sexta-feira, 15 de julho de 2016

A vaidade das pessoas com comprometimento nas mãos

Geeeente, como já falei aqui o diagnóstico de uma doença grave como um câncer, um AVC ou um acidente que deixou a pessoa com limitações físicas não é algo fácil para ninguém. Muitas delas entram em depressão, outras passam a priorizar o tratamento e/ou o processo de reabilitação e, nesse período, acabam descuidando da aparência. Mas, como diz essa música de Caetano Veloso
Mas, passado esse primeiro momento, essas pessoas voltam a se preocupar com o corpo e com a beleza. Daí começam a aparecer no closet de mulheres com câncer lenços e perucas. Já as pessoas que ficaram com limitações motoras nas mãos após um AVC,uma lesão medular alta ou uma amputação nos membros superiores vão apresentar dificuldades em várias atividades do cotidiano devido ao comprometimento motor.
Mulheres que tiveram câncer



Nesse sentido, buscando favorecer a independência dessas pessoas surgem ideias maravilhosas que muitas vezes se materializam em adaptações simples e com materiais alternativos que o  Diversidade na Rua chama de “Gambiarras”.Essa palavra geralmente é usada no nosso país “(...) para denominar ‘improvisações’.Por vezes, é entendido como algo precário, feio ou mal acabado. O Diversidade na Rua tem procurado re-significar este termo como uma possibilidade de tecnologia social, um conhecimento que vem da lógica das pessoas, com o qual coisas simples podem fazer toda a diferença e sentido na vida das pessoas”.    
Assim, para pessoas que apresentam dificuldades para se barbear e pentear os cabelos de forma autônoma e independente uma dica são essas adaptações criativas e de baixo custo criados por duas terapeutas ocupacionais do Rio Grande do Norte.
Já para as pessoas que tem a mão ou um dos braços amputados; ou para uma pessoa com tetraplegia incompleta ou que teve AVC e que apresenta limitações nos braços essa adaptação criada para segurar o secador de cabelos, como lembrou Juliana, possibilita que a pessoa fique “(...)com as mãos livres, permitindo que ela seque os cabelos sozinha”.
Todavia, para quem foge das pontas bagunçadas e dos fios arrepiados e gosta de estar sempre com os cabelos bem lisos como eu é preciso ter bastante habilidade para secar, modelar e dá um toque final com a chapinha.
Como eu não tenho habilidade para modelar os cabelos com a escova, nem alisar com a chapinha sempre fico dependendo de outras pessoas.Daí como já falei no post Loja Extra, eu sou deficiente e não otária resolvi juntamente com uma amiga comprar duas Escovas Alisadoras Elétrica.
Mas, como a minha compra foi extraviada tive que me contentar em testar a da minha amiga quando chegou. E apesar dela pesar como um secador, eu gostei do resultado já que ela cumpre o que promete. Ou seja, ela alisa os cabelos enquanto penteia e não corremos o risco de queimar as mãos ou as orelhas como a chapinha.Prometo fazer um vídeo, se a minha escova chegar, contando o último capítulo da novela da Loja Extra e mostrar como a escova funciona.
Uma outra dificuldade que enfrento é em abrir as maquiagens como paletas de sombras, blush e pó compacto. Mas, resolvi esse problema colocando a ponta de um afastador de cutículas na abertura da embalagem.
Também achei super interessante o artigo da Revista Educação Especial, no qual demonstra a ideia “(...) de alongar os pincéis de maquiagem, aumentar a base do estojo e acrescentar alça para abri-lo.Portanto, tiveram-se como objetivos: tornar o abrir e o fechar do estojo de maquiagem uma ação independente; contribuir no manuseio dos pincéis e alcance destes no rosto para facilitar a aplicação da maquiagem; melhorar a visualização no espelho ao realizar a atividade.”E para confeccionar essas adaptações foram utilizados E.V.A. colorido, cola quente, fita métrica e tesoura.


Enfim, eu sei que ficar mais bonitas e bonitos não é fácil. Além dessas “gambiarras” é bom comprar de vez em quando uma roupa nova, uma maquiagem, um protetor solar de boa qualidade que juntos são capazes de minimizar o impacto das limitações, proporcionar as pessoas com limitações mais independência, qualidade de vida, autonomia, inclusão social e contribuir para o resgate do sentimento de auto estima.

E aí, curtiu essas dicas? Se identificou com alguma delas? Se inspirou? Conta pra gente!
Ah, e para continuarmos o bate papo, é só me seguir nas redes sociais: Facebook// Instagran// Twitter








Nenhum comentário:

Postar um comentário