segunda-feira, 27 de junho de 2016

Como a tecnologia pode tornar a cidade acessível para todos

Wallace Ugulino conversará com os internautas no Diversidade na Rua para debater como os cidadãos podem tornar a mobilidade um direito (efetivo) para todos
Coisas simples como um piso tátil, a poda de árvores que se projetam para as calçadas (o que gera um risco para a segurança de pedestres cegos), a falta de rampas e calçadas regulares para o tráfego de cadeirantes, idosos e muitos outros problemas de acessibilidade tornam nossas cidades um espaço excludente, cujas possibilidades de uso prejudicam em muito a mobilidade das pessoas. É necessário compreender quais são os principais problemas, mas também quais são as oportunidades de desenvolvimento tecnológico que nós - enquanto sociedade - devemos aproveitar independente do investimento público para que essa realidade se transforme.

Diante desse cenário, na próxima quarta-feira, 29 de junho, às 19h30, o site Diversidade na Rua, da Mercur realizará um Debate Aberto ao público com o pesquisador em pós-doutorado na UFRJ, Wallace Ugulino. Ele conduz pesquisas em computação móvel e wearable, com especialidade em tecnologia assistiva para idosos e indivíduos com deficiência. Wallace criou, em sua tese de doutorado, óculos para pessoas cegas ou com deficiência visual que fazem o mapeamento e a descrição do local e dos objetos presentes.

“Quais tecnologias um pesquisador como eu deveria investigar para melhorar a mobilidade de cegos? Sabemos que GPS tem uma precisão ainda inadequada para a mobilidade de cegos, mas quais detalhes devemos adicionar para que o conjunto de informações seja mais útil para o pedestre cego, para o cadeirante, para o surdo? Se você foi cadeirante por uma semana, como fez para transitar? Que recursos da cidade lhe foram úteis? Se você é cego e memoriza algum ponto de referência para se encontrar nessa cidade que não te apoia, que pontos de referência são esses? Será que nós, cidadãos, poderíamos mapeá-los com tecnologia para ajudar a tornar a mobilidade um direito (efetivo) de todos?” questiona Wallace.

Por ser aberto ao público, qualquer pessoa que tenha interesse no tema pode participar do debate, basta acessar o site(www.diversidadenarua.cc/debate). O formato é como o de um fórum: as questões são lançadas pelos participantes e todas as respostas podem ser replicadas. Para interagir é preciso fazer um cadastro rápido e simples. Também é possível acompanhar os principais momentos do debate pelo Twitter do Diversidade na Rua (https://twitter.com/diversidade_rua).

SERVIÇO
Debate aberto Diversidade na Rua
Tema: Tecnologia para tornar a cidade para todos
Data: 29 de junho
Horário: 19h30
Para participar acesse: http://www.diversidadenarua.cc/debate

Sobre Wallace Ugulino:
Wallace Ugulino é Apple Distinguished Educator (ADE, turma de 2015) e pesquisador em pós-doutorado na UFRJ, onde conduz pesquisas em computação móvel e wearable, com especialidade em tecnologia assistiva para idosos e indivíduos com deficiência. Obteve o título de Doutor em Ciências em 2014 (PUC-Rio), com tese intitulada: "Wearables para Apoiar a Representação Espacial por Indivíduos Cegos". Obteve o Mestre em Informática em 2010, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO, 2010). Os interesses de pesquisa incluem tecnologia assistiva móvel e wearable, dispositivos cientes de contexto e apoio computacional para a aprendizagem e trabalho em grupo.
Ugulino no Twitter @ugulino
Fone: (21) 987 101 505

Sobre a Mercur:
A Mercur é uma empresa brasileira, fundada em 1924 na cidade de Santa Cruz do Sul (RS) e começou sua trajetória com produtos derivados da borracha. Com o passar dos anos e o repensar constante das suas atividades, a empresa entende que tudo que é produzido para atender as necessidades humanas tem um impacto no ambiente, indivíduos e na sociedade.
A Mercur assume publicamente o compromisso de participar com pessoas e organizações na criação de soluções sustentáveis. Nessa caminhada a empresa tem descoberto novas maneiras de construir soluções com as pessoas, a partir das necessidades delas. Atualmente a empresa conta com cerca de 700 colaboradores com um portfólio de produtos voltados aos segmentos de educação, saúde, como: borrachas de apagar, bolsas térmicas, muletas e produtos voltados a pessoa com deficiência. A companhia também atua na área industrial com soluções customizadas, disponibilizando lençóis de borracha e peças técnicas, bem como pisos especiais e revestimentos.

Mercur na Web:
Site da Mercur: www.mercur.com.br
Mercur no Facebook: Mercur Oficial
Mercur no Twitter: @mercuroficial
Mercur no Youtube: Mercur S/A
Nas redes sociais, utilize a hashtag: #bompratodomundo

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domingo, 26 de junho de 2016

Babado: Cadeirantes e idosos vão dançar em Caicó


Gente, tenho um babado para contar para vocês. Wellington Cassimiro está com a ideia de colocar os cadeirantes e idosos de Caicó para mexer os esqueletos. Aposto que vocês devem está pensando que ele bateu a cabeça; ou que o sol quente de Caicó deve está queimando os miolos dele. Ou então, vocês devem está se perguntando e cadeirante dança? Dança sim, e para aqueles que duvidam, clique na foto abaixo que vocês vão ver.essas garotas dançando.
Tenho que confessar que não compreendo muito a respeito dos movimentos de dança, seus significados e finalidades. Mas, uma coisa é fato é impossível assistir esse vídeo e não se encantar com tantos saltos, giros e movimentos tão bem sincronizados. E aí, agora que vocês já viram que é possível, viram a autoestima e capacidade motora, cliquem na foto de Wellington Cassimiro e vejam tudo o que ele falou para Glaúcia Lima e Suerda Medeiros.
Eu acho que esse projeto merece nota 10 . E que nota vocês dão?

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sábado, 25 de junho de 2016

Os papéis da família, da escola e dos amigos na vida de um aluno com deficiência


Gente, essa segunda-feira(20/06/2016) fui convidada para dar uma palestra na Escola Estadual Antônio Aladim, na cidade de Caicó-RN. O colégio possui três alunos com deficiência que convivem com alunos sem deficiência que muitas vezes excluem e ficam sem paciência com as atitudes, gestos e ações dos colegas que são deficientes.Buscando solucionar a questão, sem culpar alguns alunos e vitimizar outros, a escola optou pelo diálogo  como meio de conscientização e esclarecimento.


Afinal de contas, o preconceito contra os alunos com deficiência ocorre por falta de informação. Daí a escola além de mim também convidou o Coordenador de Educação Inclusiva da 10ª Diretoria Regional de Ensino ( DIRED), que também é uma pessoa com deficiência, e exibiram dois filmes em que personagens com deficiência vivenciavam contextos positivos.
Na minha fala resolvi focar a importância da educação, da família e dos amigos na minha vida. Então, iniciei explicando qual era minha deficiência, as inúmeras viagens com minha mãe em busca de tratamento médico e as idas e vindas às sessões de fisioterapia, com minha prima ou meu pai que me levavam nos braços e muitas vezes a pé.
Depois contei para eles como foi minha infância, as brincadeiras na rua como pular cordas, pular amarelinha, andar no meio do mato, tomar banho nos açudes. Falei para eles da minha primeira escola que funcionava numa casa, depois do Educandário Santa Teresinha e do Centro Educacional Integrado do Seridó, escolas que no final do século XX, apesar de não serem adaptadas e nem obrigadas, por lei, a receberem alunos com deficiência me acolheram de coração.


Nesse tempo ninguém falava em educação inclusiva daí as escolas não possuírem naquele tempo banheiros adaptados, nem rampas com corrimão. Mas, meus colegas com muito carinho e sensibilidade acabavam tornando a escola um ambiente agradável “derrubando”, para mim, todas essas barreiras. Também falei do medo que eu tinha do primeiro dia de aula, medo de chegar lá e não encontrar meus colegas que sabiam tão bem adaptar aquele ambiente para que eu me sentisse igual a eles e elas.   
Também enfatizei que fui uma adolescente como qualquer outra da minha época que aos 15 anos desejava ter 18 anos, aos 18 anos queria ter 25 anos. Hoje aos 34 anos com muitos boletos  para pagar e problemas para resolver gostaria de voltar a ter 15 anos e ter como única preocupação o boletim escolar. Também desejava ir às festas de clube  com os amigos mas, quando falei que isso até hoje nunca foi possível vi nuvens de sinais de interrogação se formando acima das cabeças deles. Daí disse a eles que a acessibilidade passa longe, ainda hoje, dos clubes de Caicó. E daí eu falei que para uma pessoa com deficiência fazer parte daquela muvuca, com pessoas alcoolizadas te cercando por todos os lados é algo perigoso.
Ainda falei dos tempos da universidade, tempos em que vendíamos o almoço para comprarmos a janta. Nesse tempo o Ceres- Campus de Caicó também não era adaptado, um dos auditórios era no primeiro andar e para chegar lá tinha que subir uma escadaria imensa. Então,  eu agarrava firme o cangote de um colega e rezava para ele não ter nenhuma tontura.  E para eu trazer livros da biblioteca também não era fácil pois, eu usava duas muletas canadense, e para  trazer o livro eu tinha que levar minha bolsa que muitas vezes já estava bem pesada com outros livros. Desconfio, hoje, que os inúmeros torcicolos que eu tinha nesse período eram provenientes do peso que eu trazia  pois, eu andava a bolsa atravessada. Então, a bibliotecária Onilda com toda sua sensibilidade e carinho consentiu que meus colegas pudessem pegar os livros para mim.

E por fim, falei  do emprego, das pós-graduações e viagens que me trouxeram mais amigos e mais apoio da família. E ao terminar meu relato uma das professoras pediu para que eles falassem o significado da palavra direito. Já outro professor chamou uma aluna, colocou uma venda nos olhos dela, guiou ela pela sala  e depois pediu para ela relatar o que sentiu. Ela falou  que não era fácil andar sem enxergar e sem a ajuda do professor não conseguiria andar pela sala.
Mas, o que dizer de tudo isso? Inicialmente agradecer aos professores da E. E. Antônio Aladim pela ideia de  levar pessoas com deficiência para conversar abertamente com os alunos; mostrar a eles as inúmeras  barreiras que ainda precisam ser derrubadas; fazer com que eles compreendam que aqueles coleguinhas com paralisia cerebral, ou síndrome de down se estimulados na escola, poderão ter um futuro brilhante, como qualquer aluno sem deficiência; e também revelar que  aquele menino que usa cadeira, ao ser bem recebido no ambiente escolar, como eu fui,  vai adquirir força e ânimo para enfrentar o mundo e suas dificuldades aumentando as possibilidades de projetar um futuro mais independente.
E por último, mas não menos importante, gostaria de agradecer a minha família, aos meus professores e  amigos (da rua, do tempo da escola, da universidade, do trabalho e de tantos outros espaços como o blog), pelo fato de nunca terem desistido de mim, por terem aceitado conviver com alguém um pouco diferente deles . Enfim, vocês demonstraram nessas atitudes serem pessoas pacientes, inteligentes, sensíveis e amorosas.

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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Caicó/Seridó, região, de Muié macho, sim sinhô?


Minha ex- professora Vanuza Souza Silva, em uma entrevista, falou que “(...)ser mulher no Nordeste exige uma virilidade e a música de Luís Gonzaga é muito responsável por isso.” Daí a professora nos lembrar daquele famoso refrão ‘ Paraíba masculina/Muié macho, sim sinhô’”. E ela ainda destaca, e eu assino embaixo,  “(...) que a mulher do Nordeste não é necessariamente viril, existem as mulheres viris como em qualquer outra região do país.” Daí na Cerimônia de entrega do 6º Prêmio Igualdade de Gênero Vanuza Souza Silva, no auditório do MEC,  ter dito que a cultura nordestina possui códigos masculinizantes que violentam as práticas das mulheres  no nosso dia a dia.
E como Caicó é uma cidade localizada no sertão nordestino, resolvi ouvir um grupo de mulheres, denominado Movimento de Mulheres do Seridó (MMS), para saber como é ser mulher em Caicó/Seridó no século XXI e que tipo(s) de violência(s) são sofridas pelas mulheres em Caicó/Seridó. Para isso, “ouvimos”  a historiadora  Lêda Mayara e Lúcia de Fátima Araújo, presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres e professora da rede estadual de ensino.  Então, não percam a entrevista abaixo com essas duas mulheres de gerações diferentes.

Como é ser mulher em Caicó/Seridó no século XXI?
Lúcia:Irei responder como ser mulher e ser mulher feminista,que é o meu caso. Ser mulher em Caicó e região do Seridó no século XXI  é viver num lugar parado no tempo, um tempo que nos remete a séculos longínquos onde mulher era pra o lar,que poucas conseguiam alçar voos maiores,como por exemplo, fazer faculdade e arranjar uma profissão;aqui ainda se ver muito famílias tratarem os meninos com direito a todo tipo de liberdade e as menina não. Ser mulher feminista é   ter conseguido, além de estudos e trabalho, tomar consciência de como funciona o sistema patriarcal,ainda tão influente na nossa região, e tentar mudar essa realidade para que outras mulheres possam também se politizar acerca dessa realidade tão difícil de mudar; ser feminista aqui é também precisar está preparada para sofrer todo tipo de resistência vinda de pessoas não dadas às mudanças.       
Lêda:Ser mulher em Caicó é como continuar vivendo em um período arcaico transvestido de modernidade. Caicó é uma cidade que cresceu, mas não se desenvolveu, corremos um risco bem maior de ser estuprada, por exemplo, porém, se formos, vão procurar em nossas roupas e comportamentos uma "motivação " para isso. Infelizmente é muito complicado.       
Quando e como surgiu o Movimento de Mulheres do Seridó? E por que o mesmo foi criado?
Lúcia:O Movimento de Mulheres do Seridó nasceu em fevereiro de 2015, da necessidade de se denunciar a situação de descaso porque passava a saúde materno/infantil na nossa região envolvendo o Hospital do Seridó,que havia se transformado  num espaço que apenas atendia a interesses eleitoreiros de um grupo político da cidade de Caicó e região,negligenciando o atendimento necessário às mulheres. Foram muitos os casos de denúncias sobre violência obstétrica e óbitos de gestantes e fetos que ocorreram ao longo de décadas. Então, um grupo de mulheres criou o movimento para enfrentar essa situação e abraçar também outras causas sobre os direitos das mulheres.
Por que ainda hoje existe uma visão errada sobre o(s) feminismo(s)  em Caicó/Seridó?
Lúcia:Essa visão errada sobre o feminismo é muito forte no interior, porém não se dá apenas na nossa cidade e região do Seridó,acontece em todo país pelo fato da nossa cultura ainda viver sob influência do patriarcado, que ver o homem como superior à mulher. As pessoas por não conhecerem os princípios do feminismo tendem a confundi-lo com o machismo, (talvez  por ter o mesmo sufixo ismo)pensam que é pra mulher se tornar superior ao homem. O feminismo luta por direitos iguais,enquanto que o machismo defende a supremacia do homem. O Movimento de Mulheres do Seridó se preocupa também em abordar sempre essa questão em todas as suas atividades por entender que enquanto houver essa desigualdade entre homens e mulheres,haverá  violência de gênero, violência essa que abrange a própria questão da maternidade.
Lêda:A visão errada sobre o feminismo não é apenas no seridó, mas no mundo todo. Aqui na nossa região, devido a grande influência da religião católica e do patriarcado o feminismo é visto como "o pecado de Eva", uma inversão de valores, o que torna a luta ainda mais difícil.

Por que as mulheres ainda são minoria na política, no campo acadêmico, na Câmara dos Deputados, no Senado, na presidência de empresas, etc?
Lúcia:Nós mulheres ainda somos minorias nos espaços de poder porque a sociedade não nos ver como seres políticos,capazes de tomar decisões importantes no âmbito público. Ao longo da história, os papéis que nos foram designados foram no âmbito privado,como cuidadoras do lar,dos filhos,do marido,da família emfim,da sociedade inteira. Para mudar essa realidade,é importante que haja muita discussão e força dos movimentos de mulheres para transformar essa cultura que valoriza apenas o homem, subestimando a capacidade das mulheres como seres inteligentes,que se forem estimuladas também podem desempenhar funções  públicas importantes tanto na política, em empresas e em todos os lugares.
Lêda:Infelizmente, apesar do discurso igualitário, a caminhada ainda é bem mais difícil para as mulheres. A maioria de nós tem jornada dupla ou tripla de trabalho, não dá pra ter dedicação exclusiva à carreira, como boa parte dos homens fazem. Além disso, ainda existe uma grande camada de preconceito a nossa volta, o deputado Bolsonaro, por exemplo, diz que deveríamos ganhar menos por ser mulheres e engravidar, o que é uma aberração. Mulheres, mesmo que exercendo a mesma função que os homens, tem remunerações inferiores. Na política é ainda mais complicado, a igualdade fica no discurso, as campanhas femininas não são valorizadas, nossa voz é calada pelos "feministos", homens que tomam nossa voz e protagonismo, se dizendo falar pela gente, afim de ganhar biscoito, como se diz no popular.
Qual a maior evidência de que o feminismo é necessário numa cidade como Caicó?
Lúcia:A maior evidência de que o feminismo é tão importante aqui é a existência do conservadorismo, o forte poder de setores religiosos que influencia todos os meios de comunicação que, assim como as demais instituições, impedem que haja discussões de gênero.
Lêda: As evidências são inúmeras, milhares de mulheres sofrem violência doméstica todos os dias, sem falar na violência psicológica, quando são impedidas de trabalhar e estudar, e dá simbólica de gênero, com as piadas que escutamos todos os dias e por vezes não nos damos conta.


Quais os maiores avanços e dificuldades vividas pelo Movimento das Mulheres do Seridó?
Lúcia:Nós tivemos um grande avanço que se deu por pressão do nosso movimento ( logo no primeiro ano de criação) junto à sociedade toda, à Justiça,que foi a Intervenção Judicial no Hospital do Seridó,que vem melhorando o atendimento às mulheres. Outros avanços, tão importantes quanto a Intervenção, têm sido no âmbito político; das lutas contra o machismo,o racismo,a LGBTfobia,apoio às pessoas com deficiência, em favor da democracia,contra o golpe,no apoio ao Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres,ao MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais. Na criação do GEFJM - Grupo de Estudos Feministas Júlia Medeiros,que tem como objetivo oferecer fundamentação feminista às integrantes do movimento,e muitas o utras ações. As dificuldades encontradas foram a oposição de pessoas ligadas ao grupo político que se beneficiava ilegalmente do referido Hospital e até de pessoas de quem a gente menos esperava,ligadas ao Conselho Municipal de Saúde e de outros setores da sociedade seridoense.
Lêda: Os avanços são fazer com que as mulheres do Seridó e a população no geral se insira na luta por uma sociedade melhor. O MMS foi pioneiro nessa luta na nossa região, encorajando vários outros movimentos e se fazendo presente em todas as pautas necessárias.  As dificuldades estão em unir pessoas com pensamentos tão distintos para lutar por pautas em comum e atingir a maior parte da população.

A implantação do Hospital da Mulher do Seridó é vista pelo Movimento de Mulheres do Seridó como uma solução para conter a mortalidade de gestantes e de bebês. Nesse sentido, o que vem sendo feito para que o mesmo se torne real?
Lúcia:Nós sonhamos com um Hospital da Mulher que, além de atender toda a demanda materno/infantil,possa também atender mulheres em todas as fases da sua vida,abrangendo especifidades como deficiência,terceira idade etc. Que haja um consórcio com todos os municípios do Seridó para que todas as mulheres possam ter um atendimento humanizado de acordo com a Constituição brasileira e demais legislações dos direitos humanos. No momento,o Movimento recuou um pouco na luta porque aguarda a decisão do Ministério Público Estadual que é quem vai determinar se o hospital vai passar ao poder público ou volta pra Fundação Carlindo Dantas. Porém,quanto à UTI neonatal,nós continuamos fazendo pressão para que seja instalada logo.
Lêda:A implantação do hospital da mulher do Seridó foi e continua sendo uma das principais pautas do  MMS. As mulheres do Seridó sofrem muita violência obstétrica, muitas morrem ou vêem seus filhos recém nascidos morrerem por negligência. Sem dúvida um hospital da mulher é de suprema importância.

Que mensagem vocês deixam para os leitores desse blog?
Lúcia:Como esse blog certamente é mais lido por pessoas com deficiência,principalmente por mulheres, a mensagem que eu gostaria de deixar é que as mulheres com deficiência procurem se empoderar,lendo textos feministas,participando de movimentos de mulheres (principalmente o nosso rsrs),de fóruns de debates sobre os direitos específicos das pessoas com deficiência para se sentirem encorajadas a lutarem por uma sociedade que respeite as diferenças, sem discriminação,que busque à igualdade de gênero.
Lêda: Eu não tenho outra coisa pra dizer à não ser : sejamos todas feministas, o feminismo é a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, é para todas.
Obrigada, meninas pela oportunidade de poderem nos falar um pouco da importância do MMS para Caicó/Seridó.

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terça-feira, 14 de junho de 2016

Como é ser deficiente visual no Rio Grande do Norte?

Gente, cerca de 45 milhões de pessoas apresentam algum tipo de deficiência, ou seja, 24% dos brasileiros são deficientes. A constatação faz parte do Censo 2010 e foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa buscou captar a possível deficiência dos entrevistados e o respectivo grau de severidade.E a  deficiência visual foi a mais mencionada, ou seja, 18,8% dos brasileiros afirmaram apresentar dificuldade para enxergar ou são cegos em absoluto.
E eu convidei o Thiago, que tem uma deficiência visual, para nos falar um pouco de como ele lida com as dificuldades e preconceitos. Tive o prazer de conhecê-lo em novembro de 2015, na 4ª Conferência Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência e apesar de morarmos em cidades diferentes sempre estamos em contato pelo Whatzapp  e aos poucos fui conhecendo  um pouco de sua história, de sua paixão pela arte ou seja, como o mesmo vai diariamente reinventando a sua vida. Curiosos para saber mais sobre o Thiago e conhecer a música que ele compôs? Então, vejam a entrevista abaixo.

Quem é Thiago?
O Thiago é um jovem de 28 anos sonhador, que luta por seus objetivos e que tem como meta de vida transformar o meio em que vive demostrando que para tudo há uma solução. Nasci em Santos litoral de São Paulo, sou filho de pais potiguares e desde cedo aprendi a amar o Estado do Rio Grande do Norte. Sou Pessoa com Deficiência Visual; e, por causa da deficiência tive que aprender a superar-me mediante as dificuldades. Em minha adolescência fui obeso, pesava mais de 100 quilos, porém, por questões de bulling aprendi a usar das minhas fraquezas tornando-as em forças. Com força de vontade emagreci 30 quilos em seis meses.    
Atualmente sou estudante de graduação em Direitos e Filosofia, faço curso de libras para assim lutar pelos direitos dos meus amigos da comunidade surda e sou militante dos Direitos das Pessoas com Deficiência no município de Mossoró. Faço parte do conselho da Associação dos Deficientes Visuais de Mossoró – ADVM dando apoio em que for possível pela entidade, sou membro do Conselho Municipal de Saúde de Mossoró-RN como conselheiro titular representando ONG’s e Pessoas com Deficiência e dou apoio as demais entidades de Pessoas com Deficiência que pressupõem a causa de todos.  
Como disse, uma de minhas metas é buscar transformar o meio em que vivo; para isso faço pesquisas voltadas a inclusão de Pessoas com Deficiência. Em um curso que fiz em Técnico em Logística desenvolvi junto com um professor uma metodologia de ensino que viabiliza a aprendizagem dando autonomia as pessoas cegas e as com baixa visão a obterem informações em slides projetados, textos impressos, contas e letreiros utilizando o celular e o QR Code. Atualmente tenho dedicado meu tempo a pesquisa relacionada a empregabilidade de Pessoas com Deficiência no Estado do Rio Grande do Norte.  
Acho que através das pesquisas poderei dar uma visão sobre as dificuldades que as Pessoas com Deficiência sofrem e poder buscar uma viabilidade que possibilite uma inclusão com veracidade. As vezes não sou compreendido por alguns da militância, alguns acham que apenas quero me aparecer, mas, meu objetivo é deixar um legado para a nação futura.  
Me descreva um pouco a sua deficiência ou doença rara.
Tenho uma auto-miopia que causa uma degeneração das fibras ópticas do fundo do olho. Ainda não está comprovado, mas, é bem provável que eu tenha a síndrome de spoan. Essa síndrome é causada por casamentos consanguíneos. Praticamente desde o século XVIII meus antepassados casavam com primos e isso se conduziu até aos meus pais. Com esses casamentos consanguíneos houve uma mutação genética que causa mudanças no DNA. Além da Baixa Visão Severa tenho polidactilia, que é um dedo a mais em cada mão. Hoje apenas tenho entre 15% a 10% de acuidade visual.

Como ela foi descoberta? E como seus pais, seus familiares e amigos “reagiram” diante da situação?  
A polidactília foi minha mãe que descobriu com uma semana de nascido, ela estava contando os meus dedos (como é de costume das mães) e observou que eu tinha seis dedos em cada mão. Diz meu pai que minha mãe desmaiou na hora. A deficiência visual foi descoberta por volta dos 3 anos de idade. Até então meus pais e nem os médicos viam minha deficiência como deficiência, e sim uma dificuldade normal. Todavia, conforme fui crescendo, observava que não enxergava bem, alguns professores na época que estudava achavam que eu era preguiçoso pelo fato de não copiar as matérias escritas no quadro negro, os mesmo não entendiam que não copiava porque queria, e sim porque não enxergava. Geralmente as pessoas tem a noção que pelo fato de alguém está usando óculos de grau é que ela enxerga, contudo como tinha baixa visual moderada na época dos estudos o preconceito era notória da parte dos meus pais, amigos, professores e quando cheguei ao mercado de trabalho, pelos companheiros do trabalho.  
Vim descobrir realmente a deficiência com 21 anos na cidade de Natal-RN. Uma oftalmologista com doutorado em diversas especificidades de doenças de visão constatou que eu tinha visão subnormal e que isso levaria a perca da visão aos poucos. Essa época que descobri o problema realmente de minha visão fui sofrido, fiquei uns dias depressivos, mas, nada que o tempo para ensinar e permitir a adaptação. Contudo, aos 25 anso decidi ir para Mossoró estudar, familiares disseram: Da onde que um cego pode estudar? Essa resposta eu dei para eles sem falar nada, pois, atualmente concluir vários cursos profissionalizantes e faço faculdade.
Como foi sua adaptação na escola? E qual seu nível de instrução escolar?
No ensino fundamental foi complicado pelo fato de não haver uma política voltada a inclusão de Pessoas com Deficiência Visual. Na época que eu estudava tinha-se o conceito que a pessoa ou era cega ou enxergava, “os baixa visão eram como se fossem preguiçosos”. No ensino médio eu não enxergava mais as textos expostos no quadro, eu pedia aos colegas de turma que ditassem as matérias ou então pegava o caderno dos mesmos e levava para casa, pedia a algum familiar que lesse, assim copiava a lição. A metodologia pedagógica da época (não sou tão velho) fundava que se o aluno tinha o conteúdo no caderno, ele sabia a disciplina; mas, sabemos bem que isso não se aplica na atualidade, pois, a maior parte dos educadores estão se baseando nos “Quatro Pilares ” do conhecimento desenvolvido por Jacques Delors.
Bom, tenho cursos de Auxiliar de Recursos Humanos, Massagista, Relações Interpessoais, Técnico em Logística, Braille, Libras Nível 1, Graduação de Administração incompleta, cursando atualmente Direito e Filosofia e sou um pesquisador na área da inclusão. Em meu entendimento só a educação pode mudar o rumo da história.
Quais as suas limitações?
Minhas maiores limitações é no aspecto mobilidade; pois, por não enxergar bem e as pavimentações das ruas de Mossoró-RN serem degradadas, torna-se complicado o trasladar em meu cotidiano. Mesmo com as dificuldades visuais ainda ando de bicicleta, mas, confesso que é difícil, dependo mais do que escuto do que propriamente vejo. Costumo dizer que as vezes atropelo carros e motos paradas. Para hoje andar de bicicleta em Mossoró-RN passei mais de um ano andando a pé, conhecendo o movimento até que tive a coragem de encarar a “bike”.
Outras limitações que mais me impregna é o fato de não poder ler os livros que tanto gostava, sou apaixonado por conhecimento, mas, hoje dependo de meu celular. O ruim é que a maior parte dos livros não estão em PDF, dificultando assim a obtenção de meu crescimento intelectual.  
As construções arquitetônicas não são construídas em prol de adequações a todas as pessoas, tenho dificuldades de ir em locais onde vou a primeira vez, principalmente em lojas, estabelecimentos públicos e demais órgãos do Poder Público, assim, é inadmissível ver que a maior parte dessas construções são feitas com nossos impostos e tais empreendimentos não são pensados para o trasladar de idosos, pessoas cadeirantes, pessoas cegas ou com baixa visão e dentre outras especificidades.
Costumo dizer que o pior não é está perdendo a visão, o pior é ver as pessoas perdendo a visão da equidade e da noção do que é sociedade.  
Confesso ter um pouco de vergonha de ir em shopping, teatros e em locais de muita aglomeração, preciso trabalhar isso em meu intelecto, pois sei que não posso me prender somente em meus estudos e em minhas pesquisas, sou jovem ainda, mas, sinto que é meu dever buscar um mundo melhor à essa sociedade, então, dedico meu tempo estudando buscando inovações que possam ser aplicadas e melhorar a vida de Pessoas com Deficiência.
Já sofreu preconceito pela sua deficiência?
Muito, desde cedo convivo com o estigma de ser chamado de “cego”, não quis nascer com essa deficiência, mas, tive que aprender a conviver com ela. Na parte do preconceito da sociedade escuto constantemente as pessoas dizendo: “Nossa, que pena, você é tão jovem”. O olhar da sociedade de pena isso é horrível, mas, quando me pergunta o que faço a reação de pena muda para um olhar de superação. Do preconceito da família acho que é o mais complicado, pois, os olhares é sempre de pena, mesmo que eu esteja fazendo cursos e faculdades, o sentimento que é transmitido por maior parte deles é “quando eu Thiago vou desistir”. Fico triste, pois eram para os mesmos estarem felizes, mas, esperam apenas ver o dia que voltarei para o cativeiro da segregação. Não posso ser injusto, tem familiares que me apoiam e me dão força, mas, os que estão próximos, esses as vezes me entristecem. Quando decidir ir a Mossoró-RN estudar familiares disseram: Da onde um cego pode estudar? Isso foi doloroso.
Um dos preconceitos piores foi de um professor de um curso que eu fiz, pedi ao mesmo que me dissesse as informações que estavam em um slide e o mesmo não disse, pedi por mais 3 vezes e não obtive a resposta. Quando questionei, o professor disse: Eu não tenho culpa se a instituição aceitou ter um aluno com deficiência. Na hora me revoltei, sair de sala, fui lavar o rosto no banheiro e disse ao professor: Eu não tenho culpa se a instituição não tem professores capazes de adotar metodologias inclusivas. Por esse fato que eu desenvolvi uma metodologia utilizando tecnologia assistiva que possibilita pessoas com deficiência visual obter informações em slides, desenvolvi isso junto com um amigo professor.
Qual a sua opinião sobre a tecnologia assistiva para deficientes visuais?  
Atualmente existem muitas tecnologias que possibilita a obtenção de informações sobre diversos aspectos. Os leitores de tela de computador e de celular é uma das tecnologias que mais auxiliam pessoas cegas e baixa visão. Hoje eu só estudo por esses leitores de tela, senão não conseguiria estudar. Muitos aplicativos são desenvolvidos atualmente pensando em viabilizar e melhorar a vida de PCD’s, atualmente que eu tenha ciência, foi desenvolvida uma bengala que possibilita a pessoas cega ter noções de obstáculo por sensores na bengala que envia informações à uma pulseira ou óculos, isso viabiliza muito a locomoção. As lupas eletrônicas facilita muito no âmbito de visualizar de alguma forma um documento ou texto. Sem esses tecnologia acho que a autonomia de muitos PDV’s e PCD’s estariam comprometidas. Por isso, acho que o Governo Federal deveria investir mais nessas tecnologias.
Já passou por alguma situação constrangedora e/ou engraçada por não enxergar bem?
Bom, já abordei em minhas respostas anteriores algumas situações constrangedoras, vou abordar agora as engraçadas. Constantemente por onde ando pessoas vem falar comigo; e, em sua maioria conheço, mas, não sei quem são pelo fato de não ter a fisionomia gravada e nem a voz, assim por muitas vezes conversos vária minutos, brinco com a pessoa, mas, quase sempre não sei com quem falei. Se a pessoa não chegar se identificando, as vezes fica difícil identificar.  
Sempre faço meus amigos rirem quando os mesmos dizem: Nossa que menina bonita! Eu digo: Sorte de vocês, pois, não vejo as feias.

Como você avalia o Movimento das Pessoas com Deficiência?
Um dos fatos que mais me entristece é a desunião, os movimentos eram para serem mais unidos. A maior parte dos movimentos não entendem que se os mesmos estiverem unidos vão poder alcançar mais êxitos nos ideias e lutas que buscamos, mas, mesmo assim cada movimento tem desempenhado seu papel em sua especificidade. Todavia é um fato que ainda estou conhecendo, pois, tenho no máximo 2 anos nessas lutas, assim tenho muita coisa a compreender e aprender.   

Como você analisa a 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência que você participou?
Se fosse para eu dar uma nota para o evento no geral, daria 7, pois, como foi um evento que abordou conferência conjuntas a logística não foi apropriada, foi perdido mais tempo em preocupação com transporte e alimentação do que propriamente as discussões que trairiam maior relevância para o nosso País.  
Para as propostas que foram encaminhadas daria uma nota 8,5, pois, a maior parte das propostas já estavam garantidas na Convenção de Nova York e na lei 13.146/15, contudo, muitas propostas foram pertinetes, principalmente no âmbito da educação, saúde e trabalho.
Aos Delegados dos diversos estados minha nota é 10. Todos os delegados e delegadas que conheci me ensinaram coisas valiosíssimas no aspecto da inclusão, além de eu ter criado um Network maravilhoso. Obtive o privilégio de expor uma de minhas pesquisas e recebi convites para visitar outros estados difundindo meus conhecimentos.
A delegação do Rio Grande do Norte sofreu muito com a questão da logística, mas, voltamos como vencedores, pois, todas nossas propostas foram aprovadas, tendo algumas sido acrescentadas ou excluídas alguma parte do texto original, mas, nossa participação foi super positiva.

Como você enxerga as leis que protegem as pessoas com Deficiência?
Nosso ordenamento jurídico é composto por diversas leis que são normatizadas por princípios, se eu citar apenas dois que fossem aplicados com veemência não precisaríamos de tantas lutas, são eles o da Isonomia e o da Dignidade da Pessoa Humana. Todavia o que observamos que o nosso Ordenamento Jurídico garante os Direitos das Pessoas com Deficiência desde 1988, mas, o que falta mesmo são elas, as leis serem aplicadas. Cabe a nós fomentarmos essas discussões e acionar o Ministério Público se por ventura tais direitos estiverem sendo violados. Tivemos uma vitória no ano passado (2015) que foi a promulgação da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/15). Todavia, como em outras leis, cabe a todos nós permitir que elas sejam aplicadas, para isso ocorrer é observar se tais direitos estão sendo descumpridos e como disse anteriormente, acionar o Ministério Público para que o mesmo tome as atitudes cabíveis.  

Que mensagem você deixa para os leitores e leitoras desse blog?  
Primeiramente agradeço a Cláudia Medeiros que me proporcionou essa oportunidade e aos leitores por estarem lendo um pouco de minha história, em segundo digo que se por ventura disserem para vocês que vocês não podem conquistar algo, digam a si mesmas que podem. Aprendam a fazer das dificuldades oportunidades; e, se em algum momento por causas das lutas tiverem vontade de chorar, chore! Se em algum momento da vida de vocês sentir vontade de desistir de um sonho, lembre-se, mostrem a vocês mesmas que são capazes. Não é a deficiência seja ela de ordem física, mental ou intelectual que nos paralisa, são as nossas decisões, por isso não parem, continue.  E se de algum modo sentir vontade de parar e alguém desprezar sua atitude, levante e sempre busque uma nova oportunidade, pois, a roda gira porque houve um impulso, e para a sua vitória o impulso é dar o primeiro passo rumo aos seus sonhos.
Vivemos em uma vida onde as pessoas estão cada vez mais egocêntricas, por isso, não custa nada fazer alguém feliz, fazer com que as pessoas se sintam bem. Pode ser difícil, mas, para compreendermos o porquê algumas pessoas são ranzinzas é preciso compreender o olhar da segregação, é o instinto natural de se defender.
Procurem fomentar as demais pessoas que podemos enxergar com as mãos e com os sons, permitam levar a compreensão aos demais que podemos falar com as mãos, com gestos e com os sentimentos, façam entender a todos que podemos andar com as rodas e que uma rampa é mais viável que uma escada e vejam como é lindo o sentimento de amor daqueles que são vistos como sem sentimentos.
Obrigado a todos e a todas.
Eu que agradeço Thiago, pela oportunidade de poder falar um pouco da sua vida, do seu trabalho e dos seus sonhos. E aproveito para apresentar aos leitores e leitoras desse blog a música que você compôs.

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