quarta-feira, 9 de maio de 2018

Mães que fizeram da deficiência um obstáculo totalmente transponível

Se a descoberta de uma gravidez sempre vem acompanhada de uma chuva de perguntas e reflexões para qualquer mulher, imagine uma mulher com deficiência descobrindo que um bebê está chegando ... é um tsunâmi na certa.
Maternar, tocar a cadeira/muletas/andador, trabalhar é uma permanente na vida dessas mulheres. São verdadeiras acrobatas de circos fazendo vários “pratos” rodar ou melhor colocando os filhotes para mamar, trocando fraldas, dando banho, trabalhando e enfrentando algumas barreiras. Quer conhecer a história de algumas mulheres com deficiência que decidiram deixar sua herança genética para o mundo? 

Então, descubram as peculiaridades de ser mãe com Paralisia Cerebral com Carolina Câmara, como foi o parto da atriz e modelo com nanismo, Priscila Menuci; como é ser mãe e atleta sobre rodas com Mônica Santos e como a Tábata Contri realizou o sonho de ser mãe. 
Carolina Câmara 
A vinda da Alice foi planejada ou foi uma gestação “surpresa”? E como foi sua gestação? 
Eu sempre sonhei em ser mãe!!!!  Então não tem como dizer que foi surpresa, mas claro que quando descobri foi uma mistura de sentimentos. Primeiro, porque há cinco anos eu perdi um bebê com 9 semanas de gestação, para mim foi horrível.. Na época, o meu médico falou que dificilmente eu conseguiria levar uma gravidez até o fim e se caso eu conseguisse, teria que ser em repouso absoluto, seria uma gravidez de risco. Fiquei um tempo me cuidando para não engravidar, tinha muito medo de perder novamente.  O tempo foi passando, o medo foi diminuindo e a coragem junto com a vontade foi tomando conta de mim e voltei a tentar!!! Ao contrário do que o médico disse, a minha gravidez foi sensacional, tranquila, não tive que ficar de repouso, minha vida seguiu normalmente!!!!! Mudei de médico, a minha médica foi incrível, uma brilhante profissional e um ser humano iluminado!!!!! 

Você enfrentou alguma espécie de desconfiança dos outros sobre a capacidade de ter,  cuidar e educar uma  
criança? 
Claro!!! E ainda sofro!!! Meus pais me ajudam 100%, aí o que tem de gente que falam que eles ganharam mais um filho, que começaram tudo de novo, eu do lado, o pessoal pergunta da Alice para os meus pais! Eu ainda não sou respeitada como mãe!!! 
Que mudanças positivas e negativas a maternidade trouxe para você? 
Negativa, acho que o fato de ainda não ser respeitada como ma!! Tá sendo difícil me impor, cansa e o pior tem doido demais. Positivo, tudo! O amor é uma coisa louca!! Ela é linda, parece que sabe, se adapta com uma facilidade! A vida ganhou sentido.... 
Como é o quarto de Alice? Você precisou fazer alguma adaptação? E como são essas adaptações? 
Alice dorme comigo, porque ainda moro na casa dos meus pais, espero um dia sair, ter a nossa casa!!! A adaptação que fiz, foi colocar o berço colado na minha cama, assim eu tenho acesso a ela com facilidade. 
Você postou uma foto no seu facebook, na qual relata que está bem adaptada usando uma almofada de amamentação da FOM. Você também está adaptada nos quesitos banhar, trocar fraldas e ninar a Alice? 
Não tem como eu dá banho, quem dá é a minha mãe, eu até participo… Fralda, eu ainda não troquei, mas acho que com o tempo, vou trocar um xixi, ai acho que vou conseguir fazer na cama.  Agora, vou começar a testar o Sling, que a Alice mais perto de mim.  Uso a Fom para amamentar, também amamento na cama.... Faço a Alice dormir no carrinho, no berço, fazendo carinho e no peito. Uma adaptação que eu, mas ainda não sei como, é para colocar para arrotar, gostaria muito de fazer isso!  
Quer conferir a entrevista completa da Carolina Câmara, CLIQUE AQUI  
Priscila Menuci   
Sabe aquele ditado tamanho não é documento?! Pois, parece que ele foi feito para o pessoal pequeno, ou seja, que tem nanismo.As pessoas que tem nanismo  além de serem excluídas e esquecidas como os amputados, cadeirantes, deficientes auditivo, visual e intelectual, ainda são achincalhados, diminuídos e alvos de piada nos programas de humor. 

Como tenho poucas informações a respeito de nanismo e não sei muito sobre o mundo paralelo deles, resolvi entrevistar a atriz e modelo Priscila Menuci. 
Ela, ao longo da entrevista, demonstra que a deficiência não foi pretexto para viver normalmente e se tornar uma mulher bem resolvida e mãe de dois meninos. E aí, curiosos para saberem como é o pré-natal de uma mulher com nanismo e como foram os partos? Então, vejam a entrevista abaixo. 
O pré-natal de uma mulher com nanismo é igual ao de uma mulher sem nanismo, ou há diferença? 
Igual só que os ultrassom são de qualidade melhores como o morfológico. 
Como foram os partos? 
Os dois cesariana e anestesia geral pois a raque não pega. 
Mas, foi tranquilo. 
E a recuperação ótima, após a anestesia passar já estava andando e tomando banho. 
Seus filhos também tem nanismo? 
Tem 
Quais seus planos para o futuro? 
Profissional ainda tenho muito para caminhar, quero fazer novelas, filmes. 
Enfim, trilhar mais caminhos. 
E criar meus filhos em um mundo melhor. 
E continuar sendo feliz. 
  
Quer conferir a entrevista completa de Priscila Menuci CLIQUE AQUI 

Mônica Santos 
Com 19 anos ela começou a perder as forças das pernas e na tentativa de descobrir o problema descobriu que estava grávida, teve que optar por manter a gravidez e deixar a cirurgia para depois, não tinha muitas chances, mas não desistiu da filha, um mês após ganhar a filha foi chamada para a cirurgia, foi o pior momento de sua vida pois não sabia o que aconteceria, se voltaria a vê-la, mas deu tudo certo e pôde pegá-la no colo novamente. Ela teve o apoio da família, foi um mundo novo, onde aprenderam a enfrentar as dificuldades e valorizar mais os pequenos detalhes que a vida nos dá.  
Teve alguma coisa que você se agarrou e que foi essencial para sua recuperação?  
Após o nascimento de minha filha corri atrás de adaptações pois queria, ser mãe de verdade, trocar fraldas, fazer a comida dela e dar a ela, trocar e dar banho, ajudar ela a andar, caminhar, fazer atividades no chão, andar de bicicleta, fui atrás de uma melhor qualidade de vida, e busquei minha independência ( dirigir, fazer transferência da cadeira para o chão, carro, sofá, cama, adaptar cozinha etc etc), fui para o Hospital Sarah em Brasília onde aprendi bastante, e o resto a vida vai nos ensinando. 
E como é ser mãe e atleta sobre rodas?  
Até minha filha completar uns 5 anos fui apenas mãe, depois disso comecei a procurar um esporte, acredito que eu esteja conseguindo conciliar o esporte e a família, pois todos me incentivam a continuar, sempre fazemos programas em família, como assistir filmes, passear. preparar as refeições juntos, pra mim é uma vida abençoada. 

Quer conferir a entrevista de Mônica Santos CLIQUE AQUI 

Tábata Contri   
Já a Tábata Contri, entrou para o time das pessoas com deficiência aos 20 anos após um acidente de trânsito e 16 anos depois, do ocorrido, ela realizou o sonho de se tornar mãe. Quer conhecer a sua história e os desafios e a rotina dessa família? Veja o vídeo abaixo. 

Inspire-se  na história dessas mães e supere seus limites! E não deixe de me contar nos comentários uma história inspiradora de superação que você viveu ou conhece. 
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