quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Quais os benefícios e malefícios da crise econômica para as pessoas com deficiência?

Gente, faz um tempinho que o Jairo Marques publicou um artigo no qual ele abordou “[...] como a crise financeira que assola o país afeta em cheio a realidade de milhões de pessoas com deficiência no Brasil.” Para o jornalista “o mais “complicoso” nesse processo é que, com os “malacabados”, os efeitos da convulsão financeira são sentidos em aspectos da vida que são fundamentais: mobilidade, tecnologia de assistência e a própria sobrevivência, no caso daqueles que necessitam de medicação cotada em dólar”.
Então, um ano depois do Jairo ter tocado no assunto, eu resolvi conferir como anda a vida financeira das pessoas com deficiência. Para isso, pedi que alguns amigos e leitores do blog me contassem como estão vivendo e convivendo na crise. Depois do que esse povo me falou eu tenho que concordar com a Nath Arcuri, quando ela disse que na crise “ENQUANTO UNS CHORAM, OUTROS VENDEM LENÇOS”

E aí? Quer saber quem anda chorando? E quem anda vendendo lenços? Então vamos lá!

Lúcia Helena Hikake me falou que não está precisando de lenços, por enquanto. Mas conhece muita gente que está sem receber medicamentos, fraldas, curativos, cirurgias,... porque as prefeituras dizem que estão sem dinheiro em caixa para fazer os pedidos.Também a Rita Leite me falou que a vida dela e do marido que são cadeirantes anda difícil. Ela precisa usar fraldas, remédios e sondas e está sem receber esses produtos desde o mês de novembro. Ela está comprando esses produtos e a previsão dada para que a situação se regularize é o mês de fevereiro. Ou seja, as farmácias ganharam nessa crise novos clientes.

Já a Lúcia Sousa me contou que a cadeira de rodas dela quebrou e com a crise uma nova ficou muito cara. Entretanto, os amigos sabendo que ela não podia esperar que a inflação caísse, que os juros se comportassem como bons meninos e que a chuvas no meu Nordeste chegassem resolveram se juntar e fizerem a famosa “vaquinha” e a presentearam com uma novinha.

Todavia, foi a partir do relato de  Maria Paula Vieira que percebi que a crise tem seus prós e contras.Segundo ela “infelizmente a crise tem afetado muito. O custo de vida pro deficiente ficou ainda pior, principalmente no que diz respeito a medicamentos e tratamentos. O final do mês está cada dia mais apertado, sou autônoma, o que dificulta ainda mais já que todo mundo está sofrendo”.Mas, para ela o lado bom da crise é “que saímos do cômodo, no meu caso por exemplo, estou estudando cada vez mais pra oferecer melhores serviços e ter mais clientes”.Uma outra pessoa que teve que se adaptar a crise foi a Yoko, ela que é tetraplégica topou viajar sozinha para não ter mais despesas.
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Então, comenta aí ou lá no meu facebook. Vamos driblar a crise e sermos felizes!!

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