terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Financiamento coletivo: álbum de fotos para deficientes visuais

Para eternizar um momento tão especial como o nascimento de um filho, várias famílias recorrem à fotografia. E no caso de pais cegos, você já parou para pensar como funciona? O casal de deficientes visuais Jorge Fernando e Carlise Kronbauer, pais da pequena Natalia, que não é deficiente visual, nos ensina que enxergar vai muito além dos olhos.
Pensando na filha que enxerga perfeitamente, Jorge e Carlise decidiram investir em um álbum de fotos para a pequena. “Assim ela terá uma recordação dessa época”, afirma Carlise. O casal entrou em contato com Márcia Beal – uma fotógrafa de Porto Alegre especialista em ensaios de bebês – e depois de alguns emails e telefonemas, marcaram finalmente o ensaio.
O que a fotógrafa não imaginava era que se tratava de um casal cego; este fato não havia sido abordado no primeiro contato. Ao recebê-los em seu estúdio, veio a surpresa. Pai e mãe cegos tinham em seus braços a recém-nascida Natália. Uma situação completamente nova e, ao mesmo tempo, um grande desafio para Márcia: era a primeira vez que seu cliente era o bebezinho e não os seus pais; o que a sensibilizou profundamente.  “Meu Deus! Olha o tamanho da confiança que eles estão depositando em mim. Quanta responsabilidade! O casal não vai ver essa sessão”, pensou Márcia.
No início de seu trabalho, Márcia fez questão de detalhar tudo o que estava acontecendo para os pais: ela descreveu todas as peças que tinha separado para a criança, com as cores, detalhes e pediu para que a mãe tocasse e sentisse os materiais. Carlise sentiu todas as texturas: mantas, paninhos, saias e até cestinhos! Entre um clique e outro, a fotógrafa conta que respirava fundo pois era tudo muito emocionante e profundo: “Foi muito forte e cada vez que eu olhava para os pais, eu me emocionava. São seres iluminados!”, relata.
Natália com o ursinho/Crédito: Márcia Beal
Carlise afirma que o jeito especial da fotógrafa foi percebido de imediato. “Ao fazer a nossa foto com a Natália, ela tocou em meu rosto para ajeitar o meu cabelo tendo a preocupação de me deixar bem na foto”, recorda. A deficiente visual conta que quando participam de alguma fotografia, geralmente ninguém se preocupa em como eles sairão na foto, já que não podem ver. “Ninguém nem direciona para onde temos que olhar”, afirma.
Muito emocionada, Márcia relata que esse dia ficará para sempre em sua memória. “Lidar com os bebês é sempre muito emocionante, mas essa história em especial, foi muito forte. Após a sessão de fotos, fiquei no estúdio sozinha, estava muito tocada e percebi que tinha que fazer alguma coisa para retribuir esse encontro que, com certeza, tinha sido um presente para mim”, conclui.
Foi aí que Márcia entrou em contato com os colegas Marco Escada (artista plástico e fotógrafo) e Hayaks Winter (empreendedor e designer gráfico) para contar do ocorrido. A emoção tomou conta também dos amigos que imediatamente se mobilizaram e se desafiaram a pensar em algo para surpreender Carlise e Jorge. E assim nascia o álbum de fotos com uma essência transformadora: a empatia.

Marco Escada (artista plástico e fotógrafo), Márcia Beal (fotógrafa especialista em gestantes e ensaios de bebê) e Hayaks Winter (designer e empreendedor)


Projetando a experiência
Foram nove meses de muito trabalho, experimentações, reuniões e muito aprendizado até o “Álbum Sensorial” ficar pronto. Marco conta que o desafio inicial era fazer com que o casal percebesse a foto pelo toque, ou seja: transformar uma imagem plana (2D) em algo possível de ser sentido pelo relevo, através das mãos. “Fizemos vários testes para o suporte: testamos papel, madeira, metal, argila, acrílico, MDF etc. A impressão 3D foi o que melhor atendeu às expectativas, além do material ser bem leve também”, afirma o artista plástico.
Por outro lado, a impressão 3D sozinha não apresenta todos os detalhes da cena como algumas texturas e cores. Foi aí que o designer Hayaks teve a ideia de entregar não somente a foto em relevo, mas também conceber todo um projeto (no caso, o álbum) que pudesse transmitir a experiência do ensaio da maneira mais completa possível ao casal. “Com o passar dos testes e os desafios que surgiram, incluímos na experiência pedacinhos da cena: mantinhas, o lacinho que Natália usava e outros elementos do contexto da foto para que Jorge e Carlise pudessem sentir as texturas e conseguissem reproduzir mais perfeitamente as imagens em suas mentes. Além disso, acrescentamos no álbum uma descrição em braile, cuja função foi “narrar” a fotografia em questão, incluindo cores e outras especificações que não foram percebidas na imagem em 3D e nos elementos dispostos”, complementa.
Página interna do Álbum Sensorial: foto em 3D, imagem em 2D, detalhe da cena e descrição em braile
A equipe pensou em cada detalhe: “Colocamos também no álbum uma essência que reproduz o cheirinho do bebê. Foi um projeto pensado com carinho, como se fosse para gente”, comenta a fotógrafa.
Desafios
Garantir que os fornecedores entendessem e abraçassem o projeto foi um grande desafio. Explicar a ideia do álbum para a deficiente visual que foi responsável pelo braile também foi um aprendizado: “O projeto não estava pronto e tínhamos que transmitir a ideia para uma pessoa cega, sem ter nada de concreto em mãos. Foi um aprendizado incrível que contou com inúmeras idas e vindas”, relata Hayaks. Ao final, todos concordaram que o resultado foi surpreendente.
Além de privilegiar a estética das páginas para conferir um padrão na experiência de sentir o álbum pelo casal, o grupo enfatizou sobretudo a função dele: o acabamento das caixas utilizou parafusos e um material bastante resistente, tudo isso para garantir maior durabilidade e facilitar o manuseio. “A preocupação com um formato que pudesse ser facilmente transportado também foi nossa meta”, relata Marco.

Detalhe do acabamento do álbum: material resistente e parafusos para facilitar a conservação e manuseio.


Testando o protótipo
Para garantir que o objetivo do projeto fosse alcançado, a equipe levou o protótipo para ser testado por um deficiente visual, que imediatamente aprovou a solução. A preocupação em testar o protótipo representa respeito, zelo e muito profissionalismo por parte da equipe. Afinal, de nada valeria todo esforço se não houvesse identificação por parte do público alvo, não é mesmo?

Página interna do álbum: os pais com a pequena Natália. Família linda e feliz posando para a foto 2D e 3D


Resultado
A entrega do projeto foi um momento mágico para todos os envolvidos. Jorge e Carlise contam que foram surpreendidos e que, pela primeira vez, conseguiram visualizar uma foto sem a narração de ninguém. “A sensação foi maravilhosa; a escrita em braile foi um diferencial que complementou e garantiu o entendimento de todo o contexto. Achei genial a maneira com que a equipe se mobilizou e se desafiou para deixar as coisas mais acessíveis. Eles se movimentaram e movimentaram muita gente. Quanta sensibilidade!”, comenta Carlise.


“Foi um momento de muitas lágrimas e alegria”, comemora o time. Reunir pessoas com expertises diferentes para fazer o outro se sentir especial é admirável. Um aprendizado de que a empatia é um poderoso convite que nos desafia diariamente e nos faz realizar coisas incríveis.
Quando questionada sobre o futuro que espera para sua filha, Carlise, que também tem um blog para contar o dia a dia da família, é categórica: “desejo que ela não sofra certas exclusões e preconceitos que os filhos de pais cegos atualmente sofrem, não quero que ela seja desmerecida por ter pais cegos”.
Ações como o “Álbum Sensorial” demostram que estamos no começo dessa nova era desejada por Carlise e tantos outros. Agradecemos Márcia, Carlise, Jorge, Natália, Marco e Hayaks por contarem sua história – e também a você leitora, que investiu seu precioso tempo contagiada pela empatia e amor deste projeto. Tudo isso comprova que o mundo melhor está bem aí: debaixo de nossos olhos, ou melhor, visível aos nossos corações.
Ajude a fazer com que o “Álbum Sensorial” alcance mais gente: bebês deficientes visuais, jovens ou adultos que gostariam de visualizar a sua foto por essa experiência de amor. O time acaba de lançar o projeto numa plataforma de financiamento coletivo. A doação de qualquer quantia é válida! A empatia transforma: clique aqui para ajudar.
Saiba mais sobre o Álbum Sensorial e todos os envolvidos:
Equipe de Projeto:
Carlise, Jorge e Natália:
– Blog da Carlise: Mãe DV (Deficiente Visual)
Empresas apoiadoras:
– Impressão 3D do Projeto: 3DPRI
– Produtora de Vídeo: Brun Video Produtora
– Produção: Atelie Michelle Bandeira
*Luciana Cattony é publicitária e fundadora do site Real Maternidade.  Luciana tem como objetivo facilitar a vida das mães e levar leveza e alegria para a rotina delas. Siga o Real Maternidade no Facebook e Instagram.

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Fonte: Finanças Femininas

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Curar Ressaca Rápido: Como Fazer

Carnaval é a maior festa brasileira, são quatro noites comemoradas nos dia 24 a 28 fevereiro de 2017.
Uma festa longa que para muitos que passam do limite do álcool vem acompanhada de uma temida ressaca. O pensamento de acordar de manhã cansado com uma dor de cabeça, boca grudada e náuseas faz a maioria de nós nos encolhermos. Eles só parecem piorar na medida em que envelhecemos.
Um pouco de senso comum irá dizer-lhe como evitar uma ressaca, nunca beber até ter um esquecimento.No entanto, às vezes escorregamos e temos que pagar por nossa diversão, então a melhor maneira de curar uma ressaca e obter alívio rápido para que você possa ter um dia produtivo.

Como curar uma ressaca?
Que causa uma ressaca?
Há uma série de fatores que irão determinar se você vai ter uma ressaca depois de uma noite de festa. Muitas das causas são os sensos comuns, como você foi além de suas limitações. Alguns sintomas comuns de uma ressaca são os seguintes:
Dor de cabeça
Cansado
Boca seca
Náusea
O etanol em álcool tem um efeito desidratante que é perceptível pela quantidade de vezes que você usa um banheiro quando você está bebendo fora. Seu fígado quebra o etanol usando enzimas produzidas pelas células do fígado.

Como seu fígado está trabalhando quebrando o etanol que prejudica a sua capacidade de desempenhar adequadamente outras funções, como fornecimento de glicose para o seu cérebro. Como resultado, você vai se sentir cansado quando tiver ressaca e mais irritado.
Fumantes tendem a fumar mais quando eles estão bebendo que pode levar à intoxicação por nicotina e aumentar os efeitos de uma ressaca. Também é verdade que a ressaca parece mais intensa ou pior à medida que envelhecemos.
MÉTODOS PARA CURAR UMA RESSACA
Beba bastante água.  Como você provavelmente notou de suas paradas frequentes para o banheiro, o álcool é um diurético que provoca desidratação. Você precisa beber tanta água quanto possível para se hidratar. Abundância de H2O é a maneira mais eficaz natural para curar ressaca.
Coma alguns carboidratos.  Como seu corpo tenta metabolizar o álcool o seu sistema de açúcar no sangue vai cair. Obter algumas bolachas ou torradas em seu sistema ajudará a aumentar os níveis de açúcar ajudando a aliviar a sensação de cansaço e irritabilidade.
Tome algum medicamento para a dor.  Tome a dosagem recomendada de não esteroides anti-inflamatórios como aspirina ou ibuprofeno. Evitar acetaminophens como Tylenol.
Vitaminas.  Uma noite de bebedeira, é provável que jogue fora os níveis de nutrientes em seu corpo, mas tomar um multivitamínico não vai doer.
Exercício.  Todo mundo já ouviu falar da teoria do "suor para fora" e, embora não possa acelerar a metabolização do álcool, liberará endorfinas que podem melhorar seu humor.
Muita ressaca pode ser psicológica, e trabalhar fora tende a nos fazer sentir bem sobre nós mesmos, o que possivelmente poderia fazer você se sentir melhor.
Comer uma banana. Diuréticos como o álcool irá esgotar do seu corpo o potássio. Reabasteça seus níveis de potássio e eletrólitos comendo uma banana.
Dormir. Começar a descansar em abundancia é importante em qualquer altura que nosso corpo está tentando recuperar se é das atividades físicas ou de uma noite áspera de bebedeira.
Alugar um filme.  Qualquer coisa que você pode fazer para passar o tempo e tomar a sua mente fora de ser vai ajudar na ressaca.
Prevenção.  O melhor método para curar uma ressaca é evitar uma. Vamos olhar para algumas dicas preventivas para ajudar a eliminar uma ressaca.
COISAS A EVITAR QUANDO ESTIVER DE RESSACA.
Evite beber café e outros produtos com cafeína.  Antes de pegar um copo em sua cafeteria para acordar, perceba que o café pode causar desidratação adicional e levar a enxaquecas ou dores de cabeça intensificadas.
Não beba mais álcool. Beber mais álcool só proporciona um efeito entorpecente e apenas prolonga o inevitável. Isso também pode levar a um problema sério de abuso de álcool.
Evitar acetaminofeno.  Quando seu corpo está trabalhando com horas extras para metabolizar o álcool, produtos como Tylenol pode levar a danos no fígado ou falha.

MÉTODOS PARA PREVENIR UMA RESSACA
Beber Água - Manter-se hidratado durante e depois de beber vai ajudar a reduzir os sintomas da ressaca na parte da manhã. Sugiro que você pedir um copo de água com cada bebida. Não só isso vai mantê-lo hidratado, mas ele vai ajudar a abrandar o seu beber.
Uma bebida por hora - Seu corpo pode processar uma bebida de uma hora, em média. Permita que seu corpo se mantenha com o seu beber, você vai se sentir muito melhor na parte da manhã.
Comer uma refeição - Certifique-se de preencher sua barriga antes de sair para beber. O alimento ajudará a absorver algum do álcool que amortece os efeitos do licor.
Senso Comum - Não se torne o bêbado desleixado no bar. Monitorar o seu beber e colocar limites, como você só pedir uma bebida por hora.
Evite excesso de fumo - Você vai fumar o dobro quando você beber. Isso pode levar a uma garganta seca, envenenamento por nicotina e aumentar seus sintomas de abstinência de nicotina que levará a aumento de dores de cabeça no dia seguinte. Melhor ainda, pare de fumar.
Há um monte de produtos e truques baratos que afirmam curar ressacas, e a maioria deles são apenas isso, truques. No entanto, esses produtos podem ter um efeito psicológico que fazem você pensar que sua ressaca não é tão ruim.
No final, a melhor maneira de prevenir e curar ressacas são seguir as medidas preventivas acima. Seja esperto e beba de forma responsável e você evitará parecer um tolo fora de si mesmo, bem como uma ressaca.
Dieta Detox
Muitas pessoas não sabem, mas a dieta detox também é excelente para melhorar a saúde, o sistema imunológico, reabilitação após o período de festas e pode ser feita através de uma sopa detox ou suco detox  que você vai ter bons resultados.
Segundo a autora Rosi Feliciano do Plano Detox que é um dos livros mais vendidos do Brasil: “O objetivo do detox é estimular as enzimas do fígado, aumentar suas visitas ao banheiro para tentar se livrar da maioria dos resíduos intestinais e ajudar os seus rins remover toxinas que se acumulam em seus tecidos, seus órgãos e seu sangue.
Isso quer dizer que a dieta detox vai fazer uma verdadeira faxina nas toxinas, melhorar o desempenho do seu organismo deixando mais forte.

Dentro de um programa para perder peso como o Plano Detox é visto como uma potente “ dieta queimar gordura ” assim, o Plano Detox pode te ajudar a descobrir como emagrecer rapido e finalmente conseguir o seu peso ideal.

Gostaram, amores? Então curtam, compartilhem e comentem aqui!
E aproveitem o carnaval, divirtam-se e sigam essas dicas para se recuperarem da ressaca!!! :D


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Quem é o responsável pela calçada da sua casa?

Esse tipo de calçada é mais conhecido que os buracos daqueles biscoitos Água e Sal 

Gente, quem aí nunca se deparou com uma calçada cheia de mesas e cadeiras, repletas de camelôs, tomadas por entulhos, material de construção, lixo ou simplesmente esburacadas que atire o primeiro tijolo.Mas, vocês sabem o porquê de nossas calçadas serem assim? Conforme, artigo presente no site Casadaptada:

Não é de agora que foi atestada a ineficácia da legislação brasileira ao incumbir ao munícipe a reforma de sua calçada. Como já falado, inclusive aqui no Mobilize, essa lei nunca funcionou aqui no Brasil e não é novidade para nenhum gestor. A boa nova é que essa realidade mudou com a Lei Brasileira de Inclusão (nº 13146/2015) [...]”.

Mas, aí você pergunta, o que mudou mesmo? Calma que eu explico!Mas, antes eu tenho que contar para vocês que eu moro numa cidade de interior e quando eu era criança juntava uma criançada na porta da minha casa. Era um tempo bem difícil a rua não era pavimentada e se um cachorro fizesse xixi já era suficiente para surgir aquele lamaçal. E no período de estiagem era tanto vento e areia na cara que parecia que estávamos nos Lençóis Maranhenses.
Era tanta areia que dava pra vender
Lembro que meus pais demoraram muitos anos para construir a calçada da casa que morávamos. Eram tempos de vacas magras, mas um dia surgiu uns trocados que se transformaram na calçada. Então, a frente da minha casa ficou parecida com a da foto abaixo.
Mas, uns anos depois um dos prefeitos resolveu mandar calçar a rua e a calçada lá de casa teve que ser toda quebrada e feita novamente, pois a calçada ficou mais baixa que o calçamento daí quando chovesse a água ia acabar entrando dentro de casa. Ou seja, meus pais tiveram que gastar novamente com a calçada.
Bom, mas porque eu estou desenterrando essa história?
Porque o blog é meu, ora bolas! 😆😆😆😆
Brincadeira.
Eu contei essa história porque muitas vezes reclamamos das péssimas condições das calçadas, mas nem sempre paramos para refletir se o dono daquele imóvel tem dinheiro suficiente para pagar o IPTU e ainda investir numa via pública que pode ser quebrada a qualquer momento.  Natania Nogueira  também nos informa que “o dono do imóvel pode ser multado em caso de má conservação e ocupação irregular de uma via pública. Ele pode até responder criminalmente em caso de acidente causado, por exemplo, por um buraco na calçada.”
Quem aí já pagou o IPTU?
Agora você imagine alguém que tem que morar numa casa que ainda não foi nem concluída por falta de dinheiro ter que pagar multas ou ficar enrolado com a justiça. Já do outro lado ninguém aqui pode defender que as pessoas continuem sofrendo acidentes de trânsito, pois como bem lembrou  Natania Nogueira:
“Um estudo realizado pela Gold e pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) chamado 'Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Aglomerações Urbanas Brasileiras', entre os anos de 2002 e 2003, avaliou o perigo que os pedestres correm quando caminham pela cidade.  Segundo o estudo, um acidente de trânsito é um 'evento ocorrido na via pública, inclusive calçadas, decorrente do trânsito de veículos e pessoas, que resulta em danos humanos e materiais. Compreende colisões entre veículos, choques com objetos fixos, capotamentos, tombamentos, atropelamentos e queda de pedestres e ciclistas'.
Assim, uma queda numa calçada, resultado da má conservação ou da presença de algum obstáculo, configura um acidente de trânsito. As vítimas desse tipo de ocorrência têm o direito de cobrar uma indenização pelos danos  sofridos.
O estudo feito pela Gold e pelo IPEA traz alguns dados interessantes. Por exemplo, nove a cada mil moradores de cidades brasileiras sofreram quedas como pedestres. E há um custo para os cofres públicos. Estimou-se que o resgate e o tratamento de cada um deles resultavam num gasto aproximado de R$2.656,00. Isso há mais de uma década!”
Elin Ceryno quebrou o pé em uma calçada esburacada perto de casa
Mas, enfim, eu iniciei esse post falando de uma nova realidade e até agora tudo que eu falei foi só dos prejuízos que meus pais  tiveram fazendo e refazendo  calçadas e dos tombos que diariamente as pessoas sofrem.Mas, agora falando dessa nova realidade o artigo presente no site Casadaptada nos informa que houve “[...] alterações [...] no Estatuto das Cidades (Lei 10.257/01), que transferiram ao Poder Público a responsabilidade pela manutenção e reforma das calçadas de todos os municípios do País”. É ainda importante destacar que as calçadas devem ser padronizadas e caso a Lei seja desrespeitada quem agora vai responder por crime de improbidade são os prefeitos, subprefeitos e secretários.
Mas, você deve está aí pensando eles vão alegar que não tem dinheiro, que a PEC congelou tudo e blábláblá. Mas, a Lei é clara e diz “[...] que as prefeituras terão liberdade para buscar apoios e parcerias, por exemplo, com a iniciativa privada.O importante é que ela lidere esse processo e se responsabilize com o maior bem público de uma cidade, que é a sua calçada”.
Quantos likes você daria pra essa calçada?
Gostou do nosso conteúdo? Acredita que este post pode ser útil pra mais gente, então curta e compartilhe com amigos e também nas redes sociais da prefeitura da sua cidade.
Não entendeu bem essa questão, então clique aqui e veja o vídeo no qual a Deputada Mara Gabrilli fala sobre a questão das calçadas.
Até a próxima!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Dinheiro compra Felicidade

Existe um ditado muito comum que diz o seguinte: “Dinheiro não compra felicidade.”
Será mesmo?
Após refletir bastante, cheguei à conclusão que o dinheiro compra, sim, a felicidade.
Não o dinheiro por si só, mas o bom uso dele.
Você vai entender o meu ponto de vista a partir de agora.

Dinheiro (usado da forma errada) não compra felicidade

Não há dúvidas que existem muitos milionários ou pessoas muito bem remuneradas que são infelizes.
Mas isso tem a ver com o fato de possuírem muito dinheiro?
Definitivamente não.
Essa infelicidade tem a ver com a liberdade (na verdade, a falta dela).
O dinheiro domina essas pessoas, e não o contrário.
Uma pessoa bem remunerada e viciada em trabalho (workaholic) que não tem tempo para cuidar da saúde ou nunca está em casa para fortalecer o relacionamento com seu cônjuge e seus filhos provavelmente é menos feliz que um pobre pescador que gasta metade do dia pescando e a outra metade com sua família.
A questão da infelicidade, portanto, não é o dinheiro, mas a falta de liberdade, saúde e bons relacionamentos, que são os três elementos da verdadeira riqueza.
A liberdade é um componente tanto da riqueza quanto da felicidade.
Aqueles que vivem livres serão mais felizes.
Aqueles que possuem fortes laços com seus amigos e familiares serão mais felizes.
Aqueles que possuem boa saúde serão mais felizes.
Quando Robert Kiyosaki menciona a famosa “corrida dos ratos” no livro Pai Rico, Pai Pobre, ele tenta mostrar exatamente isto, só que com outras palavras.

O problema está no “normal”

O problema está no que a sociedade define que é o “normal” para você.
Normal é acordar todos os dias às seis da manhã, enfrentar longos engarrafamentos e trabalhar oito horas por dia, de segunda à sexta (ou mesmo todos os dias, em alguns casos).
Normal é comprar tudo no crédito, desde uma simples camisa até a casa onde você mora.
Normal é acreditar que alguma fórmula mágica, em algum momento da sua vida, o fará rico.
Normal é acreditar que um carro mais potente ou uma casa maior o fará feliz.
Você está condicionado a aceitar o “normal” baseado na definição de riqueza da sociedade, que, por sua vez, está totalmente equivocada.
A riqueza não é definida pelo que você possui.
Mas essa é a definição de riqueza da sociedade, para incentivar o consumismo como a única forma de alcançar a felicidade.

Dinheiro (usado da forma correta) compra felicidade

O dinheiro não compra felicidade quando é utilizado da forma errada.
Ao invés de utilizá-lo para comprar liberdade, as pessoas o utilizam para se manterem presas (financiamentos, bens com alto custo de manutenção, cartões de crédito…).
Quanto mais compromissos financeiros você assume, mais preso você estará a uma fonte de renda para honrá-los.
“Riqueza” e “felicidade” estão interligados, mas só se sua definição de riqueza não estiver corrompida pela psicologia do consumo.
Usado da forma correta, dinheiro compra liberdade, e liberdade é um elemento dos três pilares da riqueza.
E se você tem liberdade, você está muito mais apto a fortalecer os demais elementos da riqueza: saúde e relacionamentos.
Vejamos:
Dinheiro compra a liberdade para assistir de perto seus filhos crescerem.
Dinheiro compra a liberdade para perseguir seus sonhos mais malucos.
Dinheiro compra a liberdade para construir e fortalecer relacionamentos.
Dinheiro compra a liberdade para se exercitar (ou fazer o que quiser) quando você quiser, quantas vezes você quiser.
Agora pense comigo:
Alguns desses exemplos poderiam te fazer mais feliz?
Aposto que sim.
Uma coisa é certa: eles certamente não trariam infelicidade.
Se o dinheiro é capaz de comprar liberdade e, com essa liberdade, podemos nos dedicar ao que realmente importa, então o dinheiro pode comprar felicidade (quando bem utilizado).

Consumismo é o maior obstáculo para a felicidade

O  consumismo nos condena a um estilo de vida na “prisão”.
E quanto mais você comprar coisas que não cabem no seu bolso, maior será sua “sentença”.
O consumismo está atrelado à gratificação instantânea e ao prazer imediato.
E isso vale tanto para sua saúde financeira quanto para sua saúde física.
O que você acha de comer chocolate (ou qualquer sobremesa com bastante açúcar) a qualquer momento? Ou comer aquele super combo da sua lanchonete preferida com sanduíche, batatas fritas e refrigerante?
Infelizmente, este prazer imediato (curto prazo) geralmente é um péssimo negócio para sua saúde no longo prazo.
Com isso, essa busca incessante por gratificação instantânea tem um destino comum: endividamento e obesidade.
A riqueza, assim como a saúde, não é fácil de ser obtida e ambos os caminhos possuem processos muito parecidos.
Tanto a riqueza quanto a saúde exigem disciplina, sacrifício, persistência, comprometimento e, obviamente, gratificação postergada.
Se você não tem autocontrole em relação às tentações da gratificação instantânea, dificilmente terá sucesso em enriquecer ou emagrecer.
Ambos exigem uma mudança de estilo de vida, deixando de pensar no curto prazo (gratificação instantânea) e focando no longo prazo (gratificação postergada).
Coloque isso em prática e observe resultados mais rápidos do que você imagina.

Como sempre, tenho uma pergunta para você…

O que você achou deste artigo? Concorda plenamente? Discorda totalmente?

Sei que este é um tema polêmico e que pode provocar boas discussões. Por isso queria muito saber sua opinião sobre o assunto.
Quanto mais discutirmos construtivamente, melhor será o aprendizado.
Basta deixar um comentário logo abaixo.
Até a próxima!