segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Cadê o xampu dos atletas paraolímpicos?



Gente, a autora do blog Deficiente Ciente chamou a atenção  para o fato da abertura dos Jogos Paraolímpicos não mobilizarem um número considerável de elementos midiáticos que lhes dê a mesma visibilidade dos Jogos Olímpicos. 
Nesse sentido, a autora afirma que o espaço que os Jogos Paraolímpicos precisam na mídia é muito maior e um dos motivos que justifica os limites da cobertura oferecida aos jogos e aos atletas paraolímpicos: "[...] é da audiência e também por causa do preconceito.Penso que eles acreditam que mostrar pessoas sem braços, pernas, com deformidades e deficientes visuais... é chocante e não vai dar audiência.Contraditoriamente essas mesmas emissoras ficam discursando a inclusão em seus programas. Mas, uma vez eu repito, a inclusão não é algo que se fala, mas algo que se vive. É considerar a existência do outro! É responsabilidade social! ”
Ou seja, esse pequeno espaço ocupado pelos Jogos Paraolímpicos na mídia revela o que a sociedade deve ver daí a autora Roseli Belmonte Machado afirmar em sua dissertação que  “As sociedades e culturas em que vivemos são dirigidas por poderosas ordens discursivas que regem o que deve ser dito e o que deve ser calado e os próprios sujeitos não estão isentos desse efeito”
Também é notável que não há um grande interesse por parte da imprensa tradicional em mudar seu discurso em relação as pessoas com deficiência, ou seja, daí ser comum vermos nos noticiários da TV, no jornal impresso e nos programas de auditório histórias de pessoas com deficiência relacionadas a doenças, dramas e dores profundas.
Também não é frequente vermos um atleta sem braços, sem pernas ou paraplégico que superou seus limites como ser humano e ganhou inúmeras medalhas como um Clodoaldo da Silva ou um Daniel Silva fazendo propaganda de xampu como Neymar ou de uma universidade privada como o Guga.
É inegável que durante os Jogos Paraolímpicos a história de alguns desses medalhistas estão sendo contadas mas, isso não é suficiente para gerar um impacto positivo em relação a inclusão das pessoas com deficiência.
O que causa transformação é uma informação mais rotineira é mostrar, por exemplo, que um atleta sem braços conseguiu subir o pódio apesar da falta de patrocínio; é também mostrar as dificuldades enfrentadas por um cadeirante para frequentar as aulas, conseguir um lugar no mercado de trabalho etc. Ou seja, é preciso que a imprensa aprenda a mostrar a realidade das pessoas com deficiência.
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