sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Uma 'pop up store' para cadeirantes


Gente, o momento que o país vem passando tem trazido muitas aflições e preocupações para muita gente, principalmente para aquelas que perderam o emprego. Mas, vocês sabiam que essa realidade é bem comum ao longo da vida de muitas pessoas com deficiência já que muitas estão desempregadas?
Elizeu Casemiro
O site do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, ao comentar um artigo do jornalista Jairo Marques enfatizou que “(...) a obrigatoriedade de empresas com mais de cem empregados contratarem pessoas com deficiência ainda está longe de cumprir a meta, seja por falta de qualificação profissional dos deficientes, seja por resistência das empresas. A falta de qualificação é uma consequência do preconceito e da falta de políticas públicas de educação, transporte e saúde (...)”.
Também é importante destacar que as empresas não aceitam horários flexíveis ou trabalho em casa e diante dessa realidade muitas pessoas com deficiência acabam tendo que optar pelo mercado informal.Quem não lembra da fama instantânea de Elizeu Casemiro?
Segundo o G1, ele foi fotografado por um “[...] empresário campo-grandense que relatou o fato de Casemiro ter vendido um pacote de balas mesmo sem receber do empresário o valor de R$ 1. Surpreso com a humildade e alegria do cadeirante, o homem compartilhou a experiência na rede social e disse ter tido o prazer em conhecer uma pessoa como o vendedor ambulante”.Casemiro era cobrador de ônibus  e após uma queda em casa, o mesmo teve que ser afastado do emprego e começou a passar por dificuldades financeiras. Daí seu irmão sugeriu que ele fosse vender balas nas ruas.
Infelizmente essa é a realidade de muitas pessoas com deficiência e chamou a atenção do aluno Walquinay Nunes. Ele está no último ano da graduação de design de produtos na Universidade Fumec em Belo Horizonte- MG e me enviou um e-mail falando que após observar a existência de muitos cadeirantes nas ruas tentando vender algum produto teve a ideia de desenvolver uma 'pop up store' ou loja portátil no qual possa ser acoplada na cadeira de rodas e depois transformada em expositor para venda de algum produto.
Quando eu recebi o e-mail fui pesquisar mais sobre o assunto e achei a seguinte notícia na internet Projeto de lei amplia atuação de ambulantes com deficiência física em BH que nos informam que “o número de deficientes físicos que vendem produtos nas ruas da capital poderá aumentar. Nos próximos dias, chega às mãos do prefeito Marcio Lacerda um projeto de lei que autoriza pessoas com qualquer tipo de deficiência a se tornarem ambulantes na cidade. Hoje, apenas cegos, com os produtos no colo, são licenciados para trabalhar nas ruas”.
Ainda na opinião  do autor do projeto de lei, consiste numa “[...] forma de criar oportunidades de trabalho em momento de crise. ‘É uma questão de inclusão. O que fomenta o avanço dos camelôs é o desemprego’. Para ele, o projeto não favorece mais ambulantes nas ruas. ‘Apenas regulariza uma atividade existente’”.
Diante dessa realidade Walquinay Nunes pretende tornar o projeto acessível através do financiamento coletivo (crowdfunding) e disponibilizar a todos os interessados.Mas, para isso ele precisa de algumas informações e criou um questionário. Daí se você conhece algum cadeirante que trabalha como ambulante, compartilha esse post com ele para que ele possa responder o questionário que se encontra aqui.

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