domingo, 27 de outubro de 2019

Emprego público, traz ou não traz ESTABILIDADE FINANCEIRA?

Ser servidor público é o sonho ainda de muitos brasileiros. Afinal de contas, há uma cultura muito forte de que TODO funcionário público possui uma estabilidade financeira. 
Entretanto, segundo reportagem do Jornal Correio Brasiliense, em 2019,“servidores públicos tomaram R$ 42,1 bilhões de crédito pessoal consignado só nos primeiros quatro meses do ano, segundo dados do Banco Central (BC). O valor concedido de janeiro a abril é 39,7% mais alto do que o do mesmo período de 2018. No mês passado [abril], o aumento foi de 11,1% na mesma base de comparação. O saldo de crédito consignado para servidores públicos em abril somava R$ 198,5 bilhões”. 
Nesse sentido, será mesmo que emprego público é sinônimo de estabilidade financeira? Na verdade, como sou servidora pública estadual eu sei bem que o fato de dificilmente sermos demitidos, de termos todos os direitos que o trabalhador tem direito no Brasil como férias, 13º salário, salário família assegurados nos gera a ilusão da prosperidade financeira automática e garantida. 

Entretanto, o que muita gente desconhece é que a partir de 2014, houve declínio nas arrecadações estadual e federal e boa parte dos servidores deixaram de receber aumento significativo.  
Além de contar com a evolução salarial bem menor do que profissionais da iniciativa privada os servidores públicos também não podem contar com ganhos extras, vindos de horas a mais de trabalho como acontece com trabalhadores autônomos e profissionais liberais.E para piorar a situação em alguns estados, como o Rio Grande do Norte, pesam ainda atrasos e parcelamentos de salários.  

Como sou funcionária pública também não poderia deixar de falar que o drama do servidor público inicia, muitas vezes, logo depois que o mesmo toma posse. Afinal de contas, somos obrigados a abrir uma conta bancária em um banco estabelecido pela instituição pública onde iremos trabalhar. É por meio desta conta que o servidor receberá seu salário.  

Os servidores públicos são ótimos clientes para os bancos. Logo, que a conta é aberta o banco começa a oferecer crédito consignado com prestações mensais deduzidas do salário do servidor automaticamente. O banco ainda disponibiliza cartão de crédito, cheque especial e dinheiro para comprar veículos, financiar e reformar casas.
Tudo isso é apresentado com muita técnica de venda e de marketing para conquistar e convencer o servidor a adiantar todos os seus sonhos usando o dinheiro do banco. Eu mesma já recebi inúmeras ligações do Sidnelson lá do banco onde tenho conta me oferecendo crédito para comprar carro, viajar, reformar a casa. 

Leandro Ávila também destaca que “a influência dos colegas de trabalho afeta até aqueles que pretendem poupar e investir o próprio dinheiro para realizar esses sonhos de forma planejada, sem pagar juros e taxas para bancos e financeiras. Quem deseja poupar pode enfrentar dificuldades para se socializar com colegas que possuem uma postura diferente diante da poupança e das dívidas”. 

Nesse sentido, o servidor público deve antecipar problemas, distribuir seus gastos ao longo do ano e montar uma reserva de emergência para não viver fazendo empréstimos, usando cartões de crédito e cheque especial.  

Afinal de contas, não tem lógica estudar tanto, passar no concurso público, ter uma renda segura, ter um emprego estável e passar a vida toda pagando juros ao banco. E por fim, não deixe de fazer planos para aumentar seus gastos no futuro e montar uma estratégia previdenciária para complementar sua aposentadoria. 

Precisa de ajuda para controlar suas finanças, realizar seus sonhos e fazer seu pé-de-meia para patrocinar sua aposentadoria e ter uma velhice tranquila e uma vida independente do INSS? 
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domingo, 13 de outubro de 2019

Planejamento financeiro para professores: 7 Dicas para cuidar do seu futuro financeiro

Ser professor é assumir a responsabilidade de garantir que nossa próxima geração possa ler, escrever e contar. Mas não é só isso: agora você é responsável pelas habilidades de comunicação das crianças, bem-estar físico, saúde mental e atua como gestor de aprendizagem. 
Você precisa lidar com o planejamento das aulas, com a elaboração das avaliações, ministrar as aulas, corrigir provas, registrar as notas, participar das reuniões com pais e professores e fazer cursos de capacitação! 

Não é de se admirar que não tenha tempo para cuidar da suas finanças e  acabam negligenciando suas próprias necessidades, como sua segurança financeira. E no mundo de hoje, isso pode ser desastroso. 
Muita gente não sabe mas, como Mestre em História aprendi na faculdade a desenvolver um olhar crítico sobre a economia atual e seus desdobramentos no futuro. Todavia, apesar de manjar de história econômica fiz péssimas escolhas, com meu dinheiro, aceitando tudo o que a gerente do banco me indicava. Parece mentira mas, ela me indicou o título de Capitalização e eu fiz. 

Ao me dar conta que título de capitalização era uma roubada, passei a estudar e fazer cursos sobre finanças pessoais e economia comportamental para entender o que tinha feito de errado e decidi compartilhar meus conhecimentos com outras pessoas.
 
Hoje eu sei que muitos dos meus colegas de profissão também possuem problemas parecidos, alguns estão endividados ou investem mal. Então, como o Dia dos Professores está chegando, resolvi elaborar algumas dicas úteis para cuidar do seu futuro financeiro.  

1-DETECTE O QUE ESTÁ ERRADO NA SUA VIDA FINANCEIRA 
Só assim você saberá o que fazer para corrigir os erros, solucionar os problemas e melhorar sua situação atual.   
Para isso, você necessita saber em que situação seu dinheiro se encontra.  
Quanta ganha? 
Saiba quanto você recebe todo mês para você conhecer o quanto ganha. Para obter essa informação, olhe sua folha de pagamento. Não leve em conta o salário bruto, mas sim o que cai na conta depois dos descontos. Para isso, olhe para o campo onde está escrito “Líquido”. Se possuir apenas o salário, a média mensal total será o valor líquido que aparece no seu contracheque.  
Quanto gasta? 
A)Comece com os gastos essenciais que não podem deixar de ser pagos, como água e luz.Essas contas são chamadas de despesas mensais fixas, aquelas que mais pesam no seu bolso.  
DESPESAS FIXAS   
Aluguel  
Água   
Luz  
Telefone   
Internet  
Supermercado   
Faculdade/Escola dos Filhos   
Academia   
Compra a prazo   
Saúde  
  
B)Os demais gastos representam o que chamamos de despesas variáveis. Elas são aquelas onde podemos decidir por gastar ou não gastar. 
DESPESAS VARIÁVEIS   
Cinema   
Restaurante  
Compras não planejadas   
Pequenas Viagens   
Pequenas compras diárias  
Roupas e sapatos  
Lanches e doces   
Festas e baladas 

C)E por último, temos as despesas obrigatórias e as despesas sazonais.Nas despesas obrigatórias, devemos colocar o que normalmente pagamos com impostos.Já as despesas sazonais acomodam presentes e gastos com datas comemorativas (Natal e Dia das Mães, por exemplo).     
DESPESAS OBRIGATÓRIAS E SAZONAIS   
IR 
IPTU 
IPVA  
Presentes 
Festas   
Viagens
  
Quanto você deve?  
Faça um levantamento de todas as dívidas que você possui hoje: Condomínio atrasado? Cartão de crédito? Cheque especial? Escola dos filhos? Plano de saúde? Faça uma lista de tudo o que você deve, quanto e para quem!  
2- CORTE GASTOS DESNECESSÁRIOS  
Quando já tiver as informações do seu orçamento, é hora de verificar e pensar sobre suas decisões.   
Por exemplo:    
- Porque minhas despesas variáveis estão mais altas do que minhas despesas fixas?    
- Por que estou pagando academia se vou apenas 1 vez perdida?      
Ficou claro?Não basta apenas olhar as informações e o resultado do orçamento.É preciso olhar para o seu orçamento hoje e identificar quais itens você pode diminuir ou cortar? Quantos reais são possíveis economizar?  
Faça pequenas economias, como:  
-Ligue para a operadora do celular e internet e peça um desconto;   
-Avalie se você precisa mesmo de todos aqueles benefícios da cesta de serviços do banco;   
-Escolha um cartão de crédito livre de anuidade…  

3-DESCUBRA O REAL MOTIVO DAS DÍVIDAS 
Aline Soapereducadora financeira membro da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, Terapeuta Financeira, palestrante e escritora. Reflete, no vídeo abaixo, o que leva uma pessoa a se endividar.

4- ESTABELEÇA PRIORIDADES  
Se você possui várias dívidas, é preciso saber qual priorizar caso não consiga pagar todas ao mesmo tempo.A ordem de prioridade é a seguinte:  
A) As Despesas Essenciais: Elas são vitais para manter a nossa qualidade de vida, como a conta de energia, a conta de água... São contas que se você não pagá-las logo, poderá ficar sem os serviços. 


B )Bens em Garantia: O que acontece se você possuir um financiamento do imóvel ou financiamento do carro e não pagar? O banco vai pegar de volta. Assim para evitar ficar sem a sua casa, é imprescindível considerar o valor dessa dívida na escala de prioridades.   
C) A Dívida de Custo Efetivo Total maior: Agora vem as dívidas com o cartão de crédito, o cheque especial, o empréstimo pessoal, o crédito consignado, as dívidas bancárias. Você deve priorizar pagar as dívidas com o CET (custo efetivo total) maior, pois serão essas dívidas que mais vão crescer. Entenda por CET a taxa de juros mais outros encargos que possam vir a serem cobrados.   
5- RENEGOCIE  
A) Liste suas dívidas, incluindo os juros que deve pagar por cada uma delas. 
Entre em contato com o banco  que você está devendo, através do autoatendimento, e peça para a atendente a Memória de Cálculo da Dívida e descubra qual o valor original, o valor total, os juros praticados e as possibilidades de pagamento da dívida.  

B)Troque uma dívida cara por uma dívida barata 
Comece a negociar a dívida mas, se a proposta não for o que você espera, não aceite de primeira.Se for vantajoso, troque a dívida cara por outra menor, quando o desconto no pagamento à vista é grande, você pode considerar fazer um empréstimo com juros menores para quitá-la. Para isso, pesquise sites onde você pode comparar e escolher a opção mais barata de empréstimo conforme o seu perfil.  

O site do serasaecred.com.br possui várias financeiras para você pesquisar e existe também o site https://www.serasaconsumidor.com.br/ com ofertas para que seja possível negociar as suas dívidas online.  
  
6- MONTE UMA RESERVA DE EMERGÊNCIA 
Uma reserva de emergência é uma poupança destinada a cobrir despesas inesperadas que "surgem" e não são despesas mensais regulares. 

Embora o reparo de um carro possa ser caro e estressante, se você souber que pode recorrer a sua reserva de emergência para cobri-lo, muito do estresse desaparecerá.  

Também é mais fácil usar o dinheiro em seu orçamento da maneira planejada, se você souber que tem um dinheiro extra no banco pronto para cobrir as emergências inesperadas que podem surgir. 
  
Montar uma reserva de emergência pode parecer difícil no começo, especialmente se você está lutando para pagar as contas do mês.Comece colocando uma pequena quantia, seja de R$ 30,00  por mês, para que você possa montar sua reserva de emergência.  
  
Você também pode considerar vender itens não utilizados pela casa para acumular esse dinheiro o mais rápido possível. Veja AQUI outras dicas para alavancar sua reserva de emergência. 
  
7-INVISTA PARA A APOSENTADORIA 
Embora o cargo de professor ofereça programas de aposentadoria, você deve ter a iniciativa de investir com a finalidade de complementar sua renda de aposentadoria.Alternativas como tesouro direto, fundos de renda fixa, CDBs e outras modalidades de investimentos podem ser consideradas.  
O ideal é pesquisar opções e consultar diferentes possibilidades antes de se comprometer, sempre tendo em mente que não existe fórmula mágica para enriquecer rapidamente e, se a ideia é assegurar uma aposentadoria tranquila, o ideal é procurar opções com mais garantias.  
   
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