terça-feira, 25 de abril de 2017

Como romper o ciclo de exclusão e pobreza no Brasil?

Dia 28 de Abril é o Dia Internacional da Educação, na verdade, é a comemoração  da realização do Fórum Mundial de Educação. Segundo o MECdesde sua primeira edição, em 2001, o Fórum Mundial de Educação (FME) coloca o direito à educação entre as prioridades da agenda internacional".
Mas, por que a educação brasileira e por extensão a profissão docente estão em crise? Por que apesar dos esforços de inclusão, os alunos com deficiência avançam menos?
É importante lembrar que apesar de estarmos no século XXI, na Era da Informação, o modelo educacional ainda é o do século XIX, da Era Industrial. Ou seja, se você pudesse fazer uma viagem no tempo e visitar uma escola de dois séculos atrás  ia encontrar da mesma forma que encontra hoje numa sala de aula, um professor em pé falando na frente dos alunos sentados.
A diferença que você provavelmente logo ia perceber é que a escola do século XIX, era um espaço  destinado para os filhos da classe política e econômica. Essas crianças eram de cor branca, saudáveis e do sexo masculino já a escola de hoje é um espaço no qual todas as crianças independentemente de classe social, cor, credo e condição física têm direito.
É ainda importante destacar que a universalização da educação é uma conquista recente, pois foi só a partir de meados dos anos 1970 e 1980 e principalmente com a Constituição Federal de 1988 é que a educação passou a ser um direito de todos.Ou seja, a partir desse período aumentou o número de alunos, de escolas e de professores.  
Todavia, nós que estamos diariamente dentro da escola sabemos que esse aumento do número de alunos, de escolas e de professores não foi acompanhado por uma melhoria qualitativa na educação. O número de alunos evadidos é alarmante, o professor é desvalorizado pelo governo e pela própria sociedade, os cursos de formação de pedagogia e licenciatura têm em sua grande maioria uma qualidade ruim, quando deveriam ser de excelência.

Segundo Priscila Cruz, membro do Movimento Todos Pela Educação (TPE), 20% das crianças de 4 e 5 anos estão fora da escola, há 98% de crianças matriculadas no 1º Ano do Ensino Fundamental, apenas 70% concluem o Ensino Fundamental II (até os 16 anos), desses só 50% concluem o Ensino Médio (até os 19 anos), apenas 20% entram na universidade e só 12% concluem a graduação.
E quando falamos dos alunos com deficiência a situação é bem mais complexa, pois conforme Luiz Fernando Toledo “o Censo da Educação Básica de 2016 mostra que a participação de estudantes com deficiência cai a cada etapa. Nos anos iniciais do ensino fundamental (1.º ao 5.º ano), 3% têm alguma deficiência – física e/ou intelectual. Nos finais, 2%. Já no ensino médio, essa taxa cai para 0,9%. Já no ensino superior, que não é obrigatório, há ainda menos alunos com deficiência: só 0,5% do total, segundo o Censo da Educação Superior mais recente, de 2015.”
Nesse sentido, para que a inclusão aconteça e o país se desenvolva é preciso valorizar a profissão professor da mesma forma que valorizamos outras profissões como médico, engenheiro etc. Ou seja, é preciso atrair os melhores alunos para exercerem a profissão, é preciso que os cursos de pedagogia e licenciatura sejam de qualidade e que após a entrada no mercado de trabalho o professor seja motivado a buscar constantemente cursos de extensão, palestras e outros.
Quem aqui nunca recebeu uma ligação do consultório médico informando que a data da sua consulta foi alterada em razão, do médico ter que viajar para participar de um Congresso? Essa mesma realidade para o professor ainda é muito difícil. Para que o professor consiga tirar uma licença para curso é uma luta e muitas vezes quando conclui o curso demora anos e anos para ter um aumento de salário por meio da qualificação adquirida. Eu mesma conclui meu mestrado no ano de 2013, e até hoje espero um aumento no meu salário. Aumento esse que eu poderia utilizar na compra de mais livros, na inscrição de outros cursos de qualificação.  
Enfim, para que o nosso  país  se desenvolva economicamente  e consiga romper com o ciclo de exclusão e pobreza é preciso que haja uma valorização social da profissão professor nos quesitos formação, salário e carreira.  

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