimento com relação à fertilidade, poderá engravidar da forma tradicional. Caso contrário, poderá optar por um serviço de reprodução assistida, ou adotar uma criança.  Muitas mulheres com deficiência congênita relatam que chegam a receber conselhos do “melhor não ter filhos, caso ele nasça com deficiência”. A psicológa Vitória Bernardes, que é tetraplégica, relatou em O Programa Cidadania da TVE que quando engravidou ouviu vários comentários sem noção do tipo “Agora é mais um para sua mãe cuidar”. Ou seja, as pessoas pensam que não podemos ter vida sexual, exercer funções dentro e fora de casa.




3)  Elas podem ter um câncer?
Nossa condição física não nos afasta dessa terrível doença. Já a  a falta de adaptação dos equipamentos adaptados e de acessibilidade nas unidades de saúde, a falta de capacitação dos técnicos de saúde,  a falta de transporte até os centros de diagnóstico, falta de informação, medo de descobrir algo e até falta de autoestima nos deixam mais suscetíveis a doença.Ou seja, há a necessidade de mudar essa realidade.


4) Tão linda e na cadeira de rodas
Eu sei que a mídia impõe um padrão surreal de beleza feminina  que apenas mulheres altas, magras, loiras e popuzudas são bonitas, mas PASMEM! Mulheres de todos as alturas, corpos, cores e jeitos podem ser bonitas, na visão de Mila Correa é “como se as pessoas consideradas bonitas não ‘merecessem’ passar por uma deficiência, pior, como se deficiência fosse uma espécie de castigo nas quais as pessoas que elas consideram bonitas não deviam passar, porque beleza seria uma virtude”.






5)  Nossa, mas você nem parece que é deficiente
Existem vários tipos de deficiência e cada uma com sua especificidade . Como ainda lembra  Mila Correa, há  “[...] pessoas com  deficiência física, auditiva, visual, até mesmo invisível (pessoas colostomizadas, por exemplo) não dá para colocar as pessoas organizadas em prateleiras, por rótulos, porque, sempre bom lembrar, elas não são geléias. Até quem é, como eu, cadeirante, pode ser assim por causa de uma lesão medular, doença congênita, amputação, ou seja não dá pra achar que, por eu estar na cadeira de rodas, sou igual a prima da vizinha que também está”.



6) Qual sua doença?
Pergunta geralmente feita por estranhos. Como um certo dia, eu vinha na calçada com uma amiga e um senhor que nunca vimos antes perguntou minha amiga “é de nascença?”  Não há problema algum em falarmos o que aconteceu e nos fizeram ficar numa cadeira, ou usar uma bengala. O que nos irrita  é quando a pessoa, antes de te reconhecer como ser humano, pensa que você está ali para distraí-lo com alguma história sublime.Daí aja paciência.


7)Nossa mas, apesar de tudo você é tão feliz
Somos iguais a você, não somos seres especiais nem tão pouco super-heróis. A deficiência não é um estado de espírito. O que interfere no nosso humor é a falta de acesso, mas isso não nos torna pessoas depressivas e infelizes. Daí Mila Correa,  ter dito que a “[...] deficiência é algo que jamais deve ser ignorado ou minimizado, mas também não é o fim do mundo [...].”



Agora que você sabe de tudo isso, que tal colocar as informações em prática e parar com esses tipos de frases e pensamentos preconceituosos?

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Um comentário:

  1. Claudinha você é muito linda! Que sorriso contagiante. É muito bom ler tuas ideias. Beijão gatinhaaaaaa

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