quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Thayane fala como é empreender sem sair de casa

Geeente, eu venho acompanhando o perfil ,@empreendedorescomeficiencia e venho notando o sucesso que ela vem fazendo nas redes sociais.   

Daí resolvi entrar em contato com a criadora do perfil e perguntei se ela topava falar um pouco da sua história e do seu trabalho. Ela não só aceitou como também me surpreendeu, pois percebi ao longo da entrevista que a moça possui os 3 F do sucesso (#Foco, #Força e  #Fé). Curiosos para conhecê-la? Então, vejam a entrevista abaixo.
1- Quem é Thayane Barbosa 
Oi! Me chamo Thayane Barbosa, mas pode me chamar de Thay! Tenho 24 anos, sou paraplégica há 10 anos, e posso dizer que a Thayane que sou hoje é totalmente diferente da que eu era antes de enfrentar a paraplegia.  
Sofri um acidente automobilístico aos 14 anos, e fiquei entre a vida e a morte. Tinha 1% de chance de vida, e graças a Deus tive a graça de superar isso tudo. Passei por um processo doloroso de recuperação, que enfrento até hoje. Foram mais de 40 cirurgias, e no início perdi a capacidade de fazer sozinha funções simples como tomar banho, me vestir, alimentar, ir à escola... Tão nova, vi minha vida sendo totalmente transformada e, no começo não foi fácil. Por isso, digo que me tornei uma pessoa totalmente diferente após isso tudo. Hoje, posso dizer que, tento valorizar minha vida, família e amigo ao máximo.  

2-Fale-nos sobre a sua deficiência. E como você, seus pais, familiares e amigos entenderam, essa condição humana?  
Hoje, encaro minha deficiência de uma maneira natural. Claro, que enfrento diversas dificuldades e problemas no meu dia a dia, mas não enxergo a deficiência como um fardo ou castigo... Entendo que, tudo na vida há um propósito, e se eu preciso passar por isso, eu passarei da melhor maneira possível, sendo grata por estar viva, ao lado da minha família e amigos.  

Minha mãe me dá apoio total em tudo, é minha melhor amiga e está comigo em todos os momentos, desde o início do acidente ela foi minha base... Já o meu pai, sempre me ajudou, mas tem um pouco de dificuldade em aceitar, mesmo depois de tantos anos. Em questão de amizade, no momento em que sofri o acidente, conheci verdadeiramente quem eram meus amigos... Muita gente se afastou, porque não sabia como lidar com a situação, fiquei bastante chateada, porém, outras pessoas que jamais imaginaria que me ajudariam apareceram. Acredito que, em momentos assim você descobre quem são seus verdadeiros amigos. Hoje, os amigos que tenho me tratam normalmente, eles mesmo brincam que esquecem que sou cadeirante😆, eu mesma às vezes esqueço também, é engraçado. 

3- Como foi sua vida escolar e acadêmica? 
Nossa! A vida escolar e acadêmica... Meu Deus, foi uma das coisas mais difíceis na minha jornada. Quando sofri acidente, tinha acabado de me formar na oitava série, e tinha já me matriculado para o ensino médio antes de ir para a viagem que me acidentei.  

Estava ansiosa para começar a estudar, com aquela expectativa de iniciar uma fase “mais madura” na vida e fazer meus 15 anos. No ano do acidente, em 2010, como machuquei muito, não consegui estudar. Em 2011, precisei estudar em casa, porque ainda não conseguia ficar muito tempo sentada. Sentia muita dor, mas consegui me formar no 1o ano à distância em uma escola pública perto da minha casa. Contratamos um professor particular (pois o governo não mandava nenhum professor na minha casa, como diz a lei), e assim conclui essa etapa. Em 2012, foi a primeira vez que entrei em uma escola depois do acidente, no 2º ano, e me lembro como se fosse hoje o momento que entrei na escola, em uma cadeira de rodas pela PRIMEIRA VEZ. 

Foi HOR-RÍ-VEL! Minha vontade era chorar, sair correndo, sumir dali... A escola inteira olhando pra mim, como se eu fosse um bicho. Ser novato em algum lugar já é péssimo, sendo cadeirante ainda... Com muito custo eu consegui me adaptar na escola, e completei o ensino médio, com diversas intercorrências médicas, pausas para cirurgias, mas consegui.  

Depois veio a faculdade. Passei no vestibular da Escola de Design (UEMG) para Design de Produto, e foram 4 anos bem turbulentos. Graças a Deus, minha mãe (super companheira), também fez o vestibular para Design Gráfico, e estudava no mesmo horário que eu (em salas diferentes). Então, íamos para faculdade juntas, e ela me ajudou muito lá, mas o prédio não tinha acesso nenhum. O elevador é antigo, e eu muitas vezes era impedida de assistir as aulas, sem contar quando eu precisava ser carregada pelas escadas por 9 andares, que se quer tinham luz de emergência. Enfim, o prédio era TOTALMENTE PRECÁRIO. Mas, me formei! 😁
4-Conte-nos sobre seu perfil no instagram @empreendedorescomeficiencia? Como, quando e o que te motivou a criá-lo?  
O perfil Empreendedores com Eficiência surgiu devido a um problema que enfrentei dentro e fora da faculdade. Eu sempre quis conquistar minha independência financeira, ter uma carreia profissional de sucesso e meu próprio dinheiro. Mesmo antes do acidente, eu ansiava por trabalhar, e construir algo com meu esforço.  

Porém, por ter sofrido o acidente muito nova, eu não tive a chance de ter nenhuma experiência no mercado de trabalho, e, como todos sabemos, oportunidade de emprego para pessoas com deficiência aqui no Brasil é muito difícil, então aí começa o problema... Eu sofri muito preconceito quando fui tentar uma vaga de estágio na época da faculdade. Todas as agências que me candidatava na minha área, ou não tinham acesso ou nem me chamavam, e, além disso, devido a gravidade do meu acidente, com frequência eu precisava voltar para o hospital para alguma cirurgia, provavelmente uma empresa me demitiria devido a frequência de afastamento.
  
Por isso, depois de formar eu fiquei durante 1 ano procurando emprego, e sem conseguir acabei me conformando com a situação, e ficando muito triste. Até que um dia, aconteceu um problema na minha família, que me fez sair da minha zona de conforto. Eu percebi que eu precisava o quanto antes buscar minha independência, e que eu estava focando apenas nos “não’s” que eu havia tomado, e não naquilo que eu tinha de bom. Foi então que eu decidi começar com o que eu tinha, com os conhecimentos que eu adquiri nesses 4 anos. 

Então, pesquisando como poderia utilizar o que sabia, descobri o Design para Social Media e o Marketing Digital e me apaixonei. Vi que toda pequena empresa precisava de divulgação, e eu já fazia propagandas para a igreja que frequento. Então plim! Acendeu uma lâmpada na minha cabeça😄, e comecei a procurar cursos nessa área.  

Depois que aprendi mais sobre o assunto, comecei a trabalhar pelo meu notebook, na área de Design e Marketing para comércios da minha região, e quando percebi comecei a ser indicada por eles, e vi que poderia construir meu próprio negócio. Trabalho assim há mais de um ano, e quando percebi como é maravilhoso trabalhar da minha casa, com meu próprio horário, qualidade de vida e os inúmeros benefícios, pensei: preciso contar isso para outras pessoas que tem deficiência, e às vezes estão desempregadas, ou até mesmo aposentadas pelo INSS, passando dificuldade, mas poderiam estar utilizando uma habilidade e talento da sua própria casa, com seu próprio negócio. Quero contar isso para o mundo PCD! Podemos buscar nossa liberdade profissional de casa! 

5-Como é ser uma empreendedora sobre rodas no Brasil?  
Ser uma empreendedora sobre rodas no Brasil não é fácil, estaria mentindo para você se dissesse que é mil maravilhas. Temos diversos desafios para enfrentar, um mercado cheio de concorrentes, nossa própria mente que nos faz querer desistir, que nos sabota nos fazendo acreditar que não somos bons o suficiente para continuar...  

Mas todos os dias, se você fizer um pouquinho e tiver foco, traçar metas, você consegue! O brasileiro é criativo, e temos que usar essa criatividade ao nosso favor. 

6- Quais os pontos positivos e negativos de trabalhar em casa?  
Trabalhar em casa tem inúmeros benefícios, mas perigos também. É necessário ter muita organização e disciplina. Você é seu próprio chefe, e isso é maravilhoso (ninguém mandando em você hahaha), entretanto, é preciso ter cuidado com as distrações ao redor, como televisão e outras pessoas conversando, por exemplo, isso tira a atenção totalmente. 

Sobre seus horários, você define quanto tempo irá trabalhar. Mas é preciso ter bastante disciplina, e entender que, mesmo você trabalhando em casa, é necessário estabelecer um tempo determinado para essa atividade e um local adequado.  

Outro lado positivo, que para mim é o mais importante, é cuidar da própria saúde... Nós que temos algum tipo de deficiência, muitas vezes precisamos fazer alívio de pressão ou temos alguma outra limitação que requer cuidado, trabalhar em casa te permite fazer pausas e dar mais atenção ao seu próprio corpo, e isso não tem preço! 

7- Que erros uma pessoa que quer se tornar uma empreendedora digital não pode cometer?  
Acredito que um erro que um empreendedor digital não pode cometer, é achar que por trabalhar na internet as coisas serão fáceis, e não exigirão comprometimento e esforço.  

Se você enxerga o seu negócio na internet como um “bico”, uma “renda extra”, você nunca vai elevar seu empreendimento para um nível profissional e alcançará sucesso. 

8-Que dicas você deixa para quem está pensando começar a trabalhar em casa?  
A dica que eu deixo para você que quer começar a trabalhar em casa é: Primeiro: Antes de iniciar um negócio em casa, procure conhecer suas habilidades, paixões e o que você gostaria de fazer/falar sobre todos os dias. A partir disso, analise como você poderia tornar essas habilidades em algo concreto/negócio. Um exemplo meu: Eu sempre gostei de editar imagens em softwares como Photoshop e Illustrator. 

Portanto: como eu poderia tornar isso em um serviço? Resposta: Fazendo propagandas para lojas da minha região. Segundo: Pesquise se existem pessoas que comprariam isso. Um exemplo meu: Eu pesquisei, e vi que as lojas da minha região eram carentes de propagandas no digital. 

9- Que mensagem você deixa para os leitores do blog?  
A mensagem que gostaria de deixar para vocês é que, NÃO DESISTAM DAQUILO QUE VOCÊS SONHAM E ACREDITAM. Parece clichê, eu sei, mas talvez você que está lendo isso agora, deixou um sonho para trás porque alguém não acreditou em você, porque alguém te disse não, porque alguém não te apoiou.  

Mas eu te digo hoje, eu fui uma pessoa totalmente improvável, desde eu sobreviver ao meu acidente até os dias de hoje, e em cada NÃO que a vida me deu, eu dei a volta por cima, e fiz um SIM, e não por que eu sou melhor que ninguém, mas por que é necessário enxergar o lado bom das coisas mesmo quando tudo está ruim, e é isso que aprendi a fazer.  

Então te convido nesse momento a parar e refletir: Quais são minhas habilidades que eu não estou valorizando? Quais são minhas paixões? Quais assuntos eu gosto de conversar/ler/estudar? Como eu poderia torna-las em algo concreto/negócio? Existem pessoas que pagariam por isso?  

Responda isso, e essas respostas poderão te guiar para um negócio próprio em casa!  
Ah, e te convido a me seguir no Instagram @empreendedorescomeficiencia  
Lá compartilho muito conteúdo sobre empreendedorismo digital, e como trabalhar em casa pela internet ☺ Vamos juntos pela inclusão de PCDS no mercado profissional!  
Até a próxima!  
Com carinho,  
Thay  
 Gostaria de agradecer a Thayane pelo carinho e convidar ela e seus seguidores para participarem do Desafio Clareza Financeira no qual eu vou te ajudar a melhorar sua relação com o dinheiro e tirar seus sonhos do papel, sem abrir mão das coisas que gosta! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 

O desafio é GRATUITO e vai acontecer durante 7 dias através de mensagens no seu whatsapp. Aproveita que é 0800 para garantir logo sua vaga, enquanto as inscrições estão abertas. É só clicar AQUI 

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