sexta-feira, 29 de setembro de 2017

DINHEIRO DE BLOGUEIRO:Será que o Hamilton, do Casadaptada, está rico?

Começa hoje nesse blog uma série de entrevistas sobre finanças. E o nosso primeiro entrevistado é o Hamilton Oliveira que tem 28 anos, estudante de Administração, tetraplégico desde 2010, resolveu criar o blog Casadaptada após a compra de seu apartamento, o que desde então ocasionou muitas dúvidas sobre como adaptá-lo, como deixá-lo confortável e que possibilitasse o máximo de independência para ele.
O Blog  e o Hamilton ficaram famosos com uma média  211.600 visualizações mensais, 67 mil fãs no Facebook e 35 K no Instagram mas será que ele está rico? Qual será o sonho de consumo dele? Quanto custará esse sonho? E o que ele está fazendo para que se torne realidade? Será que ele sabe investir o dinheiro que ganha? Será que está endividado?  Hora de descobrir!
1)Como é sua relação com o dinheiro hoje? Melhorou ou piorou com o passar do tempo?
Como administrador e a experiência de ter que me sustentar desde a adolescência me proporcionou sempre saber a hora cortar custos, investir quando posso e lidar com as contas do dia a dia, então, sim tem melhorado, mesmo com orçamento baixo e crise, consigo controlar meus gastos e ter uma vida relativamente tranquila.
2)Como seria seu blog se ele estivesse começando hoje?O que você faria mais? O que você faria menos? O que você eliminaria? E o que você começaria a fazer?
Não faria muito diferente, apenas mais vídeos, hoje em dia a leitura não é mais apreciada, como ainda pouco sei de edição de vídeos, além do misto de vergonha e medo de exposição talvez, mas é algo que estou intensificando com projetos como o #DEFITNESS e “RODAS PELO MUNDO”
3)Tem alguma coisa que você faz hoje que, sabendo que você sabe não faria ou começaria novamente?
Contratos verbais, temos que valorizar nosso conteúdo.
4))Você consegue pagar todas as suas contas com o dinheiro proveniente do blog?
Não, eu sou aposentado pelo banco do brasil, todo o dinheiro que arrecado com o blog reinvisto, e faço sorteios, doações de camisas, aumento a lojinha com mais canecas, pingentes etc.
5)Faz planejamento financeiro ou prefere viver seguindo a teoria do Zeca Pagodinho "Deixe a vida me levar"?
Como bom administrador não vivo sem excel, fluxo de caixa, seja do blog ou pessoal, pelo menos as coisas mais importantes e anuais são sempre anotadas.
6) Você tem o hábito de pesquisar, comparar preços e pedir descontos ou você simplesmente compra no estabelecimento mais próximo da sua casa e morre de vergonha de pedir descontos?
Compro muita coisa pela internet, pesquiso muito, preço, qualidade e frete grátis (mesmo com os absurdos cobrados pelos correios).
7)Qual foi a maior sensação de conquista financeira que você já teve?
Comprar minha casa, sem dúvidas, não só financeira, mas também pessoal, adaptar uma casa para um tetraplégico morar só, foi uma conquista maravilhosa.
8)Você consegue juntar uma grana todo mês? Você possui uma reserva de emergência de pelo menos 6 meses do seu custo de vida?
No momento não da forma que gostaria, fiz alguns investimentos que imobilizaram meu capital, os gastos com a casa, remédios, materiais, carro me deixam um pouco no limite, mas estou trabalhando para isso.
9)Você investe, ou seja, você acredita no poder do dinheiro acumulado com o tempo?
Sim, sou investidor e empreendedor voraz, não acredito em colchão e poupança, pra mim dinheiro tem que girar.
10) Possui hábitos simples como anotar todos os gastos e checar o extrato bancário com rotina?
Diariamente, seja na minha planilha ou app do banco, etc.
11) O assunto dinheiro sempre esteve presente no cotidiano da sua família e dos seus ciclos de amizade? Teve educação financeira?
Família não, a maioria vive bem, bons empregos, mas não tive nenhuma inspiração dentro de casa, a faculdade e amigos me trouxeram isso.
12) Qual seu sonho de consumo hoje? Sabe quanto custa esse seu sonho?E o que você está fazendo para que ele se torne realidade?
Meu sonho é poder voltar a empreender , abrir empresas, ou consultoria, voltar a estudar francês, inglês, fazer uma pós, ir à Tailândia, por que não? Rsrsrs. Trabalhando bastante, criando projetos, estabelecendo metas, 2018 promete.
13) Como e onde você se imagina daqui a 5 anos?
Gostaria muito de morar no Canadá, um sonho antes da lesão, fazer uma temporada de estudos, viajar o Brasil e mundo, mostrando a acessibilidade e inclusão aos nossos leitores, ter uma equipe trabalhando diariamente no site, desenvolvendo conteúdo e as tirinhas do TOM, que o blog Casadaptada seja a referência não só no Brasil como lá fora, com conteúdo de qualidade e que inspire as pessoas a serem independentes e viverem em paz com suas deficiências, estou em busca de experiências, aventuras, do IMPOSSÍVEL.

Hamilton,obrigada, por compartilhar aqui sua relação com o dinheiro e vamos enriquecer nessa encarnação! E você já parou para pensar como você lida com sua grana ou com a falta dela? Acha que a história do Hamilton com o dinheiro poderá contribuir de forma positiva tanto para você quanto para outras pessoas?

E se quiser saber mais detalhes sobre o Hamilton vá lá na minha página do Facebook depapocomclaudinha que tem uma entrevista dele.E se quiser continuar recebendo mais informações sobre esse e outros assuntos do Blog, é só apertar os botões seguir no instagram e no facebook.

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domingo, 24 de setembro de 2017

7 Motivos para usar calças legging

Olá, gente tudo bem?
Vim hoje aqui para contar a vocês que recentemente comprei 2 calças legging pra mim, e estou amando. Acho que calça legging é o tipo de roupa que poderia ser usada em todas as ocasiões, pois elas são confortáveis, versáteis e no meu caso ainda deixa tudo no lugar.
Vou  confessar que durante muito tempo eu pensei que calça legging era uma peça de roupa exclusiva à academia.
Mas com o  tempo venci o preconceito e hoje é uma das minhas peças de roupas preferidas.E hoje resolvi escrever esse  post com os 7 motivos que me ajudaram a enviar meu preconceito com as calças legging  pras cucuias.
1-Elas não possuem botões, nem zíper e nem cós
Extravasa, libera e joga tudo pro ar, garota!

2-Fácil de lavar, secagem rápida e não amassa
Ideal para quem ama lavar roupas, como ela 
3-Estabiliza a temperatura corporal, permitindo a respirabilidade da pele
Alguém se identifica?
4-Pode ser utilizada no trabalho, na academia, numa balada e até dormir com ela.
Aquela roupa perfeita para sair do trabalho, na sexta-feira, e tomar umas e outras com os amigos
5-Conquistam todas os gostos e idades pois este modelo de calça foi aceito por meninas, adolescentes, jovens, e adultos de todas as idades.
Vovós estilosas!
6-Geralmente tem um precinho que cabe no nosso bolso
Essa parte eu adoro!!!
7-Faz ótimas combinações com vestidos, blusão e casaco.
Um luxo!!
E aí, gostaram dessas dicas? Elas serão úteis na montagem dos seus looks?Então, comentem e não deixem de curtir nossa página do facebook para ficar por dentro de todas as novidades. Ah, e se vocês querem encontrar calças legging incríveis, não deixem de visitar a FitModa clicando AQUI
Um grande beijo!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Da cadeira de rodas para a academia

Blogueiros com deficiência criam campanha nas redes sociais para incentivar a prática de exercícios físicos
Campanha será lançada no dia 21/9 – Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – e já conta com o apoio de peso de nomes como Mara Gabrilli, Fernando Fernandes, Laís Souza e o time dos atletas de alto rendimento do Instituto Mara Gabrilli.
Quem disse que pessoas com deficiência não frequentam academia? Ou que só podem se exercitar em centros de fisioterapia? Inspirada por uma palestra que assistiu de Mara Gabrilli, que é tetraplégica há 23 anos e aos 49 esbanja um corpo escultural, a blogueira do Caminho Acessível http://www.caminhoacessivel.com.br/, Nathalia Blagevitch, 26, resolveu trocar as sessões de fisioterapia que a acompanhavam desde os sete meses de vida por aulas de musculação adaptada acompanhada por um personal trainer. “Com o tempo, o que era uma rotina de tratamento, tornou-se um hobby na minha vida. Hoje, estar em uma academia faz toda a diferença para o meu bem estar e autoestima”, conta.

Nathalia é advogada, professora tutora em cursinho preparatório para o exame de Ordem e foi diagnosticada com paralisia cerebral desde o seu nascimento. Ela ainda é uma das poucas alunas de sua academia que tem uma deficiência. Seu treino é como de muita gente, salvo algumas adaptações incrementadas por seu professor Omi Neto, profissional da Rede de Academias BodyTech. “O treinamento da Nathalia é voltado para o ganho de força e massa muscular, além de maior amplitude articular. O objetivo maior é que ela ganhe maior independência nas atividades do dia a dia. Em paralelo a tudo isso, realizamos atividades para melhorar a sua condição cardiorrespiratória, como caminhadas com inclinação na esteira e aulas personalizadas de boxe”, explica.
Com o objetivo de estimular a prática de atividade física entre um público que ainda pouco se movimenta nas redes quando o assunto é o universo fitiness, Nathalia juntou-se a Hamilton Almeida, que tem 29 anos e é tetraplégico, e Paulo Oliveira, 26, também cadeirante. Juntos, eles criaram o Defitness Club, cujo objetivo é estimular, por meio de campanhas nas redes sociais, a prática de exercícios físicos entre pessoas com deficiência.
Administrador e blogueiro, Hamilton criou o Casadaptada www.casadaptada.com.br voltado para tecnologia assistiva, design universal e notícias do universo inclusivo. Há três anos, de segunda a sexta, além da fisioterapia, ele procura diversos estímulos ao corpo, testando sempre novos exercícios e tecnologias.  Segundo ele, é possível fazer muitos exercícios, inclusive no conforto do lar. “Tem muitos cadeirantes que já treinam, tem uma galera grande no crossfit agora, competindo e tudo, quero propagar essa ideia, porque, sim, é possível”, garante.

Empreendedor e blogueiro do canal Amigos Cadeirantes www.amigoscadeirantes.com, Paulo Oliveira é nordestino, mas atualmente mora em Campinas. Ele se tornou cadeirante em 2008 e desde sua reabilitação incorpora atividades físicas em seu dia a dia. “Atualmente tento manter uma rotina de treino muscular por três vezes na semana. Porém isso aumenta em algumas semanas, tudo depende do corpo! A verdade é que os treinos físicos permitem que eu continue amando a vida. É quase uma terapia”, revela.

A primeira ação do trio, a campanha Defitness (deficiência + fitness), será lançada no dia 21/9 - Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – e promete bombar no compartilhamento de vídeos e fotos de exercícios praticados por pessoas com deficiência, seja na academia, em algum espaço aberto ou mesmo em casa, marcando a #Defitness. A iniciativa já conta com o apoio de nomes como Fernando Fernandes, Laís Souza, Daniel Dias e o time dos atletas de alto rendimento do Instituto Mara Gabrilli.

A deputada Mara Gabrilli, que é tetraplégica e uma das inspirações para a criação da campanha, também é uma grande incentivadora da prática de exercícios. “Quando se depara com uma paralisia tida como irreversível, é muito difícil associar atividades que exigem movimento, força e bom condicionamento físico. E é esse é o maior motivo para eu postar meu dia a dia fitness nas redes sociais. Queremos mostrar que uma pessoa com deficiência pode ir muito além da cadeira de rodas. Ela pode sim ter um corpo malhado e, principalmente, saudável”.

Acesse os canais e acompanhe as postagens da campanha

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domingo, 17 de setembro de 2017

Mulheres lutam para ter mais poder no mundo dos negócios

Na busca para fortalecer a presença feminina no empreendedorismo, evento deve reunir 1.500 empresárias na próxima terça-feira

CRIS OLIVETTE
Fundadora da Mastertech, escola que oferece ensino rápido de tecnologia, da agência de software Ponte 21 e do blog Mulheres na Computação, Camila Achutti atua para desmistificar o acesso à tecnologia e para fazer com que empreendedoras usem a tecnologia como aliada.
Formada em ciência da computação, com mestrado na mesma área pela Universidade de São Paulo, a empresária conta que logo no início da graduação percebeu a baixa diversidade de gênero na sala de aula.
“Eu era a única menina na turma de 30 alunos. Hoje, temos cerca de 13% de mulheres trabalhando com tecnologia no Brasil. Foi um pouco por essa questão de gênero que entrei na área de educação. Sinto grande necessidade de repassar meu conhecimento para outras mulheres. Não posso deixar as meninas de fora dessa coisa incrível que está mudando o planeta.”
Ela conta que a Mastertech não é exclusiva para mulheres, mas 61% dos alunos são do sexo feminino. “A nossa escola é reflexo da sociedade brasileira, composta 57% de mulheres. Temos cursos imersivos de oito horas por dia durante oito dias. Brinco que o aluno entra como intérprete de Libras e sai programador, pronto para suprir a demanda de mercado. Nossa taxa de empregabilidade é de 90%.”
Entre os cursos de curta duração, o mais famoso é ‘aprenda a programar em um final de semana’. “Em dois dias, ensinamos a fazer um site e um aplicativo. Nosso maior objetivo com os cursos menores é fazer a evangelização do mercado e mostrar que programação não é só para gênio”, ressalta.
Segundo ela conta, o negócio, que começou em 2016 com recursos da Ponte 21, hoje é sustentável, emprega 30 funcionários diretos e tem 50 professores parceiros.
Considerada referência nacional pelo trabalho de inclusão da mulher na tecnologia, Camila será uma das palestrantes da sexta edição do Fórum Empreendedoras, realizado pela Rede Mulher Empreendedora. O evento ocorrerá na próxima terça-feira (19), no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.
“Vou falar de diversidade e tecnologia, apontando o quão arriscado é a mulher se distanciar tanto da tecnologia, uma das áreas mais competitivas e que vai permear toda e qualquer carreira. Meu principal objetivo no Fórum é colocar a tecnologia como aliada da empreendedora que quer causar impacto”, afirma.
Criada com o propósito de garantir independência financeira e de decisão sobre negócios de mulheres e suas vidas, a Rede Mulher Empreendedora foi fundada por Ana Fontes, organizadora do fórum.
De acordo com ela, neste ano o evento vai reunir 1,5 mil mulheres, 50% amais do que a edição anterior. “Além da grade de conteúdo de palestras de mulheres empreendedoras, teremos uma sala com 20 mentoras que irão esclarecer dúvidas pontuais sobre negócios. A cada evento, realizamos de 120 a 140 mentorias.”
Ana conta que durante todo o dia o Facebook estará no local realizando oficinas para ensinar as empresárias a melhorar a comunicação de seus negócios nas redes sociais.
Ela acrescenta que o evento também contará com 30 estandes de negócios comandados por mulheres que estarão vendendo produtos ou serviços. “Nesse espaço, as empresárias também realizam negócios e fecham parcerias.” Mais informações sobre o evento e a compra de ingresso estão disponíveis em http://forumempreendedoras.com.br/ .
Outra empresária participante do fórum é a fundadora do canal de finanças Me Poupe!, Nathalia Arcuri. “Pretendo dar um panorama do que vivo no meu dia a dia como empreendedora. Tive de aprender a cuidar da gestão da empresa, a contratar pessoas, a cuidar do crescimento e ainda sou responsável por redigir textos, roteiros, cuidar da edição, enfim, estou me tornando empreendedora aos pouquinhos”, diz.
Segundo ela, reunir mulheres para discutir empreendedorismo é importante. “É muito bacana até para desmistificar alguns preconceitos que as próprias mulheres têm a respeito de competências e autoestima. Ainda temos muito a caminhar no sentido do empoderamento da mulher como empreendedora”, avalia.
Lançado em 2015, na rede social YouTube, o canal Me Poupe! tem atualmente 800 mil inscritos. “A medida que o canal cresce, ganhamos mais corpo em todos os sentidos e penso em expandir para outros campos de negócios como a realização de eventos presenciais e cursos. No futuro, também pretendo investir na criação de produtos financeiros”, afirma.
Segundo ela, de janeiro a agosto de 2017 o Me Poupe! teve faturamento duas vezes maior que o obtido ao longo do ano passado inteiro. “O canal ganhou peso, mas o mercado ainda está engatinhando em relação a como lidar com influenciadores.”
A intenção de Nathalia é buscar um posicionamento para ser mais do que só uma influenciadora. “Procuro entender o que as marcas precisam e criar um conteúdo voltado para elas, tendo grande cuidado tanto com a imagem da empresa quanto com a nossa.”
Ela acaba de lançar um reality em seu canal para contratar um assistente de conteúdo, que será seu braço direito. “Quero mostrar o ponto de vista dos candidatos e como devem se preparar. E o lado do contratante e como avaliar. Será divertido e educativo.”
Organização do setor trabalha para atrair investidora anjo
Diretora executiva da Anjos do Brasil, organização de fomento ao investimento anjo, Maria Rita Spina Bueno já participou de várias edições do Fórum Empreendedoras e considera o evento relevante para o setor.
“Ele abre discussão sobre vários temas que podem ajudar as empresárias. No meu painel, por exemplo, não vou falar só de capital empreendedor, mas sobre fontes de financiamento de maneira mais ampla e do empoderamento feminino.”
Irmão de Maria Rita e fundador da Anjos do Brasil, Cassio Spina afirma que a participação feminina no universo empreendedor é relevante. “A exceção ainda existente é na área de tecnologia, mas a presença das mulheres tem crescido ao longo do tempo”, avalia.
Durante o fórum, ele vai abordar a questão da complementaridade de visão que o trabalho em conjunto entre homens e mulheres pode proporcionar e a importância de atrair cofundadoras para os negócios. “Quero deixar claro que essa diversidade é importante.”
Spina diz que pesquisa recente aponta que empresas que têm a participação de mulheres no comando têm índice de sucesso maior que negócios comandados apenas por homens. “Esse é um indicativo relevante que deve ser observado pelos investidores.”
Spina estima que 20% dos negócios que passam pela Anjos do Brasil têm participação feminina na liderança. “Ainda temos forte maioria masculina tanto do lado de empreendedores quanto de investidores. Mas trabalhamos para estimular a presença das mulheres como investidoras, por meio do movimento Mulheres Investidoras Anjo (MIA).”
Idealizadora do MIA, Maria Rita diz que em determinado momento de sua atuação na Anjos do Brasil passou a se sentir muito incomodada. “Demorei três meses para entender o que era. Então, compreendi que era o fato de só existir homens nesse ecossistema. Minha primeira impressão foi de que isso era uma questão brasileira. Mas pesquisei o assunto e descobriu que não, mesmo em ecossistemas muito mais maduros que o nosso há uma desproporção gigantesca.”
Ao mesmo tempo, ela conheceu iniciativas nos Estados Unidos para atrair mais mulheres a esse ecossistema. “Vi que eles estavam tendo resultados positivos e resolvi criar o movimento no Brasil.”
Iniciado no final de 2014, o MIA já impactou mais de 300 mulheres com potencial para serem investidoras. “Dessas, pelo menos 50 já participam ativamente do ecossistema”, afirma.
“Depois da criação do movimento, dentro da Anjos do Brasil, o número de investidoras anjo passou de sete para 24. Elas são, na grande maioria, mulheres que têm carreira corporativa”, afirma.
Maria Rita diz que a ideia não é ter uma rede exclusiva de investidoras. “Para construir um negócio com alto potencial de crescimento e que seja inovador é preciso ter muito apoio. Esse é um desafio tanto para empreendedores quanto para empreendedoras. O apoio necessário deve vir da diversidade, porque ela agrega muito valor.”
Segundo ela, ter o ponto de vista masculino e o feminino enriquece a discussão, porque eles têm maneiras diferentes de olhar o mundo. “Queremos atrair essas mulheres para que integrem as redes de financiamento já existentes.”
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Fonte: Estadão

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Posso faltar no trabalho quando meu filho ficar doente?

Por  Fabrício Posocco*, advogado especialista em legislação trabalhista
Advogado trabalhista explica ‘direito da falta do empregado’
As crianças costumam ser mais suscetíveis a intempéries. Talvez, por isso, o artigo 473 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) garante que “o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário por um dia por ano para acompanhar filho de até seis anos em consulta médica.”
Todavia, de acordo com o advogado especialista em legislação trabalhista Fabrício Posocco, do escritório Posocco & Associados Advogados e Consultores, este direito pode ser estendido.
“Especificamente o artigo 473 da CLT não prevê o afastamento do trabalho quando os filhos de até 18 anos ou pais idosos adoecem. Mas, a Jurisprudência entende que crianças, adolescentes e idosos precisam de acompanhamento em hospitais e internações. Assim, a falta é justificada e a empresa precisa aceitá-la, sob pena de violação do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Estatuto do Idoso”, revela o especialista.
Quantidade de faltas
Segundo Posocco, o limite de um dia por ano pode ser acrescido, caso esteja previsto no acordo coletivo da categoria. Mas, independentemente da previsão, existe a necessidade do empregado justificar essa ocorrência a fim de evitar despedimento por justa causa.
“Em linhas gerais, o empregado pode faltar injustificadamente até 5 dias a cada 12 meses de vigência do contrato, nos termos do artigo 130, parágrafo 1 da CLT. Acima desse limite, a quantidade de dias de gozo de férias é reduzida proporcionalmente. Faltando mais do que 32 dias injustificadamente perderá o direito às férias”, explica o advogado.
Comprovantes
A melhor forma de garantir, perante a lei, o ‘direito da falta do empregado’, em caso de doença é apresentar comprovantes. Sendo assim, os pais ou responsáveis precisam levar a criança, adolescente ou idoso ao médico e solicitar o atestado ou o laudo do exame efetuado.
Quando o funcionário precisar se ausentar do trabalho por motivo de saúde do filho ou dos pais, deve:
1. Comunicar, o mais breve possível, o superior imediato, responsável pelo setor, tanto via telefone quanto via e-mail, se for o caso.
2. Comunicar, o mais breve possível, o departamento de RH (Recursos Humanos), se a empresa o tiver.
3. Após consulta, entregar o atestado ou o laudo médico original à empresa.
4. Para se precaver em caso de extravio do atestado ou recusa da empresa de pagar os dias, o empregado deve ficar com uma cópia ou pegar um recibo confirmando a entrega do documento ao departamento responsável.
5. Caso a empresa não reconheça a falta como sendo justificada, o empregado pode reivindicar esses valores na Justiça do Trabalho, podendo também comparecer à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e fazer uma reclamação formal, comprovando os fatos com os documentos necessários.
*O Posocco & Associados Advogados e Consultores foi fundado em 1999. É um escritório de advocacia full service, que possui expertise em 47 áreas do direito.
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