quarta-feira, 24 de abril de 2019

Ter um automóvel próprio vale a pena?

A compra do primeiro automóvel é um dos maiores sonhos de pessoas que me procuram em busca de uma melhor vida financeira. Mas será mesmo que vale a pena tê-lo? 
Num futuro muito próximo, prevê-se que as pessoas não tenham mais a propriedade de um automóvel. Um relatório da empresa independente Rethink X (The Disruption of Transportation and the Collapse of Internal – Combustion Vehicle and Oil Industries) chegou a estabelecer uma data para esta mudança: 2030. Nesse ano, as vendas de carros a particulares terão caído 80%, segundo seus cálculos. Naquele momento, 95% dos quilômetros percorridos em carros serão feitos em frotas autônomas de veículos elétricos. Somente esta alteração de costumes fará com que uma família média dos EUA economize 5.600 dólares em custos de transportes, o que equivale a um aumento de 10% nos salários. Como resultado, os americanos manterão US $ 1 trilhão em seus bolsos, gerando potencialmente a maior introdução de gastos do consumidor da história. 
Outro estudo do Governo norte-americano diz que os carros ficam estacionados 95% de sua vida útil. Os aviões, apenas 50%. Na Inglaterra, Uber e Volvo investem 300 milhões de libras para ter, muito em breve, táxis autônomos (sem motoristas) rodando por lá. Tókio, no Japão, se prepara para ser a primeira cidade do mundo a ter somente táxis autônomos já nesta próxima Olimpíada, em 2020. 
Enquanto este futuro não chega a nosso País, precisamos decidir se queremos ou não adquirir o nosso sonhado carro. Sempre lembrando que as decisões não são classificadas como certas ou erradas, elas somente trazem consequências. 
A Educação Financeira ajuda as pessoas a tomarem as melhores decisões possíveis e não é uma Ciência Exata, é uma Ciência Comportamental. 
Vamos exemplificar, em números, a decisão de se adquirir um automóvel. Como Educação Financeira não é uma Ciência Exata, você pode, se quiser, pular estes parágrafos de cálculos, e ir direto para as conclusões. 
Cálculos 
Vamos supor a aquisição de um carro popular, com motor 1.0 Flex, sem ar condicionado nem direção hidráulica, fabricado no Brasil e um dos mais baratos do mercado, custando R$ 27.000. Este carro popular é muito econômico e testes comprovaram que ele consome 11,8 Km por litro de álcool rodando em trânsito urbano. Na cidade de São Paulo, conseguimos encontrar postos que vendem este combustível por R$ 2,499 por litro e aqui o IPVA é de 4% do valor do carro, cobrado anualmente. Pesquisei o seguro e, na média de três solicitações, encontrei  um valor de R$ 1.500. Vamos calcular o custo total deste automóvel supondo um trajeto diário de 8 Km para ir e voltar do trabalho e que o estacionamento custe R$ 300/mês. Faremos os cálculos com uma taxa líquida de 0,60% ao mês para aplicações 
Custo de capital pela aquisição: R$ 27.000 x 0,60% = R$ 162,00 por mês ou R$ 8,10 por dia (mês de 20 dias úteis) 
Custo do combustível: (8Km x R$ 2,499/l)/11,8 Km/l = R$ 1,69 por dia; 
Estacionamento: R$ 300 por mês ou R$ 15,00 por dia 
Seguro: R$ 1.500 por ano ou R$ 6,25 por dia (12 meses com 20 dias). 
Não vamos considerar, para efeitos de cálculos, outros custos como depreciação, manutenção, multas e outros. 
O total diário, então, seria R$ 31,04 = (R$ 8,10 + R$ 1,69 + R$ 15,00 + R$ 6,25). 
Compararemos este custo com o custo de utilizar um aplicativo de táxi. Se fizermos uma simulação por aplicativos de celulares, teremos o valor médio de R$ 15,00 por trecho, ou R$ 30,00 por dia. 
Conclusões 
Percebemos, neste exemplo, que os custos praticamente se equivalem, e como eu disse anteriormente, não são números que deveriam decidir nesta escolha. Escolhas têm consequências e, no meu caso, optei por vender o carro que tinha e utilizar os transportes públicos, metrô no meu caso. Somente por esta decisão, uma despesa mensal de pouco mais de R$ 620,00 se transformou em uma de R$ 160,00 (tarifa de R$ 4,00, duas vezes por dia num mês de 20 dias), resultando numa economia de R$ 460,00 por mês, ou R$ 5.520 por ano. 
É pouco? É muito? 
Verdadeiramente isso não é importante. O importante é termos consciência de como estamos gastando o dinheiro que ganhamos. 
No meu caso, esta simples mudança no padrão de gastos corresponde ao valor de uma passagem aérea internacional na classe econômica, o que ajuda na realização de um dos meus sonhos de curto prazo: visitar, pelo menos, um novo país por ano. 
Você está indo atrás de seus sonhos? 
Um educador financeiro pode ajudá-lo na realização destes sonhos num prazo bem menor do que você pode imaginar. 
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sábado, 20 de abril de 2019

A importância de fazer renda extra na vida de uma mãe com deficiência

Aqui no blog temos vários textos falando como ganhar uma renda extra, trabalhando de casa. Isso porque acreditamos que seguir esse fundamento pode mudar a vida de muitas pessoas com deficiência.
Fazer renda extra possibilita a liberdade de não viver dependendo unicamente do seu salário, aposentadoria ou benefício social mês após mês, te dará a oportunidade de pagar suas dívidas mais rápido, alcançar seus objetivos financeiros, como comprar uma cadeira de rodas nova meses antes e, quem sabe até desenvolver um modelo de negócios. 

Entretanto, ainda é muito restrito o número de pessoas com deficiência que têm se dedicado  a fazer renda extra, muitas não veem benefícios em buscar formas de ter uma fonte extra de recursos. Alguns até acham ser impossível fazer tal coisa. 

Bem, se essa é sua visão, eu como coach de finanças estou disposta a mudá-la, te ensinando como diversificar seus ganhos pode mudar sua vida! Para isso, convidei a Roberta Paraíso , a criadora do blog Diferentes Eficientes, Trabalhando em Casa ela é uma mamãe guerreira e deficiente que encontrou uma forma de contornar as adversidades da vida e ganhar a vida trabalhando em casa honestamente. 
Curiosos para saberem como surgiu essa ideia de trabalhar de casa?  Como, quando e o que a motivou a criar o blog? Quais os pontos positivos e negativos de trabalhar em casa? Essas e outras perguntas fiz a Roberta.  
  
1-Fale-nos sobre a sua deficiência. E como você, seus pais, familiares e amigos entenderam, essa condição humana? 
Não nasci deficiente, então pra mim, foi um problema muito grande aprender a lutar com isso.Hoje, sou eu, minha filha e Deus contra o mundo. Pois na minha família, a única pessoa que entendia mesmo pelo que passo era minha mãe, me sinto muito só. 
Com relação a amigos, bem aí fica pior, não sei se por sofrer tanto quando criança, mas tenho muita dificuldade em me abrir com pessoas... então tenho somente uma amiga fiel e assim tenho muita facilidade pra conhecer novas pessoas, e acredito ser uma pessoa simpática, então.... parece meio estranho, mas tenho conhecidos alguns me ajudam, mas não querem também se envolver comigo muitos se afastam... 
  
2 -Como foi sua infância e adolescência? 
Até meus 10 anos, era uma garota "normal" (quem é normal e quem não é?) de acordo com os olhos da nossa sociedade.Estudava em um colégio católico, meu pai era engenheiro e minha mãe, bem dondoca da década de 80. 
Mas, aos 10 anos de idade, tive uma encefalite viral (fiquei apenas 3  dias em coma, mas foi o suficiente para desligar todo meu sistema nervoso) e então tive que reaprender a andar, falar,comer, enfim tudo de  novo que nem neném.Para somar um pouco, meu pai morreu de câncer e minha mãe teve que se virar em trabalho para sustentar uma filha doente. 
  
3-Fale um pouco de seus pais. Quais as profissões deles e quantos filhos tiveram? 
Como já comentei acima, meu pai era engenheiro, e quando casou com minha mãe, ele já era viúvo com um filho de 20 anos. E minha mãe, foi meio que obrigada pelo meu avô(década de 50) a se formar no magistério  (professora).E desse casamento, só saiu eu mesma... rs 
  
4- Como foi sua vida escolar e acadêmica? 
Então, escola até a quarta série tudo muito normal,porém a doença como disse também me deixou em coma, mas consegui voltar quase tudo, fiquei com sequelas na coordenação motora, ou seja nao consegui escrever, nem andar. 
Foi muito triste, porque criança, em geral, não tem os filtros que os adultos desenvolvem.E riam muito de mim, isso fazia eu me isolar. 
Tinha alguns amiguinhos que eram também os excluídos. Depois no segundo grau, quis também fazer magistério, porém tive uns  professores muito "incentivadores" que diziam que meus desenhos se assemelhavam ao de uma criança de 2 anos. Então desisti.Não de estudar, só do magistério, fiz o segundo grau normal, sempre sozinha também. 
Passei em 2 vestibulares de faculdades particulares e não fiz uma boa escolha.Mas, não culpo somente a faculdade.Eu não tinha muita certeza do que queria de faculdade.E como fui por muito tempo isolada, arrumei uma grande amiga: a televisão. Então, fui fazer faculdade de televisão. 
5- Qual a sua profissão? Como o mercado de trabalho a recebeu?  
Não sabia como o mercado de trabalho, ia ser difícil. Se já tinha sofrido na escola, fora dela era beeeeeeeeeem pior!!! Primeira missão, conseguir um estágio:como disse tinha dificuldade de escrever e de me locomover.Estou falando do final dos anos 90. 
Quando ia preencher ficha de emprego, bem que letra era aquela né. Já me olhavam como  se eu fosse um Frankestein, nunca conseguia o estágio. O único que consegui, foi num canal de tv de uma rede fechada (pequeno) consegui porque a ficha foi preenchida depois da contratação, o cara nao podia mais voltar atrás. 
Ele nao me pagou nunca nada (me dava um pão com manteiga, pelo menos).Acabou o período obrigatório, fui embora, não dava pra trabalhar de graça, se ele pagasse no mínimo o transporte, mas nem isso. 
  
6- Conte-nos sobre seu blog Diferentes Eficientes? Como, quando e o que te motivou a criá-lo? 
Depois de fazer esse estágio obrigatório, achei que ia me formar e ia conseguir algo(doce ilusão) 
Após 5 anos de formada, resolvi fazer um curso de hotelaria (nada a ver com comunicação), porém pra esse curso, nem o estágio obrigatório consegui. 
Meu pai, tinha deixado uma boa grana de herança para os filhos e tentei abrir meu negócio próprio, mas conheci o pai da minha filha, vendi minha loja e reinvesti numa outra de comunicação visual para nós, porém ele entrava com o trabalho e eu com o dinheiro. 
Resumo perdi o dinheiro, o marido morreu, me deixou endividada e com uma filha.Voltei pra casa da mamãe com o rabinho entre as pernas e procurando qualquer emprego....  Até que achei um anúncio para lei de cotas de PNE, como me encaixava nos requisitos resolvi tentar. 
Deu certo, só tive que correr atrás da documentação médica, mas tudo ok. Entrei na empresa, eu e um grupo de mais 20 deficientes,primeira semana: aula de como se portar em sociedade...(QUE????) isso mesmo… 
Trabalhei durante 4 anos nessa empresa, engolindo muito sapo.Depois de 4 anos, eu não era mais o perfil do cargo. Fui demitida sem muitas explicações a não ser corte de funcionários.Depois de passar por outra empresa e também me sentir muito mal com o que estava fazendo( parecia que eu era um número pra preencher uma lei, do que uma pessoa trabalhando). 
Minha mãe também veio a falecer, tornando assim o fato de eu ter que sair de casa muito mais difícil, pois teria que pagar alguém pra ficar com minha filha. 
Aí comecei a pesquisar na internet formas de ganhar dinheiro em casa.Entrei em muito barco furado,acreditando em promessas milionárias, mas conheci o canal da Luana Franco e comecei a assisti-la e gostar do seus conteúdos e me convenci a comprar um curso (a última parcela do seguro desemprego) para trabalhar em casa. 
Estudei muito, fiz muita coisa errada mas consegui achar uma forma honesta e gostosa de ganhar dinheiro e mais, lembra do meu sonho do magistério, poderia ensinar um pouco. E conhecer pessoas. 
  
7- Quais os pontos positivos e negativos de trabalhar em casa? 
Pra mim, tanto os ponto positivos quanto os negativos, estão juntos. Exemplo: é positivo você não ter um patrão te cobrando, mas também é negativo.É positivo você não ter horário,mas também é negativo.Esses dias mesmo escrevi um post dizendo que quem trabalha em casa tem que se impor um horário, porque senão acaba se perdendo . 
É muito bom, porém precisa ter disciplina! 
  
8-Que dicas você deixa para quem está pensando em começar a trabalhar em casa? 
Dica número um: faça um bom curso de base. Pode parecer papo de vendedora, mas o tempo que você vai economizar e as cabeçadas que não vai dar compensam. 
Tenha um bom Networking, no mercado digital, não devemos enxergar nossos "concorrentes " como inimigos. Eu sei que existem os maus profissionais como em qualquer profissão, mas o próprio mercado dá conta de engolir esses maus profissionais. 
9- Que mensagem você deixa para os leitores do blog? 
Que se querem mesmo trabalhar nesse mercado, tenham em mente que é um mercado que está cada vez crescendo mais. Mais ainda tem espaço pra muita gente, que QUEIRA SER PROFISSIONAL. 
Estude, se dedique e tenha paciência, que os resultados aparecem Não é da noite pro dia,, afinal tem alguma profissão de verdade e honesta que traga resultados da noite pro dia??Vou ter que investir, vai sim mas, os investimentos não chegam nem perto de um negócio físico. 
Ahhh e outra coisa ,não é só com o mercado de vendas de cursos ou ensinar pessoas que vive um afiliado, existe a escolha do nicho que você se identifica mais. Então, você pode trabalhar em casa fazendo e vendendo seus doces, artesanato, crochê enfim, vários ramos. 
Assim como também você pode, produzir seu próprio curso!! Digamos que você sabe tocar algum instrumento pode ensinar isso, ou  entende sobre leis para ajudar os deficientes, o mercado é amplo. E cada um, é uma pessoa diferente e vai ensinar/aprender da sua própria maneira!!! 
  
Roberta, muito obrigada por compartilhar sua história e por nos alimentar com a sua mensagem.Quer conversar com ela clique AQUIE se você gostou comente, curta, compartilhe e me acompanhe nas redes sociais.  
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